sábado, 29 de março de 2014

Será que alguém anda a empurrar emigrantes ilegais borda fora?

Será que alguém os anda a empurrar borda fora?

Não é do desconhecimento geral que muitas pessoas envoltas em tratar da saída ilegal de emigrantes para outros países fazem disso um negócio ganancioso. Aproveitam-se do desespero e da miséria e cobram fortunas aos que têm coragem de procurar sorte melhor. E também não é de desconhecimento de ninguém que algumas dessas pessoas após se verem com o dinheiro são capazes de matar quem supostamente iam ajudar a escapar. Mas no mar? Como pode três botes de borracha surgir na costa espanhola e portuguesa intactos, virados para cima e surgirem vazios ou com um cadáver assassinado*(?) no interior? Será o homem um emigrante ilegal em fuga? Terá encontrado piratas no mar? Ou estava envolvido em alguma negociata de droga marítima gone wrong? Foi «apagado»?


Embarcação a ser alvo de peritagem 
* Facto por averiguar. Na semana passada foi encontrado um homem morto no mar de Albufeira. Apareceu dentro de um barco semi-rígido de borracha (uma embarcação algo "rica" para um suposto miseravel emigrante). A causa da morte foi uma pancada na cabeça. Naturalmente, teve de ser muito forte para matar. E não se escorrega num bote de borracha e se cai morto!



terça-feira, 4 de março de 2014

Medo de chulé


Conheço uma pessoa que não gosta de ver sapatos debaixo da cama. E só agora me ocorreu que a sua aversão a sapato no quarto, arrumado a um canto, pode derivar do medo do chulé.

Tenho a sorte de não ter chulé. Não tenho. Muito difícil ter mesmo. Claro que uma meia errada o sapato inapropriado pode inverter isso num instantinho. Moços, sei que adoram ver uma mulher de meias de licra mas a verdade é que calçando uma coisa dessas o chulé é garantido! Sabiam disso? Meia sedutora = a chulé no pé?

Por esse lado eu proibiria no quarto a presença das collans/meias/meia-calça de nylon ou licra depois de usadas. É que não se pode!

Mas antes que comecem a me rogar pragas por ser uma «sortuda» que não tem chulé nem que fique um mês sem lavar os pesões (ahahah, será que já fiquei?) fiquem sabendo que meu pé é mais delicado que o da Cinderela com o sapato de cristal. Ainda não encontrei meu sapato de cristal não! Aquele que serve que nem uma luva a mim e a mais nenhuma. Meus pés não gostam de calçado. É. Eu gosto, mas eles não gramam muito. Todo o sapato que calço dá dor, aperta, magoa, fere, dá calo, cria bolha, faz sangue eheheh. Vivi anos só de ténis. Naquela idade em que as meninas gostam de se produzir e só pensam em roupa e calçado de marca (sabem qual né? A adolescência!) eu andava de téni e bem simplezinho. Custavam 2.50€ o par ahaha! Só para verem a «qualidade». E não, ainda não existiam lojas dos chineses ou dos 300$... Era de feira mesmo!

Mas meus pezinhos nem sempre se davam bem com eles não. Pezinho delicado, de cinderela não aceita qualquer coisa não. Ora a sola era fina e cada passo acabava por quase ser de pé nu, ou a sola fazia doer e rasgava. Também o formato por vezes era estranho e o pé simplesmente se queixava no calcanhar ou na biqueira de estar demasiado apertado ou demasiado à vontade :)

Por vezes, só por vezes, ia buscar o sapatinho. Bem simples. Quase sapatilhas. Mas dava problema na mesma. Calcanhar ou biqueira. Dor, dor, dor. Bolha. E lá tinha o pé de voltar ao ténis. Anos se passam e um dia fartei. Fui calçando sapato e aguentando a dor. Menina está sempre reclamando de sapato de salto alto mas meu bem, se o problema é só o cansaço de estar no salto, você não sabe o que é sapato que dói não. Eu vou a todo o lado, ando muito a pé, e o tempo todo o sapato tá quase «matando». Uma pessoa acostuma e já sabe que assim que chegar a casa é chinelo! Claro que tem vez em que a falta de sorte no par não permite dar nem mais um passo. Aquilo aperta e magoa tanto, mas tanto, que só dá vontade de andar descalça na rua. Que se lixem as convenções. Já me aconteceu mas poucas vezes, felizmente. A dor, a bolha e tudo o mais que quase todo o calçado provoca a meu pezinho é tolerável. Mas não gosto não, de ter de arrebentar a bolha depois. Nem de ficar com os pezinhos magoados. Pelo que é só sabrinas para mim! Mesmo estas, de início, são difíceis de domar. Mas depois do pé as esticar, esticar, são uma maravilha. Pezinhos delicados podem ser pezões! Não acho que tenha pezões mas também não são meios-pés, como na antiga china em que a beleza do pé feminino era a mutilação do mesmo através da diminuição do seu tamanho através do uso de sapato apertado. Nossa, como eu entendo essas mulheres. Elas sofreram paca.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Arte hiperrealista

Estou numa de arte... hiperrealista!






E para quem quiser se aventurar na escultura em barro, esta é fácil, fácil...



sábado, 25 de janeiro de 2014

Ser praxado, praxar e ir ao mar... para lá ficar!


Quero começar por dizer que entendo o conceito de praxe. Mas duvido que algum dos nossos jovens universitários que praticam esses rituais estejam capacitados para executar uma praxe. Da forma como entendo o que a praxe é, julgo até que é coisa extinta do meio académico. A praxe como "complemento de inserção" à vida académica, como uma confraternidade e aprendizado que fortalece e ilumina ou como «desanuvio» da pressão da demanda exigente dos estudos É UTOPIA. Não existe mais. 

Imagem retirada daqui
O que acho que se passa actualmente por estas universidades a fora são rituais de abuso e humilhação iguais a tantos outros que se observam cada vez que se criam grupos. Gangs também têm rituais de iniciação. No presídio os detidos também passam por rituais de agressão e bulling. Ou seja, não é esse o caminho que o estudante universitário devia reproduzir. A praxe para continuar a existir e fazer sentido, honrando as "calças herdadas" devia remeter a tempos idos, ao início de Coimbra talvez... a tempos que simplesmente já não voltam mais e são impossíveis de reproduzir porque a sociedade actual é muito diferente daquela a que deu início a estes rituais. O jovem de hoje não é o mesmo de antes. Não tem o mesmo preparo, a mesma mentalidade, nem as mesmas experiências de vida ou expectativas. São contextos e mentalidades sociais, morais e familiares totalmente dispares.

Actualmente quem são a maioria destes jovens que praxam? Rapazes e raparigas que muito provavelmente tudo o que fizeram da vida foi estudar. Poucas responsabilidades. Muita diversão. Provavelmente recorrem à carteira dos pais para terem dinheiro para toda a espécie de gastos. Ainda não experimentaram um emprego em full-time e as respectivas vicissitudes. São jovens que se metem nestes rituais pressupondo que a eles têm direito e que deles ninguém tem legitimidade de os privar. Porque a sua vida social não tem "piada" se não se inserirem num grupo. 

É que a vida académica vivida em pleno é ainda mais dispendiosa que os custos relacionados apenas com os estudos e o aprendizado dos livros. Para se ser um estudante da Tuna, da associação, da comissão de praxe, seja o que for, é preciso investir MUITO dinheiro. Nenhum estudante que anda trajado fica barato aos pais que em princípio os sustentam. O traje é caro, é um fato que dos pés à cabeça só pode ser conforme manda a tradição. Sem dúvida alguma é uma despesa que vai sobrecarregar bastante as bolsas de quem já tem tantas outras consequentes despesas a pagar, como as propinas, os livros, etc. Para o caso dos estudantes que entram em escolas publicas e foram colocados fora da cidade, torna-se um gasto muito mais incómodo. Além das rendas dos quartos, da alimentação, das propinas, das despesas de deslocação e outras tantas varáveis, dar uns 200 euros ou mais por um traje, comprar não sei quantas camisas de muda, não sei quantas meias, sapatos, capa (um balúrdio) e tudo o mais... para pais que vivem em apertos pode mesmo ser de uma brutalidade descomunal.  Mas alguns (digo alguns) estudantes talvez não sejam capazes de entender isto porque chegaram à vida académica e se julgam no DIREITO de viver tudo isto sendo que para eles é praticamente uma obrigação parental sustentarem os custos que viver tal sonho acarreta.


Tudo isto que relato vem em consequência do trágico acidente na praia do Meco, em que SEIS estudantes trajados foram engolidos pelo mar, naquele que foi apenas mais um de muitos «rituais» da praxe académica. Estudantes de uma Universidade Privada, nas quais geralmente para se ser admitido basta se estar disposto a pagar. Alugaram uma vivenda para passar o fim-de-semana a executar praxes. De noite deram continuidade às mesmas no areal do mar invernal de Dezembro. Morreram todos vestidos a rigor - o último fato que vestiram em vida e que levaram para a morte, como uma esfarrapada mortalha negra.

Volto a repetir aquilo que disse no início do texto: compreendo a praxe académica. Mas discordo daquilo que percebo que é realizado por estas universidades a fora. Se o objectivo é fortalecer expondo os pontos fortes e fracos e criar laços de união entre todos, acho desnecessário que seja através da humilhação, da ofensa, do esforço físico desumano e dos abusos que se tenha de ir buscar tais objectivos. Existem outras maneiras - todas elas bem mais ACADÉMICAS, bem mais próximas do que um "irmão" de estudo devia ser. E é por desconhecerem isso que as praxes deviam ser banidas do contexto estudantil. Quem as faz não honra o conceito da mesma. É triste e vergonhoso!


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

petição contra venda de quadros

Mas quem terão sido as cerca de 6000 almas a se manifestarem contra a venda de 85 (!!!) quadros do pintor Miró, por parte do Estado Português??


Ei! Eu gosto de arte, sinto dó da perda mas... lamento. Entre ter 85 (!!!!!) quadros valiosos a mofar nos cofres do Estado sem sequer poderem ser apreciados pelo olhar público ou os vender, que se venda! Ao invés de andarem a vender empresas (que dão lucro), pavilhões e outros patrimónios nacionais, colocando em risco o emprego e os salários de centenas de trabalhadores... que vendam os quadros! Só é lamentável que não tenham começado logo por aí!

E que rendam balúrdios!
(Ou vou de bazuca dar cabo de tudo e todos) :D

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Lembram-se deste fantástico momento?

Quantos anos já se passaram?
Não importa. Ainda me vêm lágrimas aos olhos.
Para mim é impossível não me emocionar ao rever esta potente performance.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Lágrimas de emoção na bola de ouro


Fiquei emocionada de lágrimas nos olhos e sorriso no rosto ao ver a emoção com que Cristiano Ronaldo subiu com o filho ao palco para receber a bola de ouro. O prémio a mim não diz nada. A cerimónia também não. Não ligo a futebol e também não me interessa que um português seja o "melhor do mundo".

Mas me identifiquei com a emoção, tanto dele quanto da família na plateia. A mãe na ausência de um lenço para enxugar as lágrimas e não borrar a maquilhagem, providencialmente pegou na manga de um casaco preto que me pareceu em pele e resolveu o assunto ehehe! (tanto dinheiro e faltam-lhe lenços de papel... lol). A namorada emocionada, com um brilho de felicidade nos olhos e um sorriso nos lábios. E em tudo aquilo, aquele que pareceu viver menos o momento foi o filho de Cristiano, de cinco anos. Até então resguardado da imprensa, mas de uns tempos para cá exposto. Compreendi e gostei de ver um pai a fazer questão de partilhar com o filho um momento especial e marcante para a vida dos dois - ainda que a criança não o perceba. Daqui a uns anos vai gostar de se ver presente naquelas que serão as imagens do passado.