Na segunda-feira dia 24 de Março, às 10h47, despenhou-se nos alpes franceses o Airbus A320, da Germanwings, que partia de Barcelona, Espanha, com destino a Dusseldorf, Alemanha.
Não foi atentado terrorista. Não foi acidente. Não existiu falha humana ou mecânica. Existiu sim, um acto deliberado e calculista de fazer cair o avião no pico montanhoso dos Alpes, numa região - indica a imprensa, onde o co-piloto Andreas Lubitz já havia passado férias.
Foi precisamente o co-piloto que fez cair o avião, naquela que está a ser interpretado como um acto suicida seguido de homicídio. Morreram 150 pessoas, todas as que iam a bordo. O avião foi batendo nos cumes montanhosos, assustando os passageiros que não tinham como não perceber o que lhes ia acontecer. Foram 8 minutos.... oito LONGOS minutos de queda, de pânico, de medo e rezas. A viajar a muita baixa altitude, a grande velocidade, a escutar os gritos e as tentativas do piloto, suponho que auxiliado pela restante tripulação do avião, de tentar abrir a porta, nem que fosse à "machadada". Porta essa deliberadamente mantida fechada pelo co-piloto na sua fixação suicida.
Diz-se que o co-piloto era propício a tendências suicidas. Dizem que, no passado, ausentou-se do treino profissional por longos meses devido a uma grave depressão. Curou-se (presume-se), fez os testes, passou e começou a pilotar aviões, o seu grande sonho. Mas com apenas 28 anos decidiu terminar tudo, desta forma trágica. Talvez deprimido por ter terminado uma relação amorosa, talvez porque não tinha a independência financeira desejada, talvez porque estava endividado, talvez porque ia deixar de poder voar, talvez porque estava doente, talvez por medo, simples medo das mudanças, dos falhanços e das responsabilidades. Para mim, simplesmente, mostrou-se fraco. Todos nós passamos pelas mesmas amarguras e dificuldades e, de alguma forma, resistimos-lhe. O melhor que conseguimos. Desgostos amorosos? Pois então... se fossemos todos ser radicais por causa de um extinguia-se a raça humana! Um fraco, portanto. No sistema alemão de "classes", talvez Lubitz devesse ser agricultor e dedicar-se ao plantio de batatas... E sabê-lo mas a recusar admiti-lo, fê-lo sentir-se um derrotado.
Dizem também que ele poderá ter planeado tudo isto muito tempo antes, aquando os seus momentos depressivos. Ao que parece terá dito à ex-namorada "um dia todos vão saber o meu nome"; "um dia irei fazer algo que irá mudar todo o sistema e depois irão saber o meu nome e recordá-lo".
Eu vinha aqui pedir «compreensão» para o co-piloto. Porque se, de facto, este sofria de um grave distúrbio psicológico, como é a paranóia, a esquizofrenia ou mesmo a depressão, ele é, também, uma vítima.
Mas fica difícil, diante da possibilidade dele ter deliberadamente optado por despenhar um avião composto por passageiros tão diversificados nas suas características: bebés, adolescentes... apenas porque é fraco. Terá ele ESCOLHIDO estas pessoas? Terá ele querido dar "um exemplo" e ficar "na memória" das pessoas com este estúpido acto? É que ninguém sequer se lembrará do nome dele.... Nem da sua «causa», se existiu uma. Queria protestar para os fracos progressos na carreira? Se sim, despenhar o avião matando pessoas não fez nada por isso. Ficará apenas conhecido como "aquele gajo alemão que despenhou o avião nos alpes" e nada mais. Delírios de grandeza distorcem a importância dada pós-morten a quem causa tragédias desnecessárias. Só Hitler e alguns assassinos em massa ficaram na história conhecidos pelos nomes próprios. É muita prepotência achar que se ganha "fama eterna" e o que é pior, "importância" com um acto destes.
De quem é a culpa então? Safo deve estar a sentir-se o médico que prescreveu baixa-médica ao co-piloto... esse não vai ser processado. Não o tivesse feito e era capaz de se tornar o homem mais odiado do momento. A empresa ou leis alemãs... poderão ser responsabilizadas por não manter procedimentos de melhor triagem da tripulação?
Sobre os passageiros e as famílias... Consegui imaginar tão bem o desespero do piloto do avião... Patrick Sondenheimer sabia que era o responsável supremo pela aeronave e pela vida de todos os passageiros e tripulantes. Sabia que era o único capaz de fazer algo e de travar a tragédia que estava a acontecer. Ficou, pelo menos, 15 minutos a tentar entrar no cockpit! Tempo demais para se gerar pânico e todos os passageiros adivinharem o resultado que viria a acontecer. O piloto, assim como todos os outros, deve ter pensado nos seus dois filhos e na esposa, que iam ficar sem ele.... e o desespero intensificou. Fez de tudo para tentar recuperar os comandos do avião, que havia largado às 10h27 para ir à casa de banho. Se há um nome que costuma virar o do herói, é aquele de quem tenta evitar uma tragédia, não causá-la.
Os passageiros... as mães que carregavam os bebés ao colo.... A rezar para que a vida destes fosse poupada. A dizer que a sua podia ser reclamada, mas a pedir por tudo para pouparem a da cria.... A pessoa que pronunciou "Deus" em mais que uma língua... Os adolescentes, o pânico....
Acho que naquela região não devia existir rede celular, porque em 8 minutos creio que muitos foram aqueles que pegaram nos seus telemóveis para tentar contactar os entes queridos. Para deixar uma última mensagem. Uma despedida... Certamente que se teria sabido de algo assim, se existisse rede...
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| Um dos britânicos mortos na tragédia: Paul Bramley |
Agora surgiu a notícia de que, pelo menos um telemóvel estava a gravar imagens momentos antes do avião se despenhar. Para mim faz todo o sentido. Desde que tenho um telemóvel que grava, não faço outra coisa todos os dias, senão registar as mais ínfimas coisas. Coisas sem importância, coisas com alguma importância... uma mancha curiosa, uma situação inesperada, uma flor bonita, a própria sombra... O telemóvel e a sua câmara é a última e derradeira forma de conseguir passar uma mensagem. O último poder, o único poder interventivo e testemunha...
As autoridades, até agora, têm adiantado os factos conforme lhes convém. Não acredito a 100% na sua honestidade nem vontade de o ser. Acredito mais que omitem dados que possam "chocar" ou revelar com demasiado detalhe o que realmente aconteceu. Inicialmente negaram que os passageiros tivessem percebido o que ia acontecer, até instantes antes do impacto. Não acreditei. Julgo muito improvável, assim que a tripulação e o piloto percebessem a alteração da rota e a baixa altitude, imediatamente se dirigiam à cabine para corrigir a situação. E nesse instante TODOS ficaram a saber o que se passava.
Foram 8 longos minutos... ou mais, se fazendo as contas conforme alguns dados. 149 almas foram precipitadamente para o céu, aguardar o seu regresso à terra.
Será que já encontraram os restos mortais/ADN do co-piloto? Afinal, as suas vítimas englobam os próprios familiares, que só Deus sabe o que podem estar a sentir. Um filho suicida e assassino não é coisa fácil de aceitar, ainda mais quando o que este fez aparece todos os dias nas notícias, assim como os rostos chorosos e os testemunhos de amigos e familiares de outras vítimas.
Acredito que cada um deles, os verdadeiramente inocentes, vão reencarnar. A reencarnação está destinada aqueles cujas vidas são roubadas desta forma violenta. Destinada às mortes despropositadas, para as quais os próprios nada fizeram para merecer e nada podiam fazer para as evitar.
Este é o acidente mais grave no país em mais de 30 anos, só perdendo para a queda de um DC-9, que causou 180 mortos. O pior número alguma vez registado em França de mortos por acidente de aviação aconteceu em março de 74, com a queda de um DC-10 que causou 346 mortes.
Como consequência desta tragédia, a maioria das companhias aéreas comunicaram que passam sempre a ter duas pessoas no cockpit, por medida de segurança.
Lista conhecida de mortos:
* 02 bebés, uma de sete meses, filha da editora de vídeo Marina Bandres Lopez-Belio, espanhola a morar em Manchester
* 02 professoras alemãs
* 02 passageiros japoneses a residir em Dusseldorf (Satoshi Nagata, 60 anos e Junichi Sato, 40)
* 02 passageiros argentinos, Gabriela Luján Maumus e Sebastián Greco, ambos de 28 anos, ela baixista de uma banda de rock.
* 03 passageiros britânicos, entre os quais Paul Bramley, de 28 anos, originário de Hull, estudante na Suiça e Martyn Matthews, de 50 anos, diretor de qualidade numa empresa, esposo de Sharon e pais de dois filhos adolescentes, Jade e Nathan.
* 16 adolescentes alemães, 14 raparigas e 2 rapazes, entre os 15 e 16 anos. Uma das meninas quase perdeu o voo por esquecer o passaporte. A família que a acolheu teve de percorrer 50 km para lho entregar a tempo do embarque. Uma das meninas fazia aniversário dentro de dias.
* 72 passageiros alemães, entre os quais a turma escolar acima mencionada, mais a cantora de ópera Maria Radner, de 34 anos, que viajava com o marido e o filho recém-nascido, o segundo bebé do voo.
* 01 passageiro natural do Cazaquistão - Oleg Bryjak, 54 anos, colega de Maria, também ele cantor de ópera
*01 passageiro belga: Christian Driessens, 59 anos. Morava na Espanha.
*02 passageiros Israelitas: Eyal Baum, de 39 anos, morava em Barcelona, Espanha e sua irmã Lital.
* 02 passageiros do Islão: Milad Eslami e Hossein Jawadi, dois jornalistas que trabalhavam na cobertura dos jogos da seleção de futebol iraniana na Áustria
*03 americanos: Yvonne Selke e sua filha Emily.
* 02 colombianos: Maria del Pilar Tejada, 33 anos, estudava na Alemanha.e Luis Eduardo Medrano, arquiteto na Europa.
* 03 mexicanos: uma mulher radicada em Barcelona e dois outros cidadão, diz o governo mexicano que se trata de Daniela Ayon, Dora Isela Salas e Carles Milla.
* 01 Holandesa - Iris Claassen, de Deurne, Noord Braband.
* 02 passageiros marroquinos: recém-casados. Asmae Ouahoud el Allaoui de 23 anos, também tinha nacionalidade espanhola e Mohammed Tehrioui, de 24, a morar em Dusseldorf.
** em construção com base nestes sites.
Segundo informações da Germanwings, entre as vítimas do acidente havia 72 alemães, 35 espanhóis, 2 australianos, 2 argentinos, 2 iranianos, 2 venezuelanos, 2 americanos, 1 marroquino, 1 britânico, 1 holandês, 1 colombiano, 1 mexicano, 1 dinamarquês, 1 belga e 1 israelense.
Os números não batem certo, por alguns passageiros possuirem dupla nacionalidade.









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3 comentários:
Se houver justiça, o palhaço que causou esta tragédia também há-de reencarnar, como escravo sexual num qualquer bordel do fim do mundo, onde os clientes sejam todos avantajados. E que tenha uma longa vida.
O que assusta é que pode acontecer novamente, o ser humano é uma máquina falível. Beijoca!
Muito triste...
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