O que se passa com as mulheres e a vontade de ter o cabelo LOURO?
Em toda a minha vida como representante do género feminino de cabelo cor castanho-avelã, nunca me deu para pintar o meu lindinho cabelinho de louro. Ainda menos, louro oxigenado!
Não entendo essa “paranóia”, se posso chamá-lo assim, de certas mulheres. Essa obsessão por essa cor de cabelo que as leva, inclusive, a ignorar a sua própria cor por longos e longos anos, às vezes, sem voltarem à cor original até chegar a idade dos grisalhos.
Não que seja contra. Não!! Apoio a mudança. Sou incondicionalmente A FAVOR dela.
Descobri, nas minhas observações pessoais e acho que posso chegar à conclusão seguríssima que, jovens mulheres que NUNCA mudam o corte de cabelo, o comprimento ou a cor e sentem uma vaidade inexplicável no mesmo ao ponto de se irritarem à mínima coisa, não são boa coisa para se ter por perto. Será? Eu lá as consigo identificar por isto, eheheheh! E não tem falhado.
As vezes que mudei a cor do meu cabelo não foram tantas quanto as que o desejei. Tanto a cor, como o corte, ao longo dos anos, sofreram mudanças conforme me dava na real gana. Bem, na verdade não é bem assim… porque com uns 19 anos quis pintar o cabelo todo de uma outra cor e a que senti adequada era… o grisalho! Não o fiz. Nessa altura a palavra parental era lei. E entre a malta jovem podia-se admitir cabelo punk, de cor azul, vermelho, verde, mas grisalho de corte direito, liso, e pela altura do rosto, jamais! J
Talvez um ano depois, voltei a sentir vontade de fazer uma transformação e senti que o que queria era rapar tudo. (Ia ficar tão sexy!). Também não o fiz. Minha mãe ia me dar uma sova!
Hoje os pais já não exercem uma influência tão forte nestas decisões sobre a aparência dos filhos, mas na altura ficar careca NÃO era opção. Nem «envelhecer» loool
Mas pintei o meu cabelo algumas poucas vezes quando mais jovem. Ou melhor, fiz o que as cabeleireiras chamam de “luzes”, “reflexos” e “madeixas”. Nessa altura gostava dos tons lilás, azul escuro e bordeaux, mas as cabeleireiras não sabiam atingir aquele toque suave dos tons escuros com o meu cabelo e nada se notava pelo que, reflexos que se notassem só os tive nas cores bordeaux e louro-escuro ou ouro ou lá o que lhe chamavam que faz tanto tempo que nem lembro mais. Estes reflexos louros pareciam totalmente naturais, ao ponto de nunca ninguém reparar que não eram, mesmo depois de crescerem as raízes. Na verdade, ouvi muitas outras raparigas a elogiarem o meu cabelo nessa altura, dizendo que queriam ter um igual, que o meu tinha uns reflexos do sol giros e que sentiam inveja. Remetia-as para o cabeleireiro! Nunca entendi essa de sentir inveja do cabelo, das mãos, do rosto, das pestanas dos outros, mas enfim…
Hoje os pais já não exercem uma influência tão forte nestas decisões sobre a aparência dos filhos, mas na altura ficar careca NÃO era opção. Nem «envelhecer» loool
Mas pintei o meu cabelo algumas poucas vezes quando mais jovem. Ou melhor, fiz o que as cabeleireiras chamam de “luzes”, “reflexos” e “madeixas”. Nessa altura gostava dos tons lilás, azul escuro e bordeaux, mas as cabeleireiras não sabiam atingir aquele toque suave dos tons escuros com o meu cabelo e nada se notava pelo que, reflexos que se notassem só os tive nas cores bordeaux e louro-escuro ou ouro ou lá o que lhe chamavam que faz tanto tempo que nem lembro mais. Estes reflexos louros pareciam totalmente naturais, ao ponto de nunca ninguém reparar que não eram, mesmo depois de crescerem as raízes. Na verdade, ouvi muitas outras raparigas a elogiarem o meu cabelo nessa altura, dizendo que queriam ter um igual, que o meu tinha uns reflexos do sol giros e que sentiam inveja. Remetia-as para o cabeleireiro! Nunca entendi essa de sentir inveja do cabelo, das mãos, do rosto, das pestanas dos outros, mas enfim…
Mas em defesa delas, o meu cabelo tem uma particularidade. Que eu acho que não se nota, só eu sei, mas tem. Embora da cor castanho-claro, ele é também matizado. Uns poucos fios diferem de tom entre si, entre o muito escuro ao muito claro. Na verdade sei que, algures, tenho um fio totalmente preto e outro totalmente louro, ehheheh! Talvez por isso o ar mais natural dos reflexos.
Faz uns 10 anos desde a última vez que apliquei produtos químicos no cabelo. Depois de um produto temporário que atribuiu aos cabelos o tão desejado tom de reflexo lilás-azulado-preto, pintei o cabelo uma última vez de preto com luzes azuladas, cor que também ia saindo gradualmente com as lavagens. Desde então, nunca mais senti vontade de tais transformações até porque, a minha cor FAVORITA é a minha. Se bem que agora deu uma vontade!
O cabelo mudou com o tempo (é a idade) mas grisalho está longe de ficar lool! Na família os cinzentos aparecem muito tarde e a bem da verdade, estou na casa dos 30. Mas ainda assim, LOURO nunca foi, até ao momento, uma cor pela qual sentisse qualquer atracção. E se antes sentia que tudo me ficava bem, hoje acho que nada cai lá muito bem… a não ser o natural. Mas a mudar, voltaria aos tons que sempre me agradaram, ao negro dos cabelos de meu pai, ou aos tons artificiais vermelho-bordeaux, azuis escuros com ares de roxo/lilás. Mesmo tendo uma tonalidade de pele que já foi descrita como “branca-pálida”, garanto que nunca me imaginei loura e que os cabelos escuros me ficam bem. Será que esta «não-necessidade» de virar loura é porque, até à idade de um ano e pouco, o meu cabelinho era louro douradinho? Eheheheh! O que me fui lembrar! Os cabelos podem mesmo ser um mistério… como a cor dos olhos (será outro post para breve). Porque os meus cabelos, que são fruto de um pai de com cor de cabelo preto com uma mãe com um cabelo castanho-escuro, nasceram claros e escureceram para apenas uma ou duas tonalidades mais abaixo da minha progenitora. Como é possível??
O cabelo mudou com o tempo (é a idade) mas grisalho está longe de ficar lool! Na família os cinzentos aparecem muito tarde e a bem da verdade, estou na casa dos 30. Mas ainda assim, LOURO nunca foi, até ao momento, uma cor pela qual sentisse qualquer atracção. E se antes sentia que tudo me ficava bem, hoje acho que nada cai lá muito bem… a não ser o natural. Mas a mudar, voltaria aos tons que sempre me agradaram, ao negro dos cabelos de meu pai, ou aos tons artificiais vermelho-bordeaux, azuis escuros com ares de roxo/lilás. Mesmo tendo uma tonalidade de pele que já foi descrita como “branca-pálida”, garanto que nunca me imaginei loura e que os cabelos escuros me ficam bem. Será que esta «não-necessidade» de virar loura é porque, até à idade de um ano e pouco, o meu cabelinho era louro douradinho? Eheheheh! O que me fui lembrar! Os cabelos podem mesmo ser um mistério… como a cor dos olhos (será outro post para breve). Porque os meus cabelos, que são fruto de um pai de com cor de cabelo preto com uma mãe com um cabelo castanho-escuro, nasceram claros e escureceram para apenas uma ou duas tonalidades mais abaixo da minha progenitora. Como é possível??
Numa ocasião aconteceu-me uma coisa estranhíssima. Mas fica para o post sobre a COR DOS OLHOS!
Ainda a respeito das mulheres de cabelos LOUROS versus as MORENAS que os querem louros… Tenho a acrescentar que, no decorrer de mais uma das minhas “observações” pessoais, acho que uma esmagadora maioria das JOVENS morenas que pintam o cabelo de louro ficam com um ar mais envelhecido e um tanto «reles».
Quero acrescentar que existem mulheres naturalmente LOURAS que não as «sinto» como “LOURAS”, com toda a conotação que a palavra às vezes tem. São algumas delas: Sharon Stone, Drew Barrymore, Reese Witherspoon. Estas mulheres nasceram louras mas, no fundo, o espírito delas é moreno. São mulheres que gostam delas e não da cor do cabelo que carregam! E por isso eles lhes caem tão bem.
Quero acrescentar que existem mulheres naturalmente LOURAS que não as «sinto» como “LOURAS”, com toda a conotação que a palavra às vezes tem. São algumas delas: Sharon Stone, Drew Barrymore, Reese Witherspoon. Estas mulheres nasceram louras mas, no fundo, o espírito delas é moreno. São mulheres que gostam delas e não da cor do cabelo que carregam! E por isso eles lhes caem tão bem.
Numa próxima: considerações sobre o cabelo ruivo (a não perder!)







5 comentários:
Orgulhosamente morena e não me apetece mudar nem por um instante.
Olá Boboquinha, estive a ler este teu texto fantástico. Neste momento estou num momento de indecisão quanto à cor do meu cabelo...
Pinto desde os vinte anos, pois não tive a mesma sorte que tu: começou a ficar grisalho, muito cedo.
Estou tentada a deixá-lo agora com o seu tom cinzento-prata. :)
Mas loura nunca fui!!
Nunca pintei o cabelo e a minha jove também não, mesmo sabendo que eu tenho pancada por cabelos ruivos!
S, adorei a expressão "orgulhosamente morena" lol
Turista, o truque para qualquer cabelo bonito está na saúde do cabelo. A cor é acessório. Se tiver uma dessas cabeleiras e um rosto que aceite o oposto do que normalmente é o conceito da norma (idoso=cabelo cinza+rosto enrugado) vá em frente :) Depois mande foto.
Rafeiro, rafeiro... Há tanta coisa que se pode fazer :) Já pensaste numa peruca?
Quando era miúda peguei na água oxigenada e "pintei" uma madeixa mesmo junto à cara, daquelas que ficam muito pirosas.
Desde então já pintei o cabelo umas três ou quatro vezes: duas de louro (eu era loura, mas o cabelo escureceu e ficou castanho, pelo que tentei voltar às minhas raízes) e as outras de ruivo. Gostei mesmo muito destas duas, que condiziam muito mais comigo.
Grisalho nunca experimentei ;)
Enviar um comentário