NUNCA quis conhecer a Índia.
Nunca, nunca, nunquinha, em todos os anos em que muitos se sentiam fascinados por histórias de encantar e de ficção, misticismo e afins. Porquê a Índia não me atrai não sei especificar com precisão mas de um modo geral qualquer região do planeta onde a pobreza é extrema e encarada por alguns como repulsiva, ao mesmo tempo natural e necessária, sendo imposta por noções de superioridade de classes sem qualquer intenção de se melhorar as condições de vida de TODOS os habitantes,
não me atrai.
Nunca me atraiu por saber que ia entristecer e ficar com o coração apertado constantemente, por ver crianças e idosos em roupas esfarrapadas a pedir todos os dias o que comer. Ia ver prostituição infantil, agressões, humilhações, crimes contra os direitos mais básicos da humanidade. Não queria saber de vacas sagradas, de souvenirs de cânfora ou elefantezinhos esculpidos em pedra, nem sandálias ou túnicas. Rios sujos com cadáveres, bosta de vaca, ratazanas e caganitas por todo o lado. Era mais isso que pintava o meu imaginário sobre o país. E sempre, de alguma forma, soube disto:
Não. A Índia não é nem de longe um país que me atraia. Finalmente o resto do mundo começa a enxergar com os seus olhos aquilo que os meus sentidos sempre indicaram. É triste, é desolador, que seja recorrente casos e casos de violações colectivas de jovens meninas, seguidas de assassinatos e IMPUNIDADE.
Turismo na índia? É loucura! É insanidade, é ser conivente com os crimes humanitários praticados neste país.