Há uma coisa que começa a tirar-me do sério quando leio comentários a notícias divulgadas nas redes sociais.
Toda a gente sabe que uma geração mais velha, de pessoas pobres, normalmente oriundas do campo, do tempo em que a instrução não era obrigatória e para acesso a todos como passou a ser depois da revolução de 25 de ABRIL (que em breve comemora os seus 40 anos), foi acostumada a trabalhar desde muito cedo.
O trabalho, como única forma de garantir o sustento de famílias geralmente muito numerosas, era o mais importante. Estudos eram poucos, básicos ou praticamente nenhuns. Os meus avós foram criados assim. Meus pais foram criados assim. Embora qualquer um deles soubesse falar do sucedido como uma referência a uma diferença dos tempos de então para agora, nunca nenhum deles usou isso para se lamentar, se vangloriar ou para se sentir melhor ou diminuir a geração actual. Ao contrário. Revelaram sempre contentamento por essas mudanças trazerem para os filhos oportunidades que antes não teriam existido.
Ultimamente têm sido «às resmas» os comentários nas redes sociais onde se lêem coisas do género "eu comecei a trabalhar com oito anos, tenho 59, ainda trabalho, não morri por causa disso, os jovens de hoje que não querem trabalhar, só querem é festas, bebedeiras até de madrugada, drogas e as raparigas abrem as pernas para os primeiros que as quiserem".
Opa, passo-me! A sério que começa a tornar-se irritante tamanha imbecilidade. As pessoas que fazem este género de comentários não têm toda a «culpa». Parte da culpa deriva dos seus poucos estudos, ainda que elas não o percebam. Porque se os tivessem saberiam o absurdo que estão a dizer.
Quanto ao trabalho, compreendo e concordo que uma criança deve ter responsabilidade e conhecer alguma espécie de trabalho logo cedo. E começa por aprender ainda em bebé com poucos anos de idade a apanhar os brinquedos que deixa espalhados e os arrumar. Mas o que estas pessoas estão a dizer é escandaloso. Porque não SABEM COMENTAR a notícia. Só sabem OLHAR PARA SI MESMAS e com base EM SI PRÓPRIAS emitir juízos de valor. Gratuitamente. Maus juízos de valor, estereotipados, generalistas e que NADA têm a ver com a situação que se discute.
É que este tipo de comentários surgem sabem debaixo de que notícias? De notícias escandalosas! Vou dar exemplos verdadeiros. Uma notícia online do jornal Correio da Manhã num destes dias dava conta que uma mãe foi denunciada ao SOS escolas por a filha aparecer na escola toda cheia de marcas de abusos físicos, não sendo a primeira vez. A notícia relatava que por a filha se recusar a levantar o prato da mesa a mãe espancou-a com cabos eléctricos, com uma faca (sim, uma faca, uma arma branca que facilmente pode matar e só por estar a ser manuseada para agredir já impõe medo à vítima) além de um cabo de vassoura. Ora, começo a ler debaixo de uma notícia desta comentários dentro dos parâmetros absurdos que exemplifiquei acima. E mais do que um, o que é pavoroso. E com likes!
Imaginem o que é perante uma história destas ler "Se calhar foi só um puxão de orelhas e estão para aí a dizer que é agressão. Eu comecei a trabalhar aos onze anos, (blá, blá, blá centrado no eu), os jovens de hoje não ajudam os pais e fazem deles seus criados, não trabalham, não estudam e só querem é festas, alcool e drogas. As miúdas não podem trabalhar mas abortos já podem porque só sabem abrir as pernas" .
Como já expliquei, eu compreendo, de uma certa forma, o que algumas destas pessoas querem dizer. Mas dizem tudo mal. Escolhem mal as palavras e o que é pior: não sabem ler uma notícia. Parece que querem é falar DELAS MESMAS, dando-se a longas descrições da sua vida «miserável» como trabalhadores que se iniciaram na infância. A sério que acho que só comentam por sentir necessidade de desabafar isso.
E é feio. Acho mal. Existe uma altura um local e fazê-lo debaixo de histórias sérias, reais e graves não é o sítio. E julgar toda uma juventude pelos piores exemplos que se ouvem falar? O que é isso? Então e a muita juventude que é empenhada, trabalhadora, empreendedora? É tudo metido no mesmo saco?
Esta omissão e parcialidade é só um dos «males» menores de toda esta presunção de auto comiseração que aproveita cada chance para falar do seu malfadado começo como criança que teve de trabalhar ao invés de estudar. Até diria que em muitos casos existe inveja e revolta por detrás destes comentadores. Inveja da liberdade da geração de hoje, revolta por não se conformarem com a própria vida que lhes foi imposta. Embora enalteçam a dignidade do trabalho - e ela existe, se fossem hoje jovens não sei se iam pegar no batente ou procuravam uns amigos para ir para os copos, fumar, beber e até se drogar. Sim, porque se fala desta geração como se drogas, álcool, cigarros e festas fosse algo exclusivo dos dias que correm quando drogas, álcool, cigarros e festas sempre fizeram parte da juventude. Juventude «perdida», «rebelde», o que o quiserem chamar. Ao menos hoje existem movimentos de juventude saudável, que se preocupa com a saúde. Acho que antigamente não existia tanto este tipo de consciencialização. E quando a raparigas a «abrir as pernas», também sei que não é nada exclusivo de agora. No passado também muitas o faziam. Isto não pode ser visto apenas no preto ou no branco.
Mas o PIOR é que este género de comentários, já os encontrei nas situações mais absurdas. Mais exemplos: casos de violação. Já imaginaram alguém praticamente dizer que a pessoa (mulher, rapariga, jovem) FEZ POR MERECER só porque «anda com saias curtas e decotes» ou porque «saiu de noite»? Eu já li isto!! É de um retrocesso social gigantesco.
Parece a Índia, um país onde as mulheres estudam, trabalham mas quando chega o momento de serem encaradas na sociedade como iguais não existe igualdade alguma, existe um sexo inferior que faz com que todos os machistas digam que "fez por merecer".
Lembram-se da Jyoti Singh Pandey, que relatei aqui? A estudante de fisioterapia indiana que foi selvaticamente espancada e violada? Na Índia muitos não se compadecem porque é mulher e não estava trancada em casa. Tinha ido ao cinema com o namorado e por isso, acreditam muitos por lá, que os horrores que sofreu são igual a ZERO. NADA de importante. Os rapazes criminosos, esses sim, têm a compaixão de muitos. Sentem que estão a perseguir os criminosos e que não é justo os punirem!!
Por esta razão e por todas as que tenho vindo a relatar é que começa a me fazer confusão ler este género de comentários. Sei que provavelmente foram feitos por pessoas simples, de instrução limitada. Mas isso não justifica a ignorância. Não toda. Queria ver se fosse com filhos seus, se iam ter o mesmo discurso. "Mereceu" ser estuprada, mereceu ser espancada e agredida, porque «anda nas festas». É um absurdo este tipo de comentários, que já vi também serem feitos em referência a situações de escravatura e de exploração infantil!
Antes de sentirem o impulso de falarem de vocês mesmos e de expiarem o que vos aperta a alma, vejam primeiro em que NOTÍCIA o estão a pensar fazer. Comentem a NOTICIA, não a vossa vida, sff.
Não é do desconhecimento geral que muitas pessoas envoltas em tratar da saída ilegal de emigrantes para outros países fazem disso um negócio ganancioso. Aproveitam-se do desespero e da miséria e cobram fortunas aos que têm coragem de procurar sorte melhor. E também não é de desconhecimento de ninguém que algumas dessas pessoas após se verem com o dinheiro são capazes de matar quem supostamente iam ajudar a escapar. Mas no mar? Como pode três botes de borracha surgir na costa espanhola e portuguesa intactos, virados para cima e surgirem vazios ou com um cadáver assassinado*(?) no interior? Será o homem um emigrante ilegal em fuga? Terá encontrado piratas no mar? Ou estava envolvido em alguma negociata de droga marítima gone wrong? Foi «apagado»?
Embarcação a ser alvo de peritagem
* Facto por averiguar. Na semana passada foi encontrado um homem morto no mar de Albufeira. Apareceu dentro de um barco semi-rígido de borracha (uma embarcação algo "rica" para um suposto miseravel emigrante). A causa da morte foi uma pancada na cabeça. Naturalmente, teve de ser muito forte para matar. E não se escorrega num bote de borracha e se cai morto!
Conheço uma pessoa que não gosta de ver sapatos debaixo da cama. E só agora me ocorreu que a sua aversão a sapato no quarto, arrumado a um canto, pode derivar do medo do chulé.
Tenho a sorte de não ter chulé. Não tenho. Muito difícil ter mesmo. Claro que uma meia errada o sapato inapropriado pode inverter isso num instantinho. Moços, sei que adoram ver uma mulher de meias de licra mas a verdade é que calçando uma coisa dessas o chulé é garantido! Sabiam disso? Meia sedutora = a chulé no pé?
Por esse lado eu proibiria no quarto a presença das collans/meias/meia-calça de nylon ou licra depois de usadas. É que não se pode!
Mas antes que comecem a me rogar pragas por ser uma «sortuda» que não tem chulé nem que fique um mês sem lavar os pesões (ahahah, será que já fiquei?) fiquem sabendo que meu pé é mais delicado que o da Cinderela com o sapato de cristal. Ainda não encontrei meu sapato de cristal não! Aquele que serve que nem uma luva a mim e a mais nenhuma. Meus pés não gostam de calçado. É. Eu gosto, mas eles não gramam muito. Todo o sapato que calço dá dor, aperta, magoa, fere, dá calo, cria bolha, faz sangue eheheh. Vivi anos só de ténis. Naquela idade em que as meninas gostam de se produzir e só pensam em roupa e calçado de marca (sabem qual né? A adolescência!) eu andava de téni e bem simplezinho. Custavam 2.50€ o par ahaha! Só para verem a «qualidade». E não, ainda não existiam lojas dos chineses ou dos 300$... Era de feira mesmo!
Mas meus pezinhos nem sempre se davam bem com eles não. Pezinho delicado, de cinderela não aceita qualquer coisa não. Ora a sola era fina e cada passo acabava por quase ser de pé nu, ou a sola fazia doer e rasgava. Também o formato por vezes era estranho e o pé simplesmente se queixava no calcanhar ou na biqueira de estar demasiado apertado ou demasiado à vontade :)
Por vezes, só por vezes, ia buscar o sapatinho. Bem simples. Quase sapatilhas. Mas dava problema na mesma. Calcanhar ou biqueira. Dor, dor, dor. Bolha. E lá tinha o pé de voltar ao ténis. Anos se passam e um dia fartei. Fui calçando sapato e aguentando a dor. Menina está sempre reclamando de sapato de salto alto mas meu bem, se o problema é só o cansaço de estar no salto, você não sabe o que é sapato que dói não. Eu vou a todo o lado, ando muito a pé, e o tempo todo o sapato tá quase «matando». Uma pessoa acostuma e já sabe que assim que chegar a casa é chinelo! Claro que tem vez em que a falta de sorte no par não permite dar nem mais um passo. Aquilo aperta e magoa tanto, mas tanto, que só dá vontade de andar descalça na rua. Que se lixem as convenções. Já me aconteceu mas poucas vezes, felizmente. A dor, a bolha e tudo o mais que quase todo o calçado provoca a meu pezinho é tolerável. Mas não gosto não, de ter de arrebentar a bolha depois. Nem de ficar com os pezinhos magoados. Pelo que é só sabrinas para mim! Mesmo estas, de início, são difíceis de domar. Mas depois do pé as esticar, esticar, são uma maravilha. Pezinhos delicados podem ser pezões! Não acho que tenha pezões mas também não são meios-pés, como na antiga china em que a beleza do pé feminino era a mutilação do mesmo através da diminuição do seu tamanho através do uso de sapato apertado. Nossa, como eu entendo essas mulheres. Elas sofreram paca.
Quero começar por dizer que entendo o conceito de praxe. Mas duvido que algum dos nossos jovens universitários que praticam esses rituais estejam capacitados para executar uma praxe. Da forma como entendo o que a praxe é, julgo até que é coisa extinta do meio académico. A praxe como "complemento de inserção" à vida académica, como uma confraternidade e aprendizado que fortalece e ilumina ou como «desanuvio» da pressão da demanda exigente dos estudos É UTOPIA. Não existe mais.
O que acho que se passa actualmente por estas universidades a fora são rituais de abuso e humilhação iguais a tantos outros que se observam cada vez que se criam grupos. Gangs também têm rituais de iniciação. No presídio os detidos também passam por rituais de agressão e bulling. Ou seja, não é esse o caminho que o estudante universitário devia reproduzir. A praxe para continuar a existir e fazer sentido, honrando as "calças herdadas" devia remeter a tempos idos, ao início de Coimbra talvez... a tempos que simplesmente já não voltam mais e são impossíveis de reproduzir porque a sociedade actual é muito diferente daquela a que deu início a estes rituais. O jovem de hoje não é o mesmo de antes. Não tem o mesmo preparo, a mesma mentalidade, nem as mesmas experiências de vida ou expectativas. São contextos e mentalidades sociais, morais e familiares totalmente dispares.
Actualmente quem são a maioria destes jovens que praxam? Rapazes e raparigas que muito provavelmente tudo o que fizeram da vida foi estudar. Poucas responsabilidades. Muita diversão. Provavelmente recorrem à carteira dos pais para terem dinheiro para toda a espécie de gastos. Ainda não experimentaram um emprego em full-time e as respectivas vicissitudes. São jovens que se metem nestes rituais pressupondo que a eles têm direito e que deles ninguém tem legitimidade de os privar. Porque a sua vida social não tem "piada" se não se inserirem num grupo.
É que a vida académica vivida em pleno é ainda mais dispendiosa que os custos relacionados apenas com os estudos e o aprendizado dos livros. Para se ser um estudante da Tuna, da associação, da comissão de praxe, seja o que for, é preciso investir MUITO dinheiro. Nenhum estudante que anda trajado fica barato aos pais que em princípio os sustentam. O traje é caro, é um fato que dos pés à cabeça só pode ser conforme manda a tradição. Sem dúvida alguma é uma despesa que vai sobrecarregar bastante as bolsas de quem já tem tantas outras consequentes despesas a pagar, como as propinas, os livros, etc. Para o caso dos estudantes que entram em escolas publicas e foram colocados fora da cidade, torna-se um gasto muito mais incómodo. Além das rendas dos quartos, da alimentação, das propinas, das despesas de deslocação e outras tantas varáveis, dar uns 200 euros ou mais por um traje, comprar não sei quantas camisas de muda, não sei quantas meias, sapatos, capa (um balúrdio) e tudo o mais... para pais que vivem em apertos pode mesmo ser de uma brutalidade descomunal. Mas alguns (digo alguns) estudantes talvez não sejam capazes de entender isto porque chegaram à vida académica e se julgam no DIREITO de viver tudo isto sendo que para eles é praticamente uma obrigação parental sustentarem os custos que viver tal sonho acarreta.
Tudo isto que relato vem em consequência do trágico acidente na praia do Meco, em que SEIS estudantes trajados foram engolidos pelo mar, naquele que foi apenas mais um de muitos «rituais» da praxe académica. Estudantes de uma Universidade Privada, nas quais geralmente para se ser admitido basta se estar disposto a pagar. Alugaram uma vivenda para passar o fim-de-semana a executar praxes. De noite deram continuidade às mesmas no areal do mar invernal de Dezembro. Morreram todos vestidos a rigor - o último fato que vestiram em vida e que levaram para a morte, como uma esfarrapada mortalha negra.
Volto a repetir aquilo que disse no início do texto: compreendo a praxe académica. Mas discordo daquilo que percebo que é realizado por estas universidades a fora. Se o objectivo é fortalecer expondo os pontos fortes e fracos e criar laços de união entre todos, acho desnecessário que seja através da humilhação, da ofensa, do esforço físico desumano e dos abusos que se tenha de ir buscar tais objectivos. Existem outras maneiras - todas elas bem mais ACADÉMICAS, bem mais próximas do que um "irmão" de estudo devia ser. E é por desconhecerem isso que as praxes deviam ser banidas do contexto estudantil. Quem as faz não honra o conceito da mesma. É triste e vergonhoso!
Mas quem terão sido as cerca de 6000 almas a se manifestarem contra a venda de 85 (!!!) quadros do pintor Miró, por parte do Estado Português??
Ei! Eu gosto de arte, sinto dó da perda mas... lamento. Entre ter 85 (!!!!!) quadros valiosos a mofar nos cofres do Estado sem sequer poderem ser apreciados pelo olhar público ou os vender, que se venda! Ao invés de andarem a vender empresas (que dão lucro), pavilhões e outros patrimónios nacionais, colocando em risco o emprego e os salários de centenas de trabalhadores... que vendam os quadros! Só é lamentável que não tenham começado logo por aí!
E que rendam balúrdios!
(Ou vou de bazuca dar cabo de tudo e todos) :D
Fiquei emocionada de lágrimas nos olhos e sorriso no rosto ao ver a emoção com que Cristiano Ronaldo subiu com o filho ao palco para receber a bola de ouro. O prémio a mim não diz nada. A cerimónia também não. Não ligo a futebol e também não me interessa que um português seja o "melhor do mundo".
Mas me identifiquei com a emoção, tanto dele quanto da família na plateia. A mãe na ausência de um lenço para enxugar as lágrimas e não borrar a maquilhagem, providencialmente pegou na manga de um casaco preto que me pareceu em pele e resolveu o assunto ehehe! (tanto dinheiro e faltam-lhe lenços de papel... lol). A namorada emocionada, com um brilho de felicidade nos olhos e um sorriso nos lábios. E em tudo aquilo, aquele que pareceu viver menos o momento foi o filho de Cristiano, de cinco anos. Até então resguardado da imprensa, mas de uns tempos para cá exposto. Compreendi e gostei de ver um pai a fazer questão de partilhar com o filho um momento especial e marcante para a vida dos dois - ainda que a criança não o perceba. Daqui a uns anos vai gostar de se ver presente naquelas que serão as imagens do passado.
Ele já era atraente quando mais jovem com ar de rapazinho de 16 anos. Mas o tempo passou por ele e agora umas ligeiras ruguinhas conferem-lhe um ar bem mais adulto! Falo de Tom Welling, actor conhecido por protagonizar o jovem Super Homem na série Smallville. Ele amadureceu... Até parece que dá para vislumbrar uns cabelos branquinhos a querer aparecer, uma calvice a querer se pronunciar, umas ruguinhas fixas aqui e ali - ou se calhar sou eu que estou a ver coisas! A julgar pelas fotos, por enquanto o charme se mantém. O rapaz/homem tem boa pinta. Agora a continuar assim também temo que seja o descalabro total daqui a mais uma década! Mais uns quilinhos e uns descuidos e lá surge uma pança... Outro Marlon Brandon ou Leonardo de Caprio?
Foto Set. 2013
Ah, meninas! E o rapaz que já surgiu no panorama artístico bem casadinho, vai voltar a ser solteiro! Mas sosseguem o entusiasmo, ok? Isso quase sempre quer dizer que já tem outra/o :)
Na revista "Vidas" desta semana, uma reportagem a António Cerdeira (actor nacional) refere que o mesmo fez um tratamento ao rosto para parecer mais novo mas que ninguém desconfia. E vem a citação:
«As pessoas dizem-me que estou com boa pele, sem perceberem que fui "mexido" » - by Antonio Cerdeira.
LOL! António, eu percebi de imediato!
E tal como eu, acho que todos percebem e concluem: "mais um que já foi mexer na cara!"
E bastou-me a primeira foto numa revista qualquer para o detectar. Acho que ainda andava ele agarrado à cantora ou à Sofia Grilo ou a outra qualquer que essa parte não me interessa nada.
Apesar do texto mencionar só coisas positivas e juviais sobre o ator, que estava a fazer aniversário, eu vi foi a foto a me dizer o contrário. Um rosto "mexido" é um grito de alguém que assume que está deveras preocupado em envelhecer, em perder capacidades de sedução, em não arranjar trabalho em televisão e ficar velho. Que é o que vai acontecer a todos nós, "puxemos" ou não a pele do lugar.
Porque um rosto "mexido" continua a ter idade. A mesma que tem. Ou se calhar, até ganha mais alguns anos. Porque a artificialidade do mesmo parece indicar isso mesmo.
Mais adiante na reportagem surge uma foto do "mexido" cerdeira ao lado do cirurgião plástico que lhe fez o "servicinho": Dr. Chams, o tal cujo nome vem sempre convenientemente associado a famosos internacionais no qual não falta a princesa Letícia, de Espanha. Sabem qual, não é?
Aquela mulher que era LINDA e que mal tem 40 anos e já parece uma boneca artificial e sem brilho interior. Aquela que me fez o queixo cair quando soube que fazia anos e nem chegava aos 40... fiquei pasma, porque parecia bem mais velha e podia garantir que já tinha ultrapassado essa barreira fazia anos.
É o tanto querer ficar mais jovem, pelo menos de aparência, que acabam por conseguir o efeito contrário.
Nessa revista vem outro ator que se submeteu a esse cirurgião iraniano Dr. Chams (também ele com um rosto que grita explosivamente a intervenção): Adriano Luz. O seu tratamento ficou notório assim que mudou de uma novela da TVI (Espírito Indomável) para outra novela da TVI (Remédio Santo).
Estas intervenções que a meu ver não resultam, não deixam de ser legítimas. "Nascem" do tal sentimento que teme o envelhecimento e alimenta-se disso e de todos os defeitos que as pessoas auto se colocam a vida toda. Existindo possibilidade (€) de corrigir isso, existirá sempre quem tire proveito. Mas os resultados funcionam realmente?
Acho que não. Mas deixemos-los ficar satisfeitos com os seus tratamentos placebo. Um dia vão entender isso. Mas enquanto tal não acontece, lá vão enchendo - os que também não tentam receber tratamentos de graça em troca da imagem - os bolsos aos "famosos" cirurgiões plásticos das estrelas, que pelos vistos não são exclusivos dessa alta classe e se prestam a acudir qualquer estrela de qualquer pais -"eco", não se importando de saltar da monarquia espanhola e das celebridades americanas para atores portugueses....
É que eu olho para estes rostos e nada lhes tira a idade que têm. Têm a idade com que nasceram, às vezes até parecem ter mais. Só que num rosto estranho. Com uns sulcos estranhos numa pele estranha. Vi a personagem do ator Adriano Luz na novela "Remédio Santo" o tempo todo fixada na "mexida" que eles pensam que ninguém vê...
Depois a matéria fala um pouco das figuras estrangeiras. E vai buscar 3 exemplos que me interessam em particular: Brad Pitt, que era tão giro e continuou a ser até na idade mais avançada, mas que de uns anos para cá fez ali qualquer "intervenção" que o estragou de imediato. Já não é o mesmo, já o "carimbaram" para sempre com o "Puxão da idade avançada". Nunca mais vai recuperar a jovialidade que o caracterizava....
E depois surgem os exemplos (im)perfeitos de Arnold Swarzenager e Sylvester Stalone. Ups! Eles também tentaram reverter os efeitos da passagem do tempo, e claramente não conseguiram! Estão pavorosos, impossíveis de olhar.
Sabem o que mais? Compreendo perfeitamente a vontade de perder uns "defeitosinhos", mas não acredito NADA que o que existe por aí adiante alguma coisa. Só transforma todos em estranhos palhacitos. Palhacitos hiper-envelhecidos para sempre mumificados em vida! Valei-nos, para refrescar esta estúpida tendência, a SIMONE DE OLIVEIRA.
Bairro residencial de Nova Orleães após a passagem do furacão Katrina em 2005
É interessante as histórias que nos chegam ao conhecimento sobre um desastre épico do passado. Desconhecia, por completo, que um hospital em Nova Orleães (EUA) mas não só este como outros e também centros de idosos, aquando a passagem do furacão Katrina em 2005 e perante a consequente inundação e outros problemas, praticou a EUTANASIA.
Ao todo dizem que foram levados 45 cadáveres para a morgue, /um número bem acima de qualquer outro hospital atingido pela catástrofe. O furacão em si dizem ter causado 1000 mortes no total da área atingida. Em percentagem isso é muita morte para um só hospital! Parece que estas mortes em maior número foram investigadas e se concluiu que a administração optou por colocar um fim aos doentes terminais que começavam a padecer sem o recurso determinados tratamentos. Um médico e duas enfermeiras aplicaram a uns tantos pacientes injecções de doses excessivas de medicamentos, o que os conduziu à morte.
As culturas diferem muito umas para as outras. Nós por cá temos a felicidade de viver numa região sem furacões. OK, já tivemos alguns que foram em pequena escala no entanto suficientemente devastadores, mas não perturbam o dia-a-dia devido a serem bastante raros de ocorrer. Nos EUA é espantoso como existe duas caras, duas moedas! Num país onde a eutanásia é condenada quando solicitada por um paciente em sofrimento, de repente numa catástrofe já pode ser aplicada? E sem que o paciente tome conhecimento? Mas que critérios são estes?
Para mim é assassinato. O que é estranho porque entendo a eutanasia, mas entendo-a partindo da pessoa, de quem sofre. Ou do familiar que tem a decisão nas mãos. Após reflexão, informação e entendimento. Não de outros!
Confesso que fiquei chocada com esta informação. Compreendo a eutanásia mas não entendi esta. Para já a decisão não cabia só aos médicos. E que raios! São médicos!! Não fizeram eles o juramento de tentar salvar qualquer vida a todo o custo? Ainda mais durante catástrofes. Julgo que o comportamento por instinto de qualquer pessoa é tentar ajudar alguém que precise, se te encontras ali ao lado e podes fazê-lo, porque não? Foi o que se viu aquando o maremoto de 2004 na costa da Indonésia. É o instinto que assim o dita. Durante uma catástrofe quer-se viver mais do que nunca. Ter a vida assim em risco, inesperadamente, faz com que os instintos de sobrevivência aticem mais ainda. E creio que o mesmo se passou neste hospital, com estes pacientes, alguns em estado grave. Devem ter pensado: "Quero sobreviver! Tirem-me daqui e levem-me para segurança". E é quem jurou fazer tudo para manter uma vida que decide colocar-lhes um fim, sem que o interessado, o paciente, pudesse decidir.
Nos EUA estão a tentar aprovar uma lei que não responsabilize os responsáveis de saúde por casos destes em situações extremas. Eu fiquei pasma pois para mim é exactamente em situações destas que se faz de tudo para tentar salvar uma vida. Eles, os médicos, acharam que estariam a "poupar" o paciente terminando-lhe a vida.
Saiu um livro sobre esta situação (Five days at memorial, de Sheri Fink) que faz as pessoas se questionarem que planos deve um hospital ter em caso de catástrofe. Fiquei surpresa ao perceber que nos EUA não parece existir planos deste género! Em caso de inundação, de catástrofes, ter ou não geradores, onde estes estão situados para não ficarem alagados, etc... Existe muita coisa a planear por lá. E eles vivem numa região cheia de elementos da natureza potencialmente devastadores! Deviam ter tudo mais que planeado, mais que batido, tal e qual o Japão inteiro se preparou para os terramotos.
Por cá também temos os nossos "ses" com a saúde pública (e cada vez está pior) mas tem coisas que são melhores cá que lá. E uma dessas é que se leva a sério tentar salvar vidas. Por lá alguns donos de centros de idosos deixaram os mesmos se afogar. Foi a percentagem maior de mortes: os idosos. Não é escandaloso quando uma sociedade trata assim os seus doentes e velhos??
Grande parte das pessoas neste canto do mundo é capaz de não saber que a condição feminina na Índia deixa muito a desejar no que respeita a igualdade e direitos. Uma mulher na índia é quase uma escrava, em muitos sentidos. Ela nunca pode agir como bem entende. Ela casa por casamento arranjado a maioria das vezes. E passa a ser "escrava" doméstica, tendo a obrigação de acatar a ordem de todos e só pode fazer o que lhe mandam. Tem de obedecer à sogra, que só então como mulher é que poderá sentir na sua longa vida alguma espécie de poder sobre outrém, tem de obedecer ao marido, ao pai do marido e a tudo o que é figura masculina. É considerada inferior como ser humano. Neste país onde veneram deusas, dão à mulher um papel muito pouco endeusado. Elas são consideradas objectos para uso masculino. Elas têm obrigação de se manterem puras e são severamente punidas se agirem de alguma forma que contradiga essa noção de pureza. E que noções são essas? Varia. Vai de um simples olhar, para um simples gesto. A mulher se não olhar para um rapaz, não lhe falar e fingir que não o vê quando este a oportuna e se mete com ela, corre tantos riscos como uma que talvez respondesse "olá". Ali um "olá" pode conduzir à morte e desgraça. Uma jovem de 13 anos, uma entre muitas da mesma idade ou mais nova ou ligeiramente mais velha, foi atacada com ácido por um rapaz que achou-se no direito de ter este acto criminoso e vil, apenas porque a rapariga, como manda o preceito, não lhe prestou atenção. Milhares de mulheres, todos os dias na índia, se bem que nem mulheres algumas são ainda, são vítimas deste género de ataques. Ficam desfiguradas e gravemente prejudicadas na saúde devido ao àcido. Quando não é ácido que lhes é despejado em cima, é gasolina e um fósforo. Isto é um HORROR. Uma CRUELDADE sem justificação.
O mundo mais ou menos que se põe de lado perante as atrocidades humanitárias que fazem parte do dia-a-dia da sociedade indiana, em particular e talvez por estas terem como alvos preferenciais os indivíduos do sexo feminino. Na índia futuros pais querem é crianças do sexo masculino. É natural fazerem-se abortos mal se descubra por ecografia que o sexo da criança é feminino. Por vezes, não tão poucas quanto isso, torturam as futuras mães e sobre elas colocam toda a culpa e responsabilidade. Castigam-nas e destratam-nas. Deixam-nas com fome por dias, servem água e pão seco tão somente, dão-lhes veneno para abortarem, prendem-nas e agridem-nas. Tentam provocar acidentes para que a criança que trazem no ventre, por ser do sexo feminino, não veja a nascer. Imagino por isso que muitas que nasçam tenham um destino imediatamente cruel e não lhes seja permitido dar muitos fôlegos em vida. Muitas crianças do sexo feminino são abandonadas na índia. Porque na índia a mulher ao se casar tem de entregar ao homem um dote. E por causa disso, mas não só, os pais querem todos ter HOMENS como filhos, para receberem no futuro o "dote" a que só este sexo tem direito.
Trata-se portanto de um negócio. A mulher na índia não pode nada. Se se vestir com a barra do sari um pouco torta, os homens acham-se no direito de as tratar como putas. E foi isso e muito PIOR que isso que em Dezembro do ano passado um grupo de SEIS rapazes - leram bem, SEIS, num autocarro, agrediram o rapaz que acompanhava uma jovem rapariga estudante de 23 anos e brutalmente a espancaram e estupraram durante 40 longos minutos. Num autocarro!! Depois de satisfeitos com a barbaridade, atiraram ambos porta fora e ainda quiseram atropelar a jovem.
Ninguém fez nada e nenhum destas bestas do sexo masculino teve a sensatez de questionar os seus actos. Porque a sociedade diz-lhes que têm esse DIREITO. Toda a mulher é coisa para ser usada para isso mesmo. Até as irmãs são maltratadas e escravizadas. Até a própria mãe. Pelo que vêm o sexo masculino com todo esse desprezo. É como se não valessem nada. Nem um grão de pó.
Mas estes seis bestas do sexo masculino não se limitaram a violentar selvaticamente a jovem. Só isso por si um acto imperdoável. Eles fizeram-no com masoquismo e crueldade, despreocupados em a matar. Poucos sabem com detalhes como se deu a violação mas sabe-se que introduziram um objecto de metal na vagina da rapariga, rasgando-a toda por dentro.
Hoje o tribunal deu a sentença dos quatro que restaram destes agressores - aos quais as chamas do inferno já reservaram um lugar cativo para toda a eternidade: foram condenados ao enforcamento. São quatro porque um suicidou-se e outro, por ser menor foi condenado apenas a três anos de prisão.
Na índia a pena de morte é algo praticado com regularidade, e o enforcamento a mais usual. Mas digamos que é muito raro esta ser aplicada a um homem. São mais as mulheres que são, mesmo sem razões, condenadas. Claro que a defesa pode apelar, fazendo com que estas bestas ainda vivam muitos anos atrás das grades. Um dos acusados, como que ainda a sentir-se injustiçado por ser acusado de ter cometido um crime, ainda GRITOU depois da sentença que era INOCENTE!!
É outro grave problema da cultura e da sociedade indiana: nenhum homem, educado como foi de que é superior, não se vê a si mesmo como tendo praticado algum mal. Acha sempre que tudo o que faz é legítimo e de direito. São sempre "inocentes". Inocentes de assédio, de rapto, de tentativas de assassinato, de atirar ácido, de imolar, de espancar.
Estes não vão reencarnar em coisa alguma!! E conspurcaram todos os antepassados. Cuspiram em cima. Nem de ratazanas voltam à terra. O que é deles está reservado e é eterno.
Veja o repugnante vídeo aqui, onde a familia de um dos acusados apenas reflecte o que os restantes familiares dos outros acusados e grande parte da sociedade indiana e masculina pensa: os rapazes são inocentes. Não fizeram mal algum. São o equivalente a anjinhos, seres do mais puro e bom que há. A rapariga morreu mas não foi ninguém responsável. Aconteceu simplesmente. E não tem qualquer importância. Porque era desfrutável, ousou sair à rua ao final da noite acompanhada de um homem e como tal fez por merecer.
Se não fosse o impacto MEDIATICO INTERNACIONAL deste caso, infelizmente estes violadores assassinos não receberiam nem um puxão de orelhas. Seriam livres e louvados. Blhac! Nojo! Quanto a mim vou sempre denunciar qualquer ataque aos mais básicos dos direitos humanos. Se eu acho que a Índia está a mudar ao aplicar leis mais justas? Hell no!! Está muito loooonge disso. Mas pode ser um pequeno passo.
E para que não esquecemos o principal, aqui fica o nome da vítima. Porque ela existiu e era uma estudante de fisioterapia a terminar a licenciatura. O seu maior desejo era ajudar os outros.
Jyoti Singh Pandey
(1989 - 2012)
A jovem universitária faleceu no hospital Mount Elizabeth, em Singapura, devido a "uma infecção nos pulmões e no abdómen e a uma lesão cerebral grave". Desde então muitos outros casos de estupro violento e colectivo continuam a ocorrer por toda a Índia, sendo que apenas alguns poucos chegam ao conhecimento internacional. Um desses foi o de uma jovem fotojornalista de 23 anos também acompanhada por um homem, algo que claramente não constitui qualquer tipo de segurança dissuadora.
Criei um blogue "novo" que fala sobre actualidades. Assim sendo preciso que os comentários sejam
( a merda da internet foi abaixo e retirou seis ou sete parágrafos de texto escrito! bolas para isto. Estou farta! Caguei!)
Em suma: preciso de visitas para o blogue, não tinha, devia ter porque se trata de actualidades que as pessoas adoram comentar noutras plataformas. Tive a brilhante ideia de visitar 60 blogues onde tive a educação de ler e comentar todos eles, hoje vi que as estatísticas de leitores subiram para 135 ou algo assim, pensei Uau! Tantas pessoas me leram! Mas depois fui ver melhor e é tudo treta do bloguer. Dessas pessoas apenas 5 vieram de blogues que passei a tarde a visitar. NENHUM deixou um comentário. O restante são sites de SPAM, que ganham tráfego para si quando interferem com as estatísticas do NOSSO blogue. Assim descobri que não é boa ideia COMENTAR nos blogues dos outros, porque ao fazê-lo deixando o endereço do link do nosso blogue, é uma forma que estes spamers como o vampirestat têm para se introduzirem no TEU blogue.
Gaita para isto! A google não presta como plataforma de bloguer, pois não aproxima os conteúdos do público-alvo. Existem "n" sites bons sem quaisquer comentários e "n" que são bosta com imensos. Para o TEMPO que isto consome - uma tarde INTEIRA, acho que estou a DESPERDIÇAR bué. Com todas estas horas tinha continuado a leitura do meu livro que tanto me estava a empolgar e tanto me apetecia continuar a ler. Mas como tinha de continuar o blogue e actualizar as actualidades, e tal, dediquei o MEU TEMPO a isso. Para quê, se ninguém lê ou comenta?
Vão à merda! Agora entendo porquê o facebook é melhor!
Encontrei este blogue quando pesquisava sobre um assunto que nada tinha a ver. Achei por demais interessante, ainda que um tanto repulsivo, há que admirar a coragem, ousadia e doideira do gajo/a que se presta a fotografar - quiçá a um ritmo diário, as suas poias e a postá-las na internet!!
Um autêntico poema! Arte e escultura com a vantagem de ser inodora!!
Sim, de facto uma mulher prefere ir a correr para os braços do primeiro parolo que lhe aparecer à frente fantasiado de astronauta do que ficar ao lado de um tipo que luta com tubarões para lhe salvar a vida. Dah!
Não tinha ilusões quanto ao tipo de vida que um cidadão normal tem na Rússia mas o documentário "Rússia, Poder Corrupto" no canal Odisseia esta semana deixa a situação muito mais clara. Ditadura é pouco - para descrever o que por lá anda. A corrupção, violência e o abuso de todas as formas e sentidos são o pão de todo o dia por lá.
É uma pena. O povo devia ser livre mas vive há anos sobre um cajado de corrupção, opressão e violência. Isso não os torna pessoas iguais às outras, existe uma postura diferente de olhar a vida. Sofrem bastante aqueles que são injustamente incriminados pelas milícias e vão parar à prisão, onde, logo à chegada, são negociados por dinheiro, fisicamente agredidos e molestados. A TORTURA até à morte é comum.
Até quando? Neste mundo tantos têm de sofrer e ser privados do bem mais essencial à sua sobrevivência - a liberdade.
Pussy Riot - uma banda feminina de rock Russa que se dedica à provocação política Alguns elementos da banda foram presas em 2012 com pena de dois anos, por vandalismo e ódio religioso
Numa ocasião de passagem de ano privei com um grupo de pessoas oriundas da Rússia e quando lhes fui oferecer as passas para os 12 desejos, recusaram, dizendo que na Rússia não tinham aqueles rituais. Respondi que também não tinha esse costume mas que estava disposta a experimentar e voltei a oferecer as passas, que recusaram, algo jucozamente, dizendo-me que jamais ia conseguir entender a diferença. Tinha visto reportagens suficientes - e tinha sensibilidade suficiente para entender possíveis razões para a frieza e o distanciamento que me foi revelado e que já tinha identificado como uma forma de ser natural das pessoas oriundas daquele país. Não é à toa que o «êxodo» de jovens da Rússia continua a ser uma realidade desde os tempos da Guerra Fria. Se tiverem uma possibilidade, qualquer que seja, qualquer cidadão foge à procura da sua liberdade e de melhores condições de vida. As jovens mulheres encontraram o método mais milenar que existe: o casamento. E colocam-se na internet em busca de marido estrangeiro - qualquer coisa lhes serve, desde que seja aquele o passaporte para a saída do país. Estão dispostas a venderem-se porque qualquer eventualidade lhes parece melhor do que o que têm por ali. Ali todos temem tudo e alguma coisa. E com razão para isso. Mas mesmo já longe e bem sucedidos, é difícil fazer a adaptação mental e social quando se herdam nos genes 100 anos de tirania e opressão. É um processo demorado.
Sabem o que é um falaj? Pois, eu também não sabia direito embora já tivesse escutado o termo, mas um documentário do discovery worldcase "explicou" mais ou menos do que se trata. Os "falaj" tanto são uma coisa como o conhecimento de uns poucos homens. Nos Emirados Árabes, terra deserta, onde vão eles descobrir água? Pelos vistos aquela terra foi mais abençoada por petróleo do que por água fresca. Mas os falaj são uns tantos homens que através dos conhecimentos herdados pelos antepassados descobrem fontes de água no meio do solo do deserto. Aprendem a gerir o que têm e implementam um sistema de irrigação que conduz a água subterrânea que provém das chuvas nas montanhas até às populações que dela necessitam. A este sistema de gestão e irrigação de água por canais manuais se chama "falaj".
O surpreendente no documentário foi ver estes homens que herdaram os conhecimentos da técnica - e que por isso são importantes, tiveram de abrir um buraco no deserto, mergulhar até o lençol de água subterrâneo e esburacar a fonte de origem da água, para depois dizerem que todo o processo vai levar 3 MESES a ser concluído. Porque dali a dois teriam de regressar para ver se a fonte (poço) continua a jorrar - pareceu-me. E eu senti que era uma piada. Aqueles homem com cinzel e martelo a abrir com ferramentas básicas um acesso a uma fonte de água levam 3 meses a fazê-lo. E o mundo civilizado, industrializado, nas grandes cidades, por vezes parece que precisa de anos para tapar um "buraco" algures num cano que sabem onde está localizado.
Depois o programa mostrou como aquela mega-cidade dos Emirados Árabes consegue a sua água de consumo. Afinal, estamos ainda a falar do deserto. É sempre deserto por aquelas bandas e nada muda isso. Então, de onde Dubai consegue a sua água? Do mar!! Uma central de dessanilização remove o sal da água do oceano e transforma-a em água doce. Mas os especialistas estão a estudar uma hipótese ainda mais revolucionária: fazer água doce a partir da condensação. Aquilo que aprendemos na escola primária que é o ciclo da água. Ou seja: com o calor a água evapora, eleva-se e condensa-se no ar, acabando por regressar em forma de chuva. E a chuva, tirando as primeiras caídas, é água doce. E então o que os engenheiros estão a procurar fazer num país onde a existência do CALOR não é o problema, é aproveitar para criar uma mega-estufa que vá produzir água-doce. Estão convictos que isto vai revolucionar o mundo e o consumo de água. É aguardar para ver.
Claro que, água pura só existe enquanto os oceanos não forem poluídos - com radioactividade, por exemplo. Se poluírem os oceanos então não há método ou engenho que nos salve. Morreremos todos em poucos dias, tal e qual aconteceu aos dinossauros. Ficaremos extintos. O reino neste planeta conhecerá então outro ciclo e outro género de habitantes.
Li a reportagem sobre crianças de Chernobyl acolhidas por famílias portuguesas durante as férias na revista do CM deste Domingo. Mas pelos vistos a prática já é antiga, remota pelo menos ao ano de 2010.
Aquela que é uma das MAIORES tragédias do planeta tinha andado a povoar a minha mente recentemente. Um dia reflectia na sorte que temos - todos nós - por podermos sair à rua e apanhar chuva, beber e comer daquilo que a terra nos dá. Este pensamento surgiu no decorrer da lembrança do incidente na praia este verão, com água do mar contaminada que causou aos banhistas problemas de pele e um grande susto.
Agradeci a sorte que temos em ter águas boas para nadar. Em viver neste "jardim" e temi pelo que temos, já que tudo é tão frágil. Se a humanidade não tiver muito respeito, tudo desaparece. Foi aí que me lembrei da existência da radioactividade - alguma dela largada em contentores no fundo do oceano. Sujeita à sorte, aos terramotos e maremotos. No Japão um terramoto QUASE repetiu a tragédia de Chernobyl. E por tantos outros locais deste mundo a eminência de uma catástrofe já esteve bem perto. A humanidade não devia sequer correr este risco. Portugal não tem nenhuma central nuclear - apesar de terem existido planos governamentais neste sentido. Mas não importa muito se tem ou não tem. Espanha tem pelo menos uma, mesmo aqui na fronteira. Apontaram-ma quando há muitos anos passei por lá, adolescente, rumo a uma visita de estudo.
Se um dia contaminarem as águas dos Oceanos, morremos todos. É o fim da humanidade. A humanidade não se pode dar ao privilégio de destruir desta forma irremediável o planeta onde vive. O exemplo já existe - infelizmente. Muitas zonas da antiga União Soviética - não só nas redondezas de Chernobyl - lençóis de água estão contaminados. Quando chove a água é radioactiva. Tudo ali é morte, vai dar à morte, é uma auto-estrada para a morte. A onda radioactiva se estendeu ao pirinéus, chegou a outros países. É uma grande porção deste planeta que virou MORTE num instante. Está contaminado de morte invisível e assim permanecerá por milhares de anos.
Segundo a reportagem na revista do Correio da Manhã, durante umas quatro, seis ou mais semanas, estas crianças são acolhidas por famílias voluntárias que assistem a olhos vistos às melhorias físicas, motoras e orgânicas destas crianças. O cabelo fino e baço ganha brilho e um tom mais saudável e as feridas que não cicatrizam desaparecem. O que as crianças mais aproveitam de Portugal é a comida. Uma mãe de acolhimento conta como num dia as duas crianças que acolheu devoraram 20 iogurtes do frigorífico. É obra! Mas dá uma percepção do quanto no dia a dia a alimentação destas crianças é limitada e restrita a certos alimentos. Derivados de leite é um exemplo de produto de difícil consumo em Chernobyl. Queijos, iogurtes, provavelmente manteigas e leite em si - alimentos que são a base de roda alimentar, são perigosos se consumidos por aquelas bandas. Na reportagem ficamos com a sensação que estas crianças aproveitam ao máximo a possibilidade que lhes é dada, adoram devorar comida como se não houvesse amanhã e desconhecem a fronteira de espaço privado do espaço público de zonas alimentares, não colocando diferenças de comportamento entre a cozinha de casa e a de um restaurante. Existe uma certa barreira que não é só linguística, é cultural, social e circunstancial, mas que é ultrapassada com facilidade.
Estas crianças nem eram nascidas quando a tragédia se deu. Provavelmente em 1986, seus pais eram as crianças na altura. Mas aos poucos, vivendo e comendo dos frutos daquele chão, ninguém fica imune à presença de sintomas derivados ao envenenamento radioactivo. Os efeitos da catástrofe vieram para atravessar muitas gerações - isso é incontornável. Os primeiros a nascer na zona sofreram horrores, mutações, abandono à própria sorte, as crianças e adultos tinham esperança média de vida de um máximo de 30 anos, se tanto, sensivelmente. As mulheres abortavam, não seguravam gravidezes e os problemas de cancro na tiróide escalam para o absurdo. Existe muita doença em Chernobyl e o fantasma da morte paira sobre aquela região. É tão lamentável que isto tenha ocorrido. Isto e a bomba de Hiroshima, e todas as potenciais "bombas" camufladas em centrais nucleares que existem por todo o planeta - vulneráveis que estão, como todas as construções humanas, à força da NATUREZA e ao ERRO HUMANO.
Outra razão porque Chernobyl andava a pairar na minha mente deveu-se a ler isto: Pesquisava uma informação mais fundamentada sobre o terceiro segredo de Fátima e as aparições e ao me informar melhor fiquei surpresa. Não fazia ideia que o segundo desejo de Maria era a conversão da Rússia ao catolicismo. Se tal acontecesse, evitar-se-ia muito sofrimento humano, uma segunda Guerra Mundial e a humanidade ia entrar num longo período de paz. Numa aparição à já Irmã Lúcia, Maria terá dito que esta precisava transmitir a sua mensagem ao alto poder da igreja através dos seus superiores. Algures no percurso a vontade de Maria não foi escutada e esta lamentou e chorou o destino da Rússia e da humanidade. E não conheço nada PIOR que tenha acontecido na zona da Rússia que a explosão do contentor de radioactividade da central nuclear. Claro, teve o comunismo, que foi até o detonador das faltas de condições de segurança em Chernobyl, a ditadura que ainda perdura, os conflitos entre as pessoas sem respeito pela vida, com mortes e lutas por poder e extensos problemas de generacionismo e adaptação. Ao mesmo tempo que tudo isto pode ser coincidência, também pode não ser. Na altura das aparições - é preciso saber, atravessava-se a devastadora primeira Guerra Mundial. A irmã Lúcia só revelou este segundo segredo muitos anos depois, a fim de evitar a suposta chegada da segunda Guerra Mundial e trazer a paz à humanidade.
Algumas destas crianças visitam Portugal nas férias desde que a iniciativa começou, faz talvez cinco anos. Estas já falam um pouco melhor o Português, começam a criar raízes e têm afecto pelas famílias de acolhimento e vice versa. Quem sabe um dia, mais para a frente nos estudos, poderão virar as costas à zona beijada pela morte e vir viver onde a vida floresce? Todos deviam poder viver e crescer num local minimamente agradável. Seja na Rússia, aqui, na China, no Japão, no Irão, na Etiópia ou em África.