sexta-feira, 27 de julho de 2012

Higiene na COZINHA - a esponja e o detergente


Na cozinha existem muitos hábitos nas lides domésticas que não me sinto confortável em seguir.
Um destes é o uso da esponja em detergente para a lavagem da louça.



Quando a louça depois de limpa e seca fica com cheiro, não está lavada, está contaminada. Desde miúda tenho o hábito de cheirar e voltar a passar por água quase toda a louça que vou usar de seguida. Faço aos pratos aquele teste do "patinho", estão lembrados do reclame publicitário? A loiça só fica bem limpa se o patinho (desenho no prato) "cantar" à passagem do dedo! 

Pensemos por partes: primeiro o detergente. Para quê é preciso detergente? Para remover grandes gorduras percebo bem... Óleos e afins não saem com água a ferver. E desde quando começou esse hábito de usar detergente líquido químico? Quando é que nos enfiaram esse produto de consumo no nosso quotidiano e no nosso bolso? Só posso falar pelos muitos exemplos que conheço mas embalagens de detergente para louça gastam-se pelas casas como se fossem refrigerante para beber
E está mal, porque o correcto é aplicar ALGUMAS GOTAS de detergente numa PORÇÃO de água e então lavar a louça. Despejar o líquido na esponja e depois esfregar, está errado. Dizem os entendidos que a proporção deve ser de 8 gotas de detergente por 1 litro de água. Senão pense bem... não estará MESMO a BEBER detergente a cada refeição?

Agora falemos da esponja... Esse imãn para bactérias! Sabe-se que nada rivaliza com a esponja de lavagem de louça no que respeita à QUANTIDADE e à PERIGOSIDADE de bactérias encontradas. Dizem os especialistas que em sete horas, uma só bactéria consegue multiplicar-se 2 MILHÕES de vezes! É o que elas fazem... e mesmo numa cozinha muito limpa, as malandras estão lá a fazer o que têm de fazer, está-lhes na natureza... Já pensou que aquela indisposição ou mal estar gástrico pode vir de uma esponja?  

O que fazer para COMBATER a esponja, grande vencedora de armazenamento de bactérias, esta ameaça para a saúde humana?
Tenho boas notícias. Após um levantamento de informação na internet, eis o que é incontornável fazer:

1- Enxaguar em água limpa a esponja depois de usar, deixando-a de seguida num lugar seco.
2- Todos os dias, colocar a esponja no micro-ondas em potência máxima e deixar por 2 minutos.
3- Substituir a esponja TODAS AS SEMANAS.


Pessoalmente, depois de usar uma esponja uma vez, acho que não fica em condições para se usar uma segunda. Mas se for a deitar fora uma esponja a cada refeição, não ganharia o suficiente para as comprar, claro está :), para não falar do contributo para a poluição de esponjas! (PS: caso tenham curiosidade, as esponjas para uso no banho estão banidas desde os anos 80...). A boa notícia desta pesquisa que fiz é que dizem que a técnica do micro-ondas elimina 99,9% das bactérias. Urra! Mas se funcionasse para uso de longa duração, não recomendariam a substituição ao fim de sete dias. Para quem quer contestar estas regras ditadas por quem passa os dias em laboratórios a estimar a quantidade de bactérias que proliferam de acordo com o ponteiro do relógio e os hábitos humanos, acho que deviam pensar novamente. E claro, JAMAIS ignorem a regra de deitar fora a esponja ao final de UMA SEMANA. 



Estufa de esterilização, atinge até 200ºC
E o que dizer do processo seguinte, o da secagem da louça e talheres? Detesto passar um pano! Não me parece nada higiénico. Gosto que seque ao ar e aguardo o que for preciso mas se precisar, enxaguo as peças com um pano de papel absorvente. Perante tudo isto, mais valia inventar uma máquina de esterilização para lavagem de louça de uso doméstico. Se é preciso esterilizar biberons de bebés, chupetas e tudo o que diz respeito a recém-nascidos, é decerto necessário para outras coisas mais, como a louça e talheres de cozinha. E porque não estender estes cuidados na saúde aos adultos? Ainda mais quando se fala de alimentação e limpeza.


É na cozinha que se encontram o MAIOR NÚMERO de bactérias de uma casa, MAIS que as que se encontram num WC. E também é sabido que logo a seguir a interruptores de luz, maçanetas e teclados de computador ou controles remotos, é a esponja da louça que "vence" com uma grande margem de vantagem a contagem de MICRÓBIOS E BACTÉRIAS. O bom mesmo, é lavar a louça numa máquina. Nem sempre fica bem limpa mas as altas temperaturas e o calor concentrado devem produzir uma desinfecção superior à lavagem manual. Mas para quem não tem um riacho de água corrente no quintal para lá deixar os pratinhos sujos, nem uma máquina eléctrica, a escolha recai na lavagem manual, ? Então o melhor mesmo é seguir os passos acima. 

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