domingo, 8 de junho de 2014
A índia e a realidade
NUNCA quis conhecer a Índia.
Nunca, nunca, nunquinha, em todos os anos em que muitos se sentiam fascinados por histórias de encantar e de ficção, misticismo e afins. Porquê a Índia não me atrai não sei especificar com precisão mas de um modo geral qualquer região do planeta onde a pobreza é extrema e encarada por alguns como repulsiva, ao mesmo tempo natural e necessária, sendo imposta por noções de superioridade de classes sem qualquer intenção de se melhorar as condições de vida de TODOS os habitantes, não me atrai.
Nunca me atraiu por saber que ia entristecer e ficar com o coração apertado constantemente, por ver crianças e idosos em roupas esfarrapadas a pedir todos os dias o que comer. Ia ver prostituição infantil, agressões, humilhações, crimes contra os direitos mais básicos da humanidade. Não queria saber de vacas sagradas, de souvenirs de cânfora ou elefantezinhos esculpidos em pedra, nem sandálias ou túnicas. Rios sujos com cadáveres, bosta de vaca, ratazanas e caganitas por todo o lado. Era mais isso que pintava o meu imaginário sobre o país. E sempre, de alguma forma, soube disto:
Não. A Índia não é nem de longe um país que me atraia. Finalmente o resto do mundo começa a enxergar com os seus olhos aquilo que os meus sentidos sempre indicaram. É triste, é desolador, que seja recorrente casos e casos de violações colectivas de jovens meninas, seguidas de assassinatos e IMPUNIDADE.
Turismo na índia? É loucura! É insanidade, é ser conivente com os crimes humanitários praticados neste país.
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5 comentários:
Partilho em muito da sua opinião. Não percebo que "mórbido" fascínio poderá ter conhecer um país que sofre de tantos problemas sociais muito graves de uma forma meramente "turística", passageira e "voyeurista". Um dos motivos pelos quais não estou a ligar nenhuma ao Mundial é exactamente esse...
R:. Obrigada pelos comentários. Realmente acertou em muitos aspectos :)
a família é uma coisa muito complexa... felizmente, ou infelizmente é a realidade.
Nunca entendi o fascínio dos europeus pelo oriente e muito menos países miseráveis, como a índia. Aqueles templos dourados e coloridos, nunca fariam apagar da minha memória os "rios" de porcaria a correrem entre as casas, com crianças descalças e imundas, atoladas em esgoto.
Nem os países desenvolvidos do oriente me seduzem. São culturas que nada me dizem, pessoas com aquele ar artificial de "ocidentais" de olhos em bico e cabelos espetados (Japão eheheh).
Gostava de conhecer a Europa, de sair um dia de finais de maio e regressar em fins de setembro.
Gostava de percorrer os EUA numa autocaravana topo de gama, com duas ou três famílias. Sem passar as férias a contar os dias e os tostões... mas o oriente, nunca. Nem o oriente, nem África. O pouco que conheci de África já me chegou. Safaris são ótimos os do National Geographic, visto no sofá. Não há quem aguente tanto calor e tantos mosquitos. E baratas... baratas voadoras, do tamanho de pardais, que saiam das sarjetas em Luanda, quando adivinhavam chuva.
África é um horror. xD
Infelizmente tenho de concordar... pode ser um país lindo, com imensa história... mas causa-me repulsa.
Também não me fascina nem desperta o gosto pelas viagens... A Índia é um país carregado de violações sós direitos humanos e como tal, não merece a minha consideração.
Joana, assim são as famílias...
JS, a austrália tb nunca me atraiu exatamente por questões que refere sobre Luanda: além de bixos enormes e perigosos e a frequência com que nos podemos deparar com eles e de forma letal, tem o calor insuportável. Muito calor, criminalidade brutal e bixarada perigosa - não me atrai. Daí o Brasil, a Índia e a Austrália estarem "riscados" ou no fundo da lista de países que um dia poderia visitar.
Já o Oriente pouco me atrai. Sou mais atraída para os POLOS. Eheheh. Quando reunir 30.000€ a 60.000€ e não me fizer diferença gastá-los todos de uma vez só é numa excursão a um dos Pólos que vou querer ir. Demasiado frio para si?
Abro excepção para o Japão. A cultura é brutalmente diferente mas existe algo nele que me atrai. Desde que tudo o que eu gostava na montra das lojas vinha com a indicação «made in Japan» que esse país, essa ilha sujeita a desaparecer do mapa mundi (previsões catastróficas) exerce fascínio sobre mim.
Repulsa é uma palavra adequada, S*.
É essa mesma a questão mmm. O cumprimento da carta dos direitos humanos na sua mais básica lei é essencial às culturas.
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