Antigamente caçavam-se animais. Homens arrojados ou com a mania que eram grandes faziam-se ao mar para capturar mamíferos de largas dimensões, como baleias, com arpões e, depois, com canhões e agora... sabe-se lá com o quê, pois quase todas as espécies muito cobiçadas pelo Homem devido à ganância estão em extinção ou o excesso de captura tem como consequência a extinção de outras que dependem delas para um bom habitat.
Bem, mudando de assunto (???)...
Vem publicado na revista "VIDAS" do Correio da Manhã. Um manhoso rodapé na página 9 com o sugestivo título "APANHE OS FAMOSOS (e ganhe prémios)" incentiva as pessoas a serem paparazzi. Está aberta a época da caça! Nesta altura de Verão, quem se cruze com outro alguém que já apareceu uma vez na Televisão (defendo que não existem famosos, só televisivos, pois quem não é visto em cinema ou TV não é famoso) e tirar-lhe fotografias, habilita-se a ganhar como prémio (não prémios) uma máquina fotográfica daquelas bem simples.
Com isto, invade-se o direito à privacidade das pessoas. Aumenta-se a distância entre ricos e pobres, alimenta-se a mediocridade. Quem é realmente importante pode fazer férias longe de qualquer aborrecimento. Se começarem a normalizar a invasão de privacidade, estas pessoas afastar-se-ão cada vez mais dos comuns, acabando, quiça, por defender a criação de um país próprio, à parte dos já existentes - conforme ditam as tendências evolutivas da sociedade, segundo uma notícia que li no jornal. Reparem: já se fazem ilhas para ricos, não custa nada instalar um governo próprio e autónomo para estes, onde até para ser empregado de limpeza à que ter licenciatura e pedigree.
Ao incentivar a actos que desrespeitam o direito à tranquilidade e privacidade alheia, estamos também a incentivar os indivíduos que querem à força toda estar na boca do mundo a ter actos um tanto indecentes para chamarem a atenção dos media. Alguns que se julgam celebridades ou merecedores de atenções, vão encenar situações em que os amigos lhes tirem retratos a fazer algo comprometedor ou dividoso, para que sejam falados, convidados a aparecer em programas, revistas e voltem aos holofotes.
Ainda ontem, a ler o blogue "Lupa de Alguém" e a propósito do post em que a operadora de caixa de supermercado afirma ter atendido um "famoso", uma enchurrada de comentários diziam quantos, quem e onde viram o seu "famoso". Agora imaginem-se munidos de armas... fotográficas!
Ao incentivar a actos que desrespeitam o direito à tranquilidade e privacidade alheia, estamos também a incentivar os indivíduos que querem à força toda estar na boca do mundo a ter actos um tanto indecentes para chamarem a atenção dos media. Alguns que se julgam celebridades ou merecedores de atenções, vão encenar situações em que os amigos lhes tirem retratos a fazer algo comprometedor ou dividoso, para que sejam falados, convidados a aparecer em programas, revistas e voltem aos holofotes.
Ainda ontem, a ler o blogue "Lupa de Alguém" e a propósito do post em que a operadora de caixa de supermercado afirma ter atendido um "famoso", uma enchurrada de comentários diziam quantos, quem e onde viram o seu "famoso". Agora imaginem-se munidos de armas... fotográficas!
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