Na televisão está a dar o programa 48 horas, no canal CBSreality. O caso relatado é o de Christopher Pittman, um rapaz de 12 anos que assassinou a tiro os avós. Depois incendiou o casarão e fugiu numa carrinha, tendo se cruzado com duas pessoas e então desabafado: "um negro matulão matou os meus avós, raptou-me, fugiu e eu consegui escapar".
O pai de Chris para as câmaras de televisão mostra o arsenal de armas da família e expressa o seu pesar pela arma que o filho usou para lhes assassinar os pais. Foi um presente dado pelo pai e agora estava apreendida como prova de crime. O pai do assassino e filho das vítimas só espera que a mesma lhe seja devolvida porque tem "special feellings" pelo objecto. A arma é-lhe próxima do coração e custa-lhe estar separada dela.
O puto tomava medicação e por isso a defesa defende que o rapaz estava sobre a influência dos anti-depressivos. Um especialista que APROVOU a introdução do medicamento no mercado foi testemunhar que, afinal, acredita que a droga podia provocar alucinações e pode levar qualquer adolescente a cometer actos de insanidade. (Parece-me que este homem não tem moral alguma para que a sua posição seja levada a sério, pois mais parece que muda de opinião conforme o lado que lhe pagar mais).
Porém o argumento da defesa não tem o peso desejado e o júri considerou que existem milhares de outras pessoas que também tomam a mesma droga e não viram assassinos. Condenou Christopher a 30 anos de prisão (pena mínima segundo a lei daquele estado). A família e os advogados da defesa revoltaram-se. "Como é que pode um juri em duas semanas condenar uma pessoa que não conhecem?!" - grita chorosa e desconsolada a irmã mais velha e já bem crescida de Christopher, muito indignada com o veredicto do júri e, pelos vistos, achando que este não tem legitimidade para chegar àquele veredicto.
E é assim que uma família se destrói e continua a optar por defender o que não tem defesa. Indignados que ficam com o sistema, ávidos se calhar até por vingança e retaliação. Ter o veredicto de inocência do rapaz pesou mais que o assassinato dos avós! No final do programa um clérigo pergunta:
- "Porque é que estas coisas acontecem? Porque é que isto aconteceu?"
Dah! Porque têm ARMAS!
A América é assim: uma nação apaixonada em primeiro lugar por ARMAS. Surpreende-me é que ainda existam pessoas com discernimento. A educação dos filhos é baseada na agressividade das armas. Qualquer raiva que lhes dê o arsenal doméstico está ali mesmo à mão para ser usado. É só esperar as pessoas adormecerem e ir lá com a arma e disparar - que foi o que Christopher fez ao avô e à avó. As armas são o meio mais prático que eles próprios têm para se exterminarem. Nem sei porquê se preocupam com essa possibilidade vir do terrorismo.
sábado, 10 de agosto de 2013
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1 comentários:
Pois... pena só ter matado os avós. Se tivesse limpo o sarampo à famelga toda, evitavam-se estas polémicas e eram menos uns quantos idiotas armados até aos dentes.
Deus lhes perdoe que eu agora não tenho tempo. Ahahah
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