Sou nova no Facebook e só o utilizo porque alguém me quis mostrar o que era a Farmville e eu, não achando grande piada ao jogo, acabei por ter de fazer a manutenção da quinta do meu amigo, quando este esteve ausente. Compreendo o gosto que aquilo dá. "Trabalha-se" por objectivos, é-se recompensado, ganham-se presentes, podem-se ir buscar mais dos prémios dos amigos, existem promoções diárias, temáticas, etc. É um jogo muito interactivo, em que estás sempre a precisar da ajuda dos outros e, quando ajudas outros, também ganhas com isso.

Foi com surpresa e achando graça que encontrei no mesmo Facebook uma aplicação intitulada "Grupo de pessoas que NÃO jogam FarmVille". Até começar a ler os comentários, achei que a livre expressão é uma coisa maravilhosa e que, tal como eu um dia achei que aquilo não era entusiasmante, outros podiam ter a mesma opinião. Mas uma leitura até superficial aos comentários deixados revela que, para um grupo que não joga o jogo, está estranhamente obcecado e familiarizado com as regras do mesmo. Depois, é divertido ler alguns comentários, que não deixam de ser engraçados por "brincarem" com o "vício" FarmVille, que, à semelhança do que a televisão tem feito nas últimas 2 décadas, retira às pessoas hábitos mais saudáveis de convívio no exterior. Mas eis uma crítica que não é tão justa quando falamos de FarmVille. Aliás, é a grande diferença entre a Internet e a Televisão. A primeira é muito mais interactiva e a televisão promete vir a ser, mas nunca chega lá. E, por isso, jogos como a FarmVille até fazem algum bem às pessoas que, desconfio, algumas, mesmo sem internet, não iam para a rua conviver com ninguém... é uma forma de interagirem com outras pessoas, com a vantagem de poderem ultrapassar fronteiras, culturas e línguas, tudo sem terem de sair de casa.
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Depois, claro, quantos ex-viciados ou fãs fazem parte deste grupo? Estranhei assim que reconheci a imagem de perfil de uma das vizinhas do meu amigo... :-)
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