segunda-feira, 12 de maio de 2014

Tabus Sexuais


Sex Mundi, Canal Odisseia, T1 episódio 11. Vejam se conseguirem.
Já apanhei o fim mas este programa que fala sobre atrações, relações e sexo mostrava um casal, um homem mais velho com uma rapariga mais nova, feliz, entrosado, com um bebé saudável. Qual é o catch? São PAI E FILHA.

Este pai e filha a viver numa relação de casal não foram criados juntos, pelo que não sei bem como, terminaram por ser um casal. O facto dela ter vindo dos testículos dele não parece afectar nenhum dos dois. E para ser sincera, ver os dois juntos não foi perturbador. Os dois pareciam realmente se darem bem. Perturbador é a ideia de incesto, saber que são pai e filha e mantêm uma relação sexual e de intimidade.

Há muito tempo que estou para dizer isto: há medida que vamos aceitando cada vez mais as diferentes formas de cada qual viver a sua sexualidade, isso significa que temos de aceitar TODAS. E isso de todas é mesmo TODAS. Até as piores.

E vou mais além: não tenho dificuldade em entender e compreender a maioria delas. Mas antes de se começar a afirmar o que ainda não se afirma, tomando como natural determinadas atracções como por exemplo a referida, também julgo ser preciso referir que algumas, ainda que particularmente naturais não são de todo aceitáveis.

Qual o limite - perguntam vocês. Bom, julgo que cada vez que alguém não faz uma escolha consciente ou não tem maturidade suficiente para realmente decidir por si e algo lhe é imposto, isso entra na categoria de crime. Agora, se a atracção só por si é criminosa? Pelo andar das coisas vamos ter de afirmar que não, que é real e natural para as predisposições de alguns poucos indivíduos. Mas isso não dá hoje nem nunca o direito a alguém de ser um monstro.

No caso acima referido, pelo que entendi existiu uma atracção imediata de ambos os lados. Ninguém foi cortejado sem desejar a corte. Entendem a diferença? Ambos se viram e se desejaram. É a tal história de amor à primeira vista. Entre pai e filha, é verdade, mas ainda assim o sentimento é legítimo. A relação de sangue é que não é admissível na sociedade. Mas a escolha não foi imposta por nenhum dos dois. E aqui reside a diferença! Quantos casos se descobrem de relações incestuosos que foram forçadas? Condenamos de imediato o prospector de tamanho crime. E acho bem que assim seja. Ninguém tem o direito de impor a sua vontade a ninguém nem de achar que a sua vontade vale mais que a de outra pessoa.


O programa avança e relata o muito publicitado caso de Mary Kay Letourneau, a professora de Liceu americana com 34 anos que em 1996 foi apanhada a ter um caso com um seu aluno de 13 anos. Recordo a tinta que correu na altura, vi todos os documentários e reportagens. Sabe-se que esta professora era casada, envolveu-se com o aluno, foi apanhada, estava grávida deste (planeou engravidar), foi presa, prometeu não se encontrar mais com o rapaz, foi solta em liberdade condicional, encontrou-se com o rapaz que afirmou sempre que entre os dois existia amor verdadeiro, voltou a engravidar e voltou para trás das grades. Já está solta e a viver na condição matrimonial com o pai das duas filhas, agora maior de idade. 


Mas foi uma relação que começou quando um deles era quase criança. Contudo, ambos juraram ser autêntica nos sentimentos. Algo que progrediu com toda a naturalidade. E a ter em conta o desenvolvimento da história talvez tenhamos de admitir que, de vez em quando, possa existir uma atracção mútua e verdadeira entre pessoas de idades tão diferentes, mesmo quando uma é quase uma criança, influenciável e ainda não considerada legalmente responsável por todos os seus atos. 

Quem sabe Deus, na altura de distribuir as almas gémeas, enganou-se nesse pormenor? Dizem que a noção de tempo lá do outro lado não existe... ups! Deixou escapar uma geração ou quase. Mas casos assim devem ser tão incomuns quanto ganhar o euromilhões. A questão é que se estamos a ficar com a mente cada vez mais aberta para o espectro cada vez mais variado de múltiplas formas de viver relações de intimidade, chegará o dia em que TUDO vai ser aceite e nada vai chocar. Até o terrível e inenarrável, até o que já foi cometido com consentimento... e é terrível demais constatar que exista tal coisa neste mundo. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Ofertas de emprego no site oficial do IEFP

Pesquisa de ofertas de trabalho no site do IEFP - HOJE.
Comentem vocês Sff











quinta-feira, 17 de abril de 2014

Comentem vocês, sff



SEM COMENTÁRIOS


Comentem vocês, sff.

in: Correio da Manhã

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Não confundir ALHOS com BUGALHOS, ninguém está a falar da VOSSA vida!



Há uma coisa que começa a tirar-me do sério quando leio comentários a notícias divulgadas nas redes sociais. 

Toda a gente sabe que uma geração mais velha, de pessoas pobres, normalmente oriundas do campo, do tempo em que a instrução não era obrigatória e para acesso a todos como passou a ser depois da revolução de 25 de ABRIL (que em breve comemora os seus 40 anos), foi acostumada a trabalhar desde muito cedo. 

O trabalho, como única forma de garantir o sustento de famílias geralmente muito numerosas, era o mais importante. Estudos eram poucos, básicos ou praticamente nenhuns. Os meus avós foram criados assim. Meus pais foram criados assim. Embora qualquer um deles soubesse falar do sucedido como uma referência a uma diferença dos tempos de então para agora, nunca nenhum deles usou isso para se lamentar, se vangloriar ou para se sentir melhor ou diminuir a geração actual. Ao contrário. Revelaram sempre contentamento por essas mudanças trazerem para os filhos oportunidades que antes não teriam existido.

Ultimamente têm sido «às resmas» os comentários nas redes sociais onde se lêem coisas do género "eu comecei a trabalhar com oito anos, tenho 59, ainda trabalho, não morri por causa disso, os jovens de hoje que não querem trabalhar, só querem é festas, bebedeiras até de madrugada, drogas e as raparigas abrem as pernas para os primeiros que as quiserem".

Opa, passo-me! A sério que começa a tornar-se irritante tamanha imbecilidade. As pessoas que fazem este género de comentários não têm toda a «culpa». Parte da culpa deriva dos seus poucos estudos, ainda que elas não o percebam. Porque se os tivessem saberiam o absurdo que estão a dizer. 

Quanto ao trabalho, compreendo e concordo que uma criança deve ter responsabilidade e conhecer alguma espécie de trabalho logo cedo. E começa por aprender ainda em bebé com poucos anos de idade a apanhar os brinquedos que deixa espalhados e os arrumar. Mas o que estas pessoas estão a dizer é escandaloso. Porque não SABEM COMENTAR a notícia. Só sabem OLHAR PARA SI MESMAS e com base EM SI PRÓPRIAS emitir juízos de valor. Gratuitamente. Maus juízos de valor, estereotipados, generalistas e que NADA têm a ver com a situação que se discute.

É que este tipo de comentários surgem sabem debaixo de que notícias? De notícias escandalosas! Vou dar exemplos verdadeiros. Uma notícia online do jornal Correio da Manhã num destes dias dava conta que uma mãe foi denunciada ao SOS escolas por a filha aparecer na escola toda cheia de marcas de abusos físicos, não sendo a primeira vez. A notícia relatava que por a filha se recusar a levantar o prato da mesa a mãe espancou-a com cabos eléctricos, com uma faca (sim, uma faca, uma arma branca que facilmente pode matar e só por estar a ser manuseada para agredir já impõe medo à vítima) além de um cabo de vassoura. Ora, começo a ler debaixo de uma notícia desta comentários dentro dos parâmetros absurdos que exemplifiquei acima. E mais do que um, o que é pavoroso. E com likes!


Imaginem o que é perante uma história destas ler "Se calhar foi só um puxão de orelhas e estão para aí a dizer que é agressão. Eu comecei a trabalhar aos onze anos, (blá, blá, blá centrado no eu), os jovens de hoje não ajudam os pais e fazem deles seus criados, não trabalham, não estudam e só querem é festas, alcool e drogas. As miúdas não podem trabalhar mas abortos já podem porque só sabem abrir as pernas" .

Como já expliquei, eu compreendo, de uma certa forma, o que algumas destas pessoas querem dizer. Mas dizem tudo mal. Escolhem mal as palavras e o que é pior: não sabem ler uma notícia. Parece que querem é falar DELAS MESMAS, dando-se a longas descrições da sua vida «miserável» como trabalhadores que se iniciaram na infância. A sério que acho que só comentam por sentir necessidade de desabafar isso.

E é feio. Acho mal. Existe uma altura um local e fazê-lo debaixo de histórias sérias, reais e graves não é o sítio. E julgar toda uma juventude pelos piores exemplos que se ouvem falar? O que é isso? Então e a muita juventude que é empenhada, trabalhadora, empreendedora? É tudo metido no mesmo saco? 

Esta omissão e parcialidade é só um dos «males» menores de toda esta presunção de auto comiseração que aproveita cada chance para falar do seu malfadado começo como criança que teve de trabalhar ao invés de estudar. Até diria que em muitos casos existe inveja e revolta por detrás destes comentadores. Inveja da liberdade da geração de hoje, revolta por não se conformarem com a própria vida que lhes foi imposta. Embora enalteçam a dignidade do trabalho - e ela existe, se fossem hoje jovens não sei se iam pegar no batente ou procuravam uns amigos para ir para os copos, fumar, beber e até se drogar. Sim, porque se fala desta geração como se drogas, álcool, cigarros e festas fosse algo exclusivo dos dias que correm quando drogas, álcool, cigarros e festas sempre fizeram parte da juventude. Juventude «perdida», «rebelde», o que o quiserem chamar. Ao menos hoje existem movimentos de juventude saudável, que se preocupa com a saúde. Acho que antigamente não existia tanto este tipo de consciencialização. E quando a raparigas a «abrir as pernas», também sei que não é nada exclusivo de agora. No passado também muitas o faziam. Isto não pode ser visto apenas no preto ou no branco.

Mas o PIOR é que este género de comentários, já os encontrei nas situações mais absurdas. Mais exemplos: casos de violação. Já imaginaram alguém praticamente dizer que a pessoa (mulher, rapariga, jovem) FEZ POR MERECER só porque «anda com saias curtas e decotes» ou porque «saiu de noite»? Eu já li isto!! É de um retrocesso social gigantesco. 


       

Parece a Índia, um país onde as mulheres estudam, trabalham mas quando chega o momento de serem encaradas na sociedade como iguais não existe igualdade alguma, existe um sexo inferior que faz com que todos os machistas digam que "fez por merecer".

Lembram-se da Jyoti Singh Pandey, que relatei aqui? A estudante de fisioterapia indiana que foi selvaticamente espancada e violada? Na Índia muitos não se compadecem porque é mulher e não estava trancada em casa. Tinha ido ao cinema com o namorado e por isso, acreditam muitos por lá, que os horrores que sofreu são igual a ZERO. NADA de importante. Os rapazes criminosos, esses sim, têm a compaixão de muitos. Sentem que estão a perseguir os criminosos e que não é justo os punirem!!

Por esta razão e por todas as que tenho vindo a relatar é que começa a me fazer confusão ler este género de comentários. Sei que provavelmente foram feitos por pessoas simples, de instrução limitada. Mas isso não justifica a ignorância. Não toda. Queria ver se fosse com filhos seus, se iam ter o mesmo discurso. "Mereceu" ser estuprada, mereceu ser espancada e agredida, porque «anda nas festas». É um absurdo este tipo de comentários, que já vi também serem feitos em referência a situações de escravatura e de exploração infantil! 

Antes de sentirem o impulso de falarem de vocês mesmos e de expiarem o que vos aperta a alma, vejam primeiro em que NOTÍCIA o estão a pensar fazer. Comentem a NOTICIA, não a vossa vida, sff.


sábado, 29 de março de 2014

Será que alguém anda a empurrar emigrantes ilegais borda fora?

Será que alguém os anda a empurrar borda fora?

Não é do desconhecimento geral que muitas pessoas envoltas em tratar da saída ilegal de emigrantes para outros países fazem disso um negócio ganancioso. Aproveitam-se do desespero e da miséria e cobram fortunas aos que têm coragem de procurar sorte melhor. E também não é de desconhecimento de ninguém que algumas dessas pessoas após se verem com o dinheiro são capazes de matar quem supostamente iam ajudar a escapar. Mas no mar? Como pode três botes de borracha surgir na costa espanhola e portuguesa intactos, virados para cima e surgirem vazios ou com um cadáver assassinado*(?) no interior? Será o homem um emigrante ilegal em fuga? Terá encontrado piratas no mar? Ou estava envolvido em alguma negociata de droga marítima gone wrong? Foi «apagado»?


Embarcação a ser alvo de peritagem 
* Facto por averiguar. Na semana passada foi encontrado um homem morto no mar de Albufeira. Apareceu dentro de um barco semi-rígido de borracha (uma embarcação algo "rica" para um suposto miseravel emigrante). A causa da morte foi uma pancada na cabeça. Naturalmente, teve de ser muito forte para matar. E não se escorrega num bote de borracha e se cai morto!



terça-feira, 4 de março de 2014

Medo de chulé


Conheço uma pessoa que não gosta de ver sapatos debaixo da cama. E só agora me ocorreu que a sua aversão a sapato no quarto, arrumado a um canto, pode derivar do medo do chulé.

Tenho a sorte de não ter chulé. Não tenho. Muito difícil ter mesmo. Claro que uma meia errada o sapato inapropriado pode inverter isso num instantinho. Moços, sei que adoram ver uma mulher de meias de licra mas a verdade é que calçando uma coisa dessas o chulé é garantido! Sabiam disso? Meia sedutora = a chulé no pé?

Por esse lado eu proibiria no quarto a presença das collans/meias/meia-calça de nylon ou licra depois de usadas. É que não se pode!

Mas antes que comecem a me rogar pragas por ser uma «sortuda» que não tem chulé nem que fique um mês sem lavar os pesões (ahahah, será que já fiquei?) fiquem sabendo que meu pé é mais delicado que o da Cinderela com o sapato de cristal. Ainda não encontrei meu sapato de cristal não! Aquele que serve que nem uma luva a mim e a mais nenhuma. Meus pés não gostam de calçado. É. Eu gosto, mas eles não gramam muito. Todo o sapato que calço dá dor, aperta, magoa, fere, dá calo, cria bolha, faz sangue eheheh. Vivi anos só de ténis. Naquela idade em que as meninas gostam de se produzir e só pensam em roupa e calçado de marca (sabem qual né? A adolescência!) eu andava de téni e bem simplezinho. Custavam 2.50€ o par ahaha! Só para verem a «qualidade». E não, ainda não existiam lojas dos chineses ou dos 300$... Era de feira mesmo!

Mas meus pezinhos nem sempre se davam bem com eles não. Pezinho delicado, de cinderela não aceita qualquer coisa não. Ora a sola era fina e cada passo acabava por quase ser de pé nu, ou a sola fazia doer e rasgava. Também o formato por vezes era estranho e o pé simplesmente se queixava no calcanhar ou na biqueira de estar demasiado apertado ou demasiado à vontade :)

Por vezes, só por vezes, ia buscar o sapatinho. Bem simples. Quase sapatilhas. Mas dava problema na mesma. Calcanhar ou biqueira. Dor, dor, dor. Bolha. E lá tinha o pé de voltar ao ténis. Anos se passam e um dia fartei. Fui calçando sapato e aguentando a dor. Menina está sempre reclamando de sapato de salto alto mas meu bem, se o problema é só o cansaço de estar no salto, você não sabe o que é sapato que dói não. Eu vou a todo o lado, ando muito a pé, e o tempo todo o sapato tá quase «matando». Uma pessoa acostuma e já sabe que assim que chegar a casa é chinelo! Claro que tem vez em que a falta de sorte no par não permite dar nem mais um passo. Aquilo aperta e magoa tanto, mas tanto, que só dá vontade de andar descalça na rua. Que se lixem as convenções. Já me aconteceu mas poucas vezes, felizmente. A dor, a bolha e tudo o mais que quase todo o calçado provoca a meu pezinho é tolerável. Mas não gosto não, de ter de arrebentar a bolha depois. Nem de ficar com os pezinhos magoados. Pelo que é só sabrinas para mim! Mesmo estas, de início, são difíceis de domar. Mas depois do pé as esticar, esticar, são uma maravilha. Pezinhos delicados podem ser pezões! Não acho que tenha pezões mas também não são meios-pés, como na antiga china em que a beleza do pé feminino era a mutilação do mesmo através da diminuição do seu tamanho através do uso de sapato apertado. Nossa, como eu entendo essas mulheres. Elas sofreram paca.