terça-feira, 20 de agosto de 2013

Rússia, poder CORRUPTO


Não tinha ilusões quanto ao tipo de vida que um cidadão normal tem na Rússia mas o documentário "Rússia, Poder Corrupto" no canal Odisseia esta semana deixa a situação muito mais clara. Ditadura é pouco - para descrever o que por lá anda. A corrupção, violência e o abuso de todas as formas e sentidos são o pão de todo o dia por lá.

É uma pena. O povo devia ser livre mas vive há anos sobre um cajado de corrupção, opressão e violência. Isso não os torna pessoas iguais às outras, existe uma postura diferente de olhar a vida. Sofrem bastante aqueles que são injustamente incriminados pelas milícias e vão parar à prisão, onde, logo à chegada, são negociados por dinheiro, fisicamente agredidos e molestados. A TORTURA até à morte é comum.

Até quando? Neste mundo tantos têm de sofrer e ser privados do bem mais essencial à sua sobrevivência - a liberdade.
Pussy Riot - uma banda feminina de rock Russa que se dedica à provocação política
Alguns elementos da banda foram presas em 2012 com pena de dois anos, por vandalismo e ódio religioso

Numa ocasião de passagem de ano privei com um grupo de pessoas oriundas da Rússia e quando lhes fui oferecer as passas para os 12 desejos, recusaram, dizendo que na Rússia não tinham aqueles rituais. Respondi que também não tinha esse costume mas que estava disposta a experimentar e voltei a oferecer as passas, que recusaram, algo jucozamente, dizendo-me que jamais ia conseguir entender a diferença. Tinha visto reportagens suficientes - e tinha sensibilidade suficiente para entender possíveis razões para a frieza e o distanciamento que me foi revelado e que já tinha identificado como uma forma de ser natural das pessoas oriundas daquele país. Não é à toa que o «êxodo» de jovens da Rússia continua a ser uma realidade desde os tempos da Guerra Fria. Se tiverem uma possibilidade, qualquer que seja, qualquer cidadão foge à procura da sua liberdade e de melhores condições de vida. As jovens mulheres encontraram o método mais milenar que existe: o casamento. E colocam-se na internet em busca de marido estrangeiro - qualquer coisa lhes serve, desde que seja aquele o passaporte para a saída do país. Estão dispostas a venderem-se porque qualquer eventualidade lhes parece melhor do que o que têm por ali. Ali todos temem tudo e alguma coisa. E com razão para isso. Mas mesmo já longe e bem sucedidos, é difícil fazer a adaptação mental e social quando se herdam nos genes 100 anos de tirania e opressão. É um processo demorado.

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