terça-feira, 24 de setembro de 2013

O que faz uma melodia maravilhosa?


A razão porque eu acho que violino faz qualquer música ficar maravilhosa.
A razão porque eu gosto que uma música comece com a força do refrão.

Tenho ou não tenho razão? Que actuação potente!!


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Salvar vidas ou eliminá-las, eis a questão (sobre katrina)

Bairro residencial de Nova Orleães após a passagem do furacão Katrina em 2005

É interessante as histórias que nos chegam ao conhecimento sobre um desastre épico do passado. Desconhecia, por completo, que um hospital em Nova Orleães (EUA) mas não só este como outros e também centros de idosos, aquando a passagem do furacão Katrina em 2005 e perante a consequente inundação e outros problemas, praticou a EUTANASIA.

Ao todo dizem que foram levados 45 cadáveres para a morgue, /um número bem acima de qualquer outro hospital atingido pela catástrofe. O furacão em si dizem ter causado 1000 mortes no total da área atingida. Em percentagem isso é muita morte para um só hospital! Parece que estas mortes em maior número foram investigadas e se concluiu que a administração optou por colocar um fim aos doentes terminais que começavam a padecer sem o recurso determinados tratamentos. Um médico e duas enfermeiras aplicaram a uns tantos pacientes injecções de doses excessivas de medicamentos, o que os conduziu à morte. 


As culturas diferem muito umas para as outras. Nós por cá temos a felicidade de viver numa região sem furacões. OK, já tivemos alguns que foram em pequena escala no entanto suficientemente devastadores, mas não perturbam o dia-a-dia devido a serem bastante raros de ocorrer. Nos EUA é espantoso como existe duas caras, duas moedas! Num país onde a eutanásia é condenada quando solicitada por um paciente em sofrimento, de repente numa catástrofe já pode ser aplicada? E sem que o paciente tome conhecimento? Mas que critérios são estes?

Para mim é assassinato. O que é estranho porque entendo a eutanasia, mas entendo-a partindo da pessoa, de quem sofre. Ou do familiar que tem a decisão nas mãos. Após reflexão, informação e entendimento. Não de outros!

Confesso que fiquei chocada com esta informação. Compreendo a eutanásia mas não entendi esta. Para já a decisão não cabia só aos médicos. E que raios! São médicos!! Não fizeram eles o juramento de tentar salvar qualquer vida a todo o custo? Ainda mais durante catástrofes. Julgo que o comportamento por instinto de qualquer pessoa é tentar ajudar alguém que precise, se te encontras ali ao lado e podes fazê-lo, porque não? Foi o que se viu aquando o maremoto de 2004 na costa da Indonésia. É o instinto que assim o dita. Durante uma catástrofe quer-se viver mais do que nunca. Ter a vida assim em risco, inesperadamente, faz com que os instintos de sobrevivência aticem mais ainda. E creio que o mesmo se passou neste hospital, com estes pacientes, alguns em estado grave. Devem ter pensado: "Quero sobreviver!  Tirem-me daqui e levem-me para segurança". E é quem jurou fazer tudo para manter uma vida que decide colocar-lhes um fim, sem que o interessado, o paciente, pudesse decidir.



Nos EUA estão a tentar aprovar uma lei que não responsabilize os responsáveis de saúde por casos destes em situações extremas. Eu fiquei pasma pois para mim é exactamente em situações destas que se faz de tudo para tentar salvar uma vida. Eles, os médicos, acharam que estariam a "poupar" o paciente terminando-lhe a vida. 


Saiu um livro sobre esta situação (Five days at memorial, de Sheri Fink) que faz as pessoas se questionarem que planos deve um hospital ter em caso de catástrofe. Fiquei surpresa ao perceber que nos EUA não parece existir planos deste género! Em caso de inundação, de catástrofes, ter ou não geradores, onde estes estão situados para não ficarem alagados, etc... Existe muita coisa a planear por lá. E eles vivem numa região cheia de elementos da natureza potencialmente devastadores! Deviam ter tudo mais que planeado, mais que batido, tal e qual o Japão inteiro se preparou para os terramotos. 

Por cá também temos os nossos "ses" com a saúde pública (e cada vez está pior) mas tem coisas que são melhores cá que lá. E uma dessas é que se leva a sério tentar salvar vidas. Por lá alguns donos de centros de idosos deixaram os mesmos se afogar. Foi a percentagem maior de mortes: os idosos. Não é escandaloso quando uma sociedade trata assim os seus doentes e velhos??  

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sentença para violadores da ÍNDIA conhecida


Grande parte das pessoas neste canto do mundo é capaz de não saber que a condição feminina na Índia deixa muito a desejar no que respeita a igualdade e direitos. Uma mulher na índia é quase uma escrava, em muitos sentidos. Ela nunca pode agir como bem entende. Ela casa por casamento arranjado a maioria das vezes. E passa a ser "escrava" doméstica, tendo a obrigação de acatar a ordem de todos e só pode fazer o que lhe mandam. Tem de obedecer à sogra, que só então como mulher é que poderá sentir na sua longa vida alguma espécie de poder sobre outrém, tem de obedecer ao marido, ao pai do marido e a tudo o que é figura masculina. É considerada inferior como ser humano. Neste país onde veneram deusas, dão à mulher um papel muito pouco endeusado. Elas são consideradas objectos para uso masculino. Elas têm obrigação de se manterem puras e são severamente punidas se agirem de alguma forma que contradiga essa noção de pureza. E que noções são essas? Varia. Vai de um simples olhar, para um simples gesto. A mulher se não olhar para um rapaz, não lhe falar e fingir que não o vê quando este a oportuna e se mete com ela, corre tantos riscos como uma que talvez respondesse "olá". Ali um "olá" pode conduzir à morte e desgraça. Uma jovem de 13 anos, uma entre muitas da mesma idade ou mais nova ou ligeiramente mais velha, foi atacada com ácido por um rapaz que achou-se no direito de ter este acto criminoso e vil, apenas porque a rapariga, como manda o preceito, não lhe prestou atenção. Milhares de mulheres, todos os dias na índia, se bem que nem mulheres algumas são ainda, são vítimas deste género de ataques. Ficam desfiguradas e gravemente prejudicadas na saúde devido ao àcido. Quando não é ácido que lhes é despejado em cima, é gasolina e um fósforo. Isto é um HORROR. Uma CRUELDADE sem justificação.

O mundo mais ou menos que se põe de lado perante as atrocidades humanitárias que fazem parte do dia-a-dia da sociedade indiana, em particular e talvez por estas terem como alvos preferenciais os indivíduos do sexo feminino. Na índia futuros pais querem é crianças do sexo masculino. É natural fazerem-se abortos mal se descubra por ecografia que o sexo da criança é feminino. Por vezes, não tão poucas quanto isso, torturam as futuras mães e sobre elas colocam toda a culpa e responsabilidade. Castigam-nas e destratam-nas. Deixam-nas com fome por dias, servem água e pão seco tão somente, dão-lhes veneno para abortarem, prendem-nas e agridem-nas. Tentam provocar acidentes para que a criança que trazem no ventre, por ser do sexo feminino, não veja a nascer. Imagino por isso que muitas que nasçam tenham um destino imediatamente cruel e não lhes seja permitido dar muitos fôlegos em vida. Muitas crianças do sexo feminino são abandonadas na índia. Porque na índia a mulher ao se casar tem de entregar ao homem um dote. E por causa disso, mas não só, os pais querem todos ter HOMENS como filhos, para receberem no futuro o "dote" a que só este sexo tem direito.

Trata-se portanto de um negócio. A mulher na índia não pode nada. Se se vestir com a barra do sari um pouco torta, os homens acham-se no direito de as tratar como putas. E foi isso e muito PIOR que isso que em Dezembro do ano passado um grupo de SEIS rapazes - leram bem, SEIS, num autocarro, agrediram o rapaz que acompanhava uma jovem rapariga estudante de 23 anos e brutalmente a espancaram e estupraram durante 40 longos minutos. Num autocarro!! Depois de satisfeitos com a barbaridade, atiraram ambos porta fora e ainda quiseram atropelar a jovem.

Ninguém fez nada e nenhum destas bestas do sexo masculino teve a sensatez de questionar os seus actos. Porque a sociedade diz-lhes que têm esse DIREITO. Toda a mulher é coisa para ser usada para isso mesmo. Até as irmãs são maltratadas e escravizadas. Até a própria mãe. Pelo que vêm o sexo masculino com todo esse desprezo. É como se não valessem nada. Nem um grão de pó.

Mas estes seis bestas do sexo masculino não se limitaram a violentar selvaticamente a jovem. Só isso por si um acto imperdoável. Eles fizeram-no com masoquismo e crueldade, despreocupados em a matar. Poucos sabem com detalhes como se deu a violação mas sabe-se que introduziram um objecto de metal na vagina da rapariga, rasgando-a toda por dentro.

Hoje o tribunal deu a sentença dos quatro que restaram destes agressores - aos quais as chamas do inferno já reservaram um lugar cativo para toda a eternidade: foram condenados ao enforcamento. São quatro porque um suicidou-se e outro, por ser menor foi condenado apenas a três anos de prisão.

Na índia a pena de morte é algo praticado com regularidade, e o enforcamento a mais usual. Mas digamos que é muito raro esta ser aplicada a um homem. São mais as mulheres que são, mesmo sem razões, condenadas. Claro que a defesa pode apelar, fazendo com que estas bestas ainda vivam muitos anos atrás das grades. Um dos acusados, como que ainda a sentir-se injustiçado por ser acusado de ter cometido um crime, ainda GRITOU depois da sentença que era INOCENTE!!

É outro grave problema da cultura e da sociedade indiana: nenhum homem, educado como foi de que é superior, não se vê a si mesmo como tendo praticado algum mal. Acha sempre que tudo o que faz é legítimo e de direito. São sempre "inocentes". Inocentes de assédio, de rapto, de tentativas de assassinato, de atirar ácido, de imolar, de espancar.

Estes não vão reencarnar em coisa alguma!! E conspurcaram todos os antepassados. Cuspiram em cima. Nem de ratazanas voltam à terra. O que é deles está reservado e é eterno.


Veja o repugnante vídeo aqui, onde a familia de um dos acusados apenas reflecte o que os restantes familiares dos outros acusados e grande parte da sociedade indiana e masculina pensa: os rapazes são inocentes. Não fizeram mal algum. São o equivalente a anjinhos, seres do mais puro e bom que há. A rapariga morreu mas não foi ninguém responsável. Aconteceu simplesmente. E não tem qualquer importância. Porque era desfrutável, ousou sair à rua ao final da noite acompanhada de um homem e como tal fez por merecer.


Se não fosse o impacto MEDIATICO INTERNACIONAL deste caso, infelizmente estes violadores assassinos não receberiam nem um puxão de orelhas. Seriam livres e louvados. Blhac! Nojo! Quanto a mim vou sempre denunciar qualquer ataque aos mais básicos dos direitos humanos. Se eu acho que a Índia está a mudar ao aplicar leis mais justas? Hell no!! Está muito loooonge disso. Mas pode ser um pequeno passo.

E para que não esquecemos o principal, aqui fica o nome da vítima. Porque ela existiu e era uma estudante de fisioterapia a terminar a licenciatura. O seu maior desejo era ajudar os outros.


Jyoti Singh Pandey
(1989 - 2012)

A jovem universitária faleceu no hospital Mount Elizabeth, em Singapura, devido a "uma infecção nos pulmões e no abdómen e a uma lesão cerebral grave".

Desde então muitos outros casos de estupro violento e colectivo continuam a ocorrer por toda a Índia, sendo que apenas alguns poucos chegam ao conhecimento internacional. Um desses foi o de uma jovem fotojornalista de 23 anos também acompanhada por um homem, algo que claramente não constitui qualquer tipo de segurança dissuadora. 

domingo, 8 de setembro de 2013

O bloguer não presta!

Criei um blogue "novo" que fala sobre actualidades. Assim sendo preciso que os comentários sejam

( a merda da internet foi abaixo e retirou seis ou sete parágrafos de texto escrito! bolas para isto. Estou farta! Caguei!)

Em suma: preciso de visitas para o blogue, não tinha, devia ter porque se trata de actualidades que as pessoas adoram comentar noutras plataformas. Tive a brilhante ideia de visitar 60 blogues onde tive a educação de ler e comentar todos eles, hoje vi que as estatísticas de leitores subiram para 135 ou algo assim, pensei Uau! Tantas pessoas me leram! Mas depois fui ver melhor e é tudo treta do bloguer. Dessas pessoas apenas 5 vieram de blogues que passei a tarde a visitar. NENHUM deixou um comentário. O restante são sites de SPAM, que ganham tráfego para si quando interferem com as estatísticas do NOSSO blogue. Assim descobri que não é boa ideia COMENTAR nos blogues dos outros, porque ao fazê-lo deixando o endereço do link do nosso blogue, é uma forma que estes spamers como o vampirestat têm para se introduzirem no TEU blogue.




Gaita para isto!
A google não presta como plataforma de bloguer, pois não aproxima os conteúdos do público-alvo. Existem "n" sites bons sem quaisquer comentários e "n" que são bosta com imensos. Para o TEMPO que isto consome - uma tarde INTEIRA, acho que estou a DESPERDIÇAR bué. Com todas estas horas tinha continuado a leitura do meu livro que tanto me estava a empolgar e tanto me apetecia continuar a ler. Mas como tinha de continuar o blogue e actualizar as actualidades, e tal, dediquei o MEU TEMPO a isso. Para quê, se ninguém lê ou comenta?

Vão à merda!
Agora entendo porquê o facebook é melhor!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Há blogues sobre TUDO mesmo!!

Encontrei este blogue quando pesquisava sobre um assunto que nada tinha a ver. Achei por demais interessante, ainda que um tanto repulsivo, há que admirar a coragem, ousadia e doideira do gajo/a que se presta a fotografar - quiçá a um ritmo diário, as suas poias e a postá-las na internet!!

Um autêntico poema! Arte e escultura com a vantagem de ser inodora!!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O estúpido anúncio da AXE

Sim, de facto uma mulher prefere ir a correr para os braços do primeiro parolo que lhe aparecer à frente fantasiado de astronauta do que ficar ao lado de um tipo que luta com tubarões para lhe salvar a vida. Dah!



terça-feira, 20 de agosto de 2013

Rússia, poder CORRUPTO


Não tinha ilusões quanto ao tipo de vida que um cidadão normal tem na Rússia mas o documentário "Rússia, Poder Corrupto" no canal Odisseia esta semana deixa a situação muito mais clara. Ditadura é pouco - para descrever o que por lá anda. A corrupção, violência e o abuso de todas as formas e sentidos são o pão de todo o dia por lá.

É uma pena. O povo devia ser livre mas vive há anos sobre um cajado de corrupção, opressão e violência. Isso não os torna pessoas iguais às outras, existe uma postura diferente de olhar a vida. Sofrem bastante aqueles que são injustamente incriminados pelas milícias e vão parar à prisão, onde, logo à chegada, são negociados por dinheiro, fisicamente agredidos e molestados. A TORTURA até à morte é comum.

Até quando? Neste mundo tantos têm de sofrer e ser privados do bem mais essencial à sua sobrevivência - a liberdade.
Pussy Riot - uma banda feminina de rock Russa que se dedica à provocação política
Alguns elementos da banda foram presas em 2012 com pena de dois anos, por vandalismo e ódio religioso

Numa ocasião de passagem de ano privei com um grupo de pessoas oriundas da Rússia e quando lhes fui oferecer as passas para os 12 desejos, recusaram, dizendo que na Rússia não tinham aqueles rituais. Respondi que também não tinha esse costume mas que estava disposta a experimentar e voltei a oferecer as passas, que recusaram, algo jucozamente, dizendo-me que jamais ia conseguir entender a diferença. Tinha visto reportagens suficientes - e tinha sensibilidade suficiente para entender possíveis razões para a frieza e o distanciamento que me foi revelado e que já tinha identificado como uma forma de ser natural das pessoas oriundas daquele país. Não é à toa que o «êxodo» de jovens da Rússia continua a ser uma realidade desde os tempos da Guerra Fria. Se tiverem uma possibilidade, qualquer que seja, qualquer cidadão foge à procura da sua liberdade e de melhores condições de vida. As jovens mulheres encontraram o método mais milenar que existe: o casamento. E colocam-se na internet em busca de marido estrangeiro - qualquer coisa lhes serve, desde que seja aquele o passaporte para a saída do país. Estão dispostas a venderem-se porque qualquer eventualidade lhes parece melhor do que o que têm por ali. Ali todos temem tudo e alguma coisa. E com razão para isso. Mas mesmo já longe e bem sucedidos, é difícil fazer a adaptação mental e social quando se herdam nos genes 100 anos de tirania e opressão. É um processo demorado.