Se há algo que lamento não existir em Portugal, é o hábito americano de "vendas de quintal".
Compreendo em muitos sentidos porquê, de certa forma, é inviável e arriscado praticar algo desse género por cá. O principal motivo é que muitos não têm quintal! Vivemos quase todos em apartamentos e se tiverem a sorte de ter uma área ajardinada/relvada, já é um tanto. Os que têm quintal, arriscam-se a expor demasiado as suas vidas, o seu lar, podendo a ser alvo de marginalidade. Mas não entendo PORQUÊ não se fazem mais iniciativas locais para que QUALQUER PESSOA possa ir a uma "feira da Ladra" (espaço comum) vender as suas traquitanas. Isso não entendo MESMO.
O desejo de executar uma "Venda de Quintal" foi de alguma forma colmatada com a internet e com os sites de classificados online gratuitos. Confesso que já fui ao "Custo Justo" ou ao "Olx" lá colocar um ou outro artigo de que me queria desfazer. E ainda que não cobre nada para além de uns poucos euros, fico contente quando alguém revela interesse por algo que não quero mais.
Mas todas as moedas têm dois lados e claramente no caso dos classificados online, a questão é que quem vai para vender, indubitavelmente acabará por comprar! Não sei como é com a maioria das pessoas mas eu, que não sou muito dada a consumismos, passei por uma fase em que decidi comprar uns artigos. Foram esses gastos que me levaram a experimentar a venda. Porém, a proporção de gasto/ganho continua muito desproporcional. Os meus "troquitos" com vendas de pequenos objectos baratos como se fosse realmente uma venda de garagem, não vão compensar os gastos em peças que comprei com valores mais elevados. Nem daqui a um ano, a este ritmo, vou lá chegar :) Mas confesso que me apraz saber que algo mais saiu aqui dentro de casa, liberando o espaço, ganhando novo alento. Isto também motiva por aí alguém?
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