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| Cápsula anti-tsunami |
Agora que deixei de ser criança continuo fascinada pela tecnologia mas esta já me ultrapassa. E acho que muito! Não estou a par das últimas novidades, não conheço marcas nem nomes, não sei tudo o que é preciso saber sobre computadores. Estou à nora. E parece que a cada dia que passa surge uma coisa nova, que torna outra quase obsoleta e que me baralha as ideias, impedindo-me de permanecer actualizada.
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| Jogo portátil Tétris |
É uma linha mais ténue, onde o CONHECIMENTO é a palavra-chave para se obter o que se deseja. Também me parece que já não se aposta naquele profissional que sabe tudo sobre todos os produtos e esclarece o cliente. Portanto, a quem posso recorrer com as minhas dúvidas?
Não me venham cá falar da internet que isso é um pau de muitos bicos. Perde-se imenso tempo à procura da informação, esta é demasiada, contraditória e o excesso não permite uma decisão rápida e segura. Acho o contacto humano preferível na maioria das decisões, mesmo quando se pretende comprar um simples telemóvel...
E cá estou eu, ansiosa por entender tudo sobre estas «coisas novas» que vão surgindo por aí e que toda a gente quer. X-boxes, wiis, playstations, Mp4s, Iphones, ipads, smartphones (que agora são Andróides), tablets que servem para ler livros, ir à internet mas que não cabem no bolso. Então qual é a vantagem sobre os outros? Isto é uma confusão!
Sinto que estou a perder o comboio. Mais que não seja por não perceber do que falam as duas crianças que tenho na família que, com 9 e 12 anos, conversam entusiasticamente comigo sobre marcas de aparelhos e diferenças entre eles com uma destreza que não possuo, enquanto se ocupam em movimentos repetitivos nos visores dos seus telemóveis, muito mais sofisticados que o meu. E pergunto: será isto uma coisa de criança? Ah,ah,ah! Com 9 e 12 anos era perdidinha por o que me aparecesse à frente... eu era igual a elas. Adorava usar o vídeo-gravador e só sonhava era ter uma câmara de filmar! Ofereciam-me roupa e eu agradecia, mas se me dessem uma video-cassete ao invés de uma camisola ficava mais contente. Coisas como um jogo novo para o computador, um game-boy ou um tétris (que nunca tive, snif!), uns walkie-talkie ou um walkman (aparelhos de audio portáteis, leitores de cassetes - ambos agora extintos). E todos estes aparelhos tinham de durar para sempre. Outros tempos.




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