sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sentença para violadores da ÍNDIA conhecida


Grande parte das pessoas neste canto do mundo é capaz de não saber que a condição feminina na Índia deixa muito a desejar no que respeita a igualdade e direitos. Uma mulher na índia é quase uma escrava, em muitos sentidos. Ela nunca pode agir como bem entende. Ela casa por casamento arranjado a maioria das vezes. E passa a ser "escrava" doméstica, tendo a obrigação de acatar a ordem de todos e só pode fazer o que lhe mandam. Tem de obedecer à sogra, que só então como mulher é que poderá sentir na sua longa vida alguma espécie de poder sobre outrém, tem de obedecer ao marido, ao pai do marido e a tudo o que é figura masculina. É considerada inferior como ser humano. Neste país onde veneram deusas, dão à mulher um papel muito pouco endeusado. Elas são consideradas objectos para uso masculino. Elas têm obrigação de se manterem puras e são severamente punidas se agirem de alguma forma que contradiga essa noção de pureza. E que noções são essas? Varia. Vai de um simples olhar, para um simples gesto. A mulher se não olhar para um rapaz, não lhe falar e fingir que não o vê quando este a oportuna e se mete com ela, corre tantos riscos como uma que talvez respondesse "olá". Ali um "olá" pode conduzir à morte e desgraça. Uma jovem de 13 anos, uma entre muitas da mesma idade ou mais nova ou ligeiramente mais velha, foi atacada com ácido por um rapaz que achou-se no direito de ter este acto criminoso e vil, apenas porque a rapariga, como manda o preceito, não lhe prestou atenção. Milhares de mulheres, todos os dias na índia, se bem que nem mulheres algumas são ainda, são vítimas deste género de ataques. Ficam desfiguradas e gravemente prejudicadas na saúde devido ao àcido. Quando não é ácido que lhes é despejado em cima, é gasolina e um fósforo. Isto é um HORROR. Uma CRUELDADE sem justificação.

O mundo mais ou menos que se põe de lado perante as atrocidades humanitárias que fazem parte do dia-a-dia da sociedade indiana, em particular e talvez por estas terem como alvos preferenciais os indivíduos do sexo feminino. Na índia futuros pais querem é crianças do sexo masculino. É natural fazerem-se abortos mal se descubra por ecografia que o sexo da criança é feminino. Por vezes, não tão poucas quanto isso, torturam as futuras mães e sobre elas colocam toda a culpa e responsabilidade. Castigam-nas e destratam-nas. Deixam-nas com fome por dias, servem água e pão seco tão somente, dão-lhes veneno para abortarem, prendem-nas e agridem-nas. Tentam provocar acidentes para que a criança que trazem no ventre, por ser do sexo feminino, não veja a nascer. Imagino por isso que muitas que nasçam tenham um destino imediatamente cruel e não lhes seja permitido dar muitos fôlegos em vida. Muitas crianças do sexo feminino são abandonadas na índia. Porque na índia a mulher ao se casar tem de entregar ao homem um dote. E por causa disso, mas não só, os pais querem todos ter HOMENS como filhos, para receberem no futuro o "dote" a que só este sexo tem direito.

Trata-se portanto de um negócio. A mulher na índia não pode nada. Se se vestir com a barra do sari um pouco torta, os homens acham-se no direito de as tratar como putas. E foi isso e muito PIOR que isso que em Dezembro do ano passado um grupo de SEIS rapazes - leram bem, SEIS, num autocarro, agrediram o rapaz que acompanhava uma jovem rapariga estudante de 23 anos e brutalmente a espancaram e estupraram durante 40 longos minutos. Num autocarro!! Depois de satisfeitos com a barbaridade, atiraram ambos porta fora e ainda quiseram atropelar a jovem.

Ninguém fez nada e nenhum destas bestas do sexo masculino teve a sensatez de questionar os seus actos. Porque a sociedade diz-lhes que têm esse DIREITO. Toda a mulher é coisa para ser usada para isso mesmo. Até as irmãs são maltratadas e escravizadas. Até a própria mãe. Pelo que vêm o sexo masculino com todo esse desprezo. É como se não valessem nada. Nem um grão de pó.

Mas estes seis bestas do sexo masculino não se limitaram a violentar selvaticamente a jovem. Só isso por si um acto imperdoável. Eles fizeram-no com masoquismo e crueldade, despreocupados em a matar. Poucos sabem com detalhes como se deu a violação mas sabe-se que introduziram um objecto de metal na vagina da rapariga, rasgando-a toda por dentro.

Hoje o tribunal deu a sentença dos quatro que restaram destes agressores - aos quais as chamas do inferno já reservaram um lugar cativo para toda a eternidade: foram condenados ao enforcamento. São quatro porque um suicidou-se e outro, por ser menor foi condenado apenas a três anos de prisão.

Na índia a pena de morte é algo praticado com regularidade, e o enforcamento a mais usual. Mas digamos que é muito raro esta ser aplicada a um homem. São mais as mulheres que são, mesmo sem razões, condenadas. Claro que a defesa pode apelar, fazendo com que estas bestas ainda vivam muitos anos atrás das grades. Um dos acusados, como que ainda a sentir-se injustiçado por ser acusado de ter cometido um crime, ainda GRITOU depois da sentença que era INOCENTE!!

É outro grave problema da cultura e da sociedade indiana: nenhum homem, educado como foi de que é superior, não se vê a si mesmo como tendo praticado algum mal. Acha sempre que tudo o que faz é legítimo e de direito. São sempre "inocentes". Inocentes de assédio, de rapto, de tentativas de assassinato, de atirar ácido, de imolar, de espancar.

Estes não vão reencarnar em coisa alguma!! E conspurcaram todos os antepassados. Cuspiram em cima. Nem de ratazanas voltam à terra. O que é deles está reservado e é eterno.


Veja o repugnante vídeo aqui, onde a familia de um dos acusados apenas reflecte o que os restantes familiares dos outros acusados e grande parte da sociedade indiana e masculina pensa: os rapazes são inocentes. Não fizeram mal algum. São o equivalente a anjinhos, seres do mais puro e bom que há. A rapariga morreu mas não foi ninguém responsável. Aconteceu simplesmente. E não tem qualquer importância. Porque era desfrutável, ousou sair à rua ao final da noite acompanhada de um homem e como tal fez por merecer.


Se não fosse o impacto MEDIATICO INTERNACIONAL deste caso, infelizmente estes violadores assassinos não receberiam nem um puxão de orelhas. Seriam livres e louvados. Blhac! Nojo! Quanto a mim vou sempre denunciar qualquer ataque aos mais básicos dos direitos humanos. Se eu acho que a Índia está a mudar ao aplicar leis mais justas? Hell no!! Está muito loooonge disso. Mas pode ser um pequeno passo.

E para que não esquecemos o principal, aqui fica o nome da vítima. Porque ela existiu e era uma estudante de fisioterapia a terminar a licenciatura. O seu maior desejo era ajudar os outros.


Jyoti Singh Pandey
(1989 - 2012)

A jovem universitária faleceu no hospital Mount Elizabeth, em Singapura, devido a "uma infecção nos pulmões e no abdómen e a uma lesão cerebral grave".

Desde então muitos outros casos de estupro violento e colectivo continuam a ocorrer por toda a Índia, sendo que apenas alguns poucos chegam ao conhecimento internacional. Um desses foi o de uma jovem fotojornalista de 23 anos também acompanhada por um homem, algo que claramente não constitui qualquer tipo de segurança dissuadora. 

1 comentários:

Opinante disse...

É assustador!

Publicar um comentário