Sabem o que é um falaj? Pois, eu também não sabia direito embora já tivesse escutado o termo, mas um documentário do discovery worldcase "explicou" mais ou menos do que se trata. Os "falaj" tanto são uma coisa como o conhecimento de uns poucos homens. Nos Emirados Árabes, terra deserta, onde vão eles descobrir água? Pelos vistos aquela terra foi mais abençoada por petróleo do que por água fresca. Mas os falaj são uns tantos homens que através dos conhecimentos herdados pelos antepassados descobrem fontes de água no meio do solo do deserto. Aprendem a gerir o que têm e implementam um sistema de irrigação que conduz a água subterrânea que provém das chuvas nas montanhas até às populações que dela necessitam. A este sistema de gestão e irrigação de água por canais manuais se chama "falaj".
O surpreendente no documentário foi ver estes homens que herdaram os conhecimentos da técnica - e que por isso são importantes, tiveram de abrir um buraco no deserto, mergulhar até o lençol de água subterrâneo e esburacar a fonte de origem da água, para depois dizerem que todo o processo vai levar 3 MESES a ser concluído. Porque dali a dois teriam de regressar para ver se a fonte (poço) continua a jorrar - pareceu-me. E eu senti que era uma piada. Aqueles homem com cinzel e martelo a abrir com ferramentas básicas um acesso a uma fonte de água levam 3 meses a fazê-lo. E o mundo civilizado, industrializado, nas grandes cidades, por vezes parece que precisa de anos para tapar um "buraco" algures num cano que sabem onde está localizado.
Depois o programa mostrou como aquela mega-cidade dos Emirados Árabes consegue a sua água de consumo. Afinal, estamos ainda a falar do deserto. É sempre deserto por aquelas bandas e nada muda isso. Então, de onde Dubai consegue a sua água? Do mar!! Uma central de dessanilização remove o sal da água do oceano e transforma-a em água doce. Mas os especialistas estão a estudar uma hipótese ainda mais revolucionária: fazer água doce a partir da condensação. Aquilo que aprendemos na escola primária que é o ciclo da água. Ou seja: com o calor a água evapora, eleva-se e condensa-se no ar, acabando por regressar em forma de chuva. E a chuva, tirando as primeiras caídas, é água doce. E então o que os engenheiros estão a procurar fazer num país onde a existência do CALOR não é o problema, é aproveitar para criar uma mega-estufa que vá produzir água-doce. Estão convictos que isto vai revolucionar o mundo e o consumo de água. É aguardar para ver.
Claro que, água pura só existe enquanto os oceanos não forem poluídos - com radioactividade, por exemplo. Se poluírem os oceanos então não há método ou engenho que nos salve. Morreremos todos em poucos dias, tal e qual aconteceu aos dinossauros. Ficaremos extintos. O reino neste planeta conhecerá então outro ciclo e outro género de habitantes.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
domingo, 18 de agosto de 2013
As crianças de Chernobyl e a fragilidade do mundo
Li a reportagem sobre crianças de Chernobyl acolhidas por famílias portuguesas durante as férias na revista do CM deste Domingo. Mas pelos vistos a prática já é antiga, remota pelo menos ao ano de 2010.
Aquela que é uma das MAIORES tragédias do planeta tinha andado a povoar a minha mente recentemente. Um dia reflectia na sorte que temos - todos nós - por podermos sair à rua e apanhar chuva, beber e comer daquilo que a terra nos dá. Este pensamento surgiu no decorrer da lembrança do incidente na praia este verão, com água do mar contaminada que causou aos banhistas problemas de pele e um grande susto.
Agradeci a sorte que temos em ter águas boas para nadar. Em viver neste "jardim" e temi pelo que temos, já que tudo é tão frágil. Se a humanidade não tiver muito respeito, tudo desaparece. Foi aí que me lembrei da existência da radioactividade - alguma dela largada em contentores no fundo do oceano. Sujeita à sorte, aos terramotos e maremotos. No Japão um terramoto QUASE repetiu a tragédia de Chernobyl. E por tantos outros locais deste mundo a eminência de uma catástrofe já esteve bem perto. A humanidade não devia sequer correr este risco. Portugal não tem nenhuma central nuclear - apesar de terem existido planos governamentais neste sentido. Mas não importa muito se tem ou não tem. Espanha tem pelo menos uma, mesmo aqui na fronteira. Apontaram-ma quando há muitos anos passei por lá, adolescente, rumo a uma visita de estudo.
Se um dia contaminarem as águas dos Oceanos, morremos todos. É o fim da humanidade. A humanidade não se pode dar ao privilégio de destruir desta forma irremediável o planeta onde vive. O exemplo já existe - infelizmente. Muitas zonas da antiga União Soviética - não só nas redondezas de Chernobyl - lençóis de água estão contaminados. Quando chove a água é radioactiva. Tudo ali é morte, vai dar à morte, é uma auto-estrada para a morte. A onda radioactiva se estendeu ao pirinéus, chegou a outros países. É uma grande porção deste planeta que virou MORTE num instante. Está contaminado de morte invisível e assim permanecerá por milhares de anos.
Segundo a reportagem na revista do Correio da Manhã, durante umas quatro, seis ou mais semanas, estas crianças são acolhidas por famílias voluntárias que assistem a olhos vistos às melhorias físicas, motoras e orgânicas destas crianças. O cabelo fino e baço ganha brilho e um tom mais saudável e as feridas que não cicatrizam desaparecem. O que as crianças mais aproveitam de Portugal é a comida. Uma mãe de acolhimento conta como num dia as duas crianças que acolheu devoraram 20 iogurtes do frigorífico. É obra! Mas dá uma percepção do quanto no dia a dia a alimentação destas crianças é limitada e restrita a certos alimentos. Derivados de leite é um exemplo de produto de difícil consumo em Chernobyl. Queijos, iogurtes, provavelmente manteigas e leite em si - alimentos que são a base de roda alimentar, são perigosos se consumidos por aquelas bandas. Na reportagem ficamos com a sensação que estas crianças aproveitam ao máximo a possibilidade que lhes é dada, adoram devorar comida como se não houvesse amanhã e desconhecem a fronteira de espaço privado do espaço público de zonas alimentares, não colocando diferenças de comportamento entre a cozinha de casa e a de um restaurante. Existe uma certa barreira que não é só linguística, é cultural, social e circunstancial, mas que é ultrapassada com facilidade.
Estas crianças nem eram nascidas quando a tragédia se deu. Provavelmente em 1986, seus pais eram as crianças na altura. Mas aos poucos, vivendo e comendo dos frutos daquele chão, ninguém fica imune à presença de sintomas derivados ao envenenamento radioactivo. Os efeitos da catástrofe vieram para atravessar muitas gerações - isso é incontornável. Os primeiros a nascer na zona sofreram horrores, mutações, abandono à própria sorte, as crianças e adultos tinham esperança média de vida de um máximo de 30 anos, se tanto, sensivelmente. As mulheres abortavam, não seguravam gravidezes e os problemas de cancro na tiróide escalam para o absurdo. Existe muita doença em Chernobyl e o fantasma da morte paira sobre aquela região. É tão lamentável que isto tenha ocorrido. Isto e a bomba de Hiroshima, e todas as potenciais "bombas" camufladas em centrais nucleares que existem por todo o planeta - vulneráveis que estão, como todas as construções humanas, à força da NATUREZA e ao ERRO HUMANO.
Outra razão porque Chernobyl andava a pairar na minha mente deveu-se a ler isto: Pesquisava uma informação mais fundamentada sobre o terceiro segredo de Fátima e as aparições e ao me informar melhor fiquei surpresa. Não fazia ideia que o segundo desejo de Maria era a conversão da Rússia ao catolicismo. Se tal acontecesse, evitar-se-ia muito sofrimento humano, uma segunda Guerra Mundial e a humanidade ia entrar num longo período de paz. Numa aparição à já Irmã Lúcia, Maria terá dito que esta precisava transmitir a sua mensagem ao alto poder da igreja através dos seus superiores. Algures no percurso a vontade de Maria não foi escutada e esta lamentou e chorou o destino da Rússia e da humanidade. E não conheço nada PIOR que tenha acontecido na zona da Rússia que a explosão do contentor de radioactividade da central nuclear. Claro, teve o comunismo, que foi até o detonador das faltas de condições de segurança em Chernobyl, a ditadura que ainda perdura, os conflitos entre as pessoas sem respeito pela vida, com mortes e lutas por poder e extensos problemas de generacionismo e adaptação. Ao mesmo tempo que tudo isto pode ser coincidência, também pode não ser. Na altura das aparições - é preciso saber, atravessava-se a devastadora primeira Guerra Mundial. A irmã Lúcia só revelou este segundo segredo muitos anos depois, a fim de evitar a suposta chegada da segunda Guerra Mundial e trazer a paz à humanidade.
Algumas destas crianças visitam Portugal nas férias desde que a iniciativa começou, faz talvez cinco anos. Estas já falam um pouco melhor o Português, começam a criar raízes e têm afecto pelas famílias de acolhimento e vice versa. Quem sabe um dia, mais para a frente nos estudos, poderão virar as costas à zona beijada pela morte e vir viver onde a vida floresce? Todos deviam poder viver e crescer num local minimamente agradável. Seja na Rússia, aqui, na China, no Japão, no Irão, na Etiópia ou em África.
Aquela que é uma das MAIORES tragédias do planeta tinha andado a povoar a minha mente recentemente. Um dia reflectia na sorte que temos - todos nós - por podermos sair à rua e apanhar chuva, beber e comer daquilo que a terra nos dá. Este pensamento surgiu no decorrer da lembrança do incidente na praia este verão, com água do mar contaminada que causou aos banhistas problemas de pele e um grande susto.
Agradeci a sorte que temos em ter águas boas para nadar. Em viver neste "jardim" e temi pelo que temos, já que tudo é tão frágil. Se a humanidade não tiver muito respeito, tudo desaparece. Foi aí que me lembrei da existência da radioactividade - alguma dela largada em contentores no fundo do oceano. Sujeita à sorte, aos terramotos e maremotos. No Japão um terramoto QUASE repetiu a tragédia de Chernobyl. E por tantos outros locais deste mundo a eminência de uma catástrofe já esteve bem perto. A humanidade não devia sequer correr este risco. Portugal não tem nenhuma central nuclear - apesar de terem existido planos governamentais neste sentido. Mas não importa muito se tem ou não tem. Espanha tem pelo menos uma, mesmo aqui na fronteira. Apontaram-ma quando há muitos anos passei por lá, adolescente, rumo a uma visita de estudo.
Se um dia contaminarem as águas dos Oceanos, morremos todos. É o fim da humanidade. A humanidade não se pode dar ao privilégio de destruir desta forma irremediável o planeta onde vive. O exemplo já existe - infelizmente. Muitas zonas da antiga União Soviética - não só nas redondezas de Chernobyl - lençóis de água estão contaminados. Quando chove a água é radioactiva. Tudo ali é morte, vai dar à morte, é uma auto-estrada para a morte. A onda radioactiva se estendeu ao pirinéus, chegou a outros países. É uma grande porção deste planeta que virou MORTE num instante. Está contaminado de morte invisível e assim permanecerá por milhares de anos.
Segundo a reportagem na revista do Correio da Manhã, durante umas quatro, seis ou mais semanas, estas crianças são acolhidas por famílias voluntárias que assistem a olhos vistos às melhorias físicas, motoras e orgânicas destas crianças. O cabelo fino e baço ganha brilho e um tom mais saudável e as feridas que não cicatrizam desaparecem. O que as crianças mais aproveitam de Portugal é a comida. Uma mãe de acolhimento conta como num dia as duas crianças que acolheu devoraram 20 iogurtes do frigorífico. É obra! Mas dá uma percepção do quanto no dia a dia a alimentação destas crianças é limitada e restrita a certos alimentos. Derivados de leite é um exemplo de produto de difícil consumo em Chernobyl. Queijos, iogurtes, provavelmente manteigas e leite em si - alimentos que são a base de roda alimentar, são perigosos se consumidos por aquelas bandas. Na reportagem ficamos com a sensação que estas crianças aproveitam ao máximo a possibilidade que lhes é dada, adoram devorar comida como se não houvesse amanhã e desconhecem a fronteira de espaço privado do espaço público de zonas alimentares, não colocando diferenças de comportamento entre a cozinha de casa e a de um restaurante. Existe uma certa barreira que não é só linguística, é cultural, social e circunstancial, mas que é ultrapassada com facilidade.
Estas crianças nem eram nascidas quando a tragédia se deu. Provavelmente em 1986, seus pais eram as crianças na altura. Mas aos poucos, vivendo e comendo dos frutos daquele chão, ninguém fica imune à presença de sintomas derivados ao envenenamento radioactivo. Os efeitos da catástrofe vieram para atravessar muitas gerações - isso é incontornável. Os primeiros a nascer na zona sofreram horrores, mutações, abandono à própria sorte, as crianças e adultos tinham esperança média de vida de um máximo de 30 anos, se tanto, sensivelmente. As mulheres abortavam, não seguravam gravidezes e os problemas de cancro na tiróide escalam para o absurdo. Existe muita doença em Chernobyl e o fantasma da morte paira sobre aquela região. É tão lamentável que isto tenha ocorrido. Isto e a bomba de Hiroshima, e todas as potenciais "bombas" camufladas em centrais nucleares que existem por todo o planeta - vulneráveis que estão, como todas as construções humanas, à força da NATUREZA e ao ERRO HUMANO.
Outra razão porque Chernobyl andava a pairar na minha mente deveu-se a ler isto: Pesquisava uma informação mais fundamentada sobre o terceiro segredo de Fátima e as aparições e ao me informar melhor fiquei surpresa. Não fazia ideia que o segundo desejo de Maria era a conversão da Rússia ao catolicismo. Se tal acontecesse, evitar-se-ia muito sofrimento humano, uma segunda Guerra Mundial e a humanidade ia entrar num longo período de paz. Numa aparição à já Irmã Lúcia, Maria terá dito que esta precisava transmitir a sua mensagem ao alto poder da igreja através dos seus superiores. Algures no percurso a vontade de Maria não foi escutada e esta lamentou e chorou o destino da Rússia e da humanidade. E não conheço nada PIOR que tenha acontecido na zona da Rússia que a explosão do contentor de radioactividade da central nuclear. Claro, teve o comunismo, que foi até o detonador das faltas de condições de segurança em Chernobyl, a ditadura que ainda perdura, os conflitos entre as pessoas sem respeito pela vida, com mortes e lutas por poder e extensos problemas de generacionismo e adaptação. Ao mesmo tempo que tudo isto pode ser coincidência, também pode não ser. Na altura das aparições - é preciso saber, atravessava-se a devastadora primeira Guerra Mundial. A irmã Lúcia só revelou este segundo segredo muitos anos depois, a fim de evitar a suposta chegada da segunda Guerra Mundial e trazer a paz à humanidade.
Algumas destas crianças visitam Portugal nas férias desde que a iniciativa começou, faz talvez cinco anos. Estas já falam um pouco melhor o Português, começam a criar raízes e têm afecto pelas famílias de acolhimento e vice versa. Quem sabe um dia, mais para a frente nos estudos, poderão virar as costas à zona beijada pela morte e vir viver onde a vida floresce? Todos deviam poder viver e crescer num local minimamente agradável. Seja na Rússia, aqui, na China, no Japão, no Irão, na Etiópia ou em África.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Os dias ficam mais curtos...
Fico um tanto triste quando às 5h30 da manhã não oiço os pássaros a cantar nem tãopouco os primeiros raios do sol começam a aparecer. São agora 6h10 e sinto falta deste despertar. Ainda há poucas semanas o dia começava a clarear antes mesmo das seis da manhã. E os pássaros faziam questão de provar isso. O que me irritava o pombo que às 5h30 começava a palrar perto da janela, sendo o primeiro de uma sinfonia mais agradável de outras aves, principalmente andorinhas.

Até tive uma andorinha a entrar pela casa a dentro às 22h00 da noite! Pasma fiquei mas não há como me enganar: não era morcego, nem nada: era uma andorinha. Preta, pequena como que acabada de sair do ninho, rápida e energética. Após mais de uma centena de voltas pelo tecto consegui que rumasse para fora através da janela. Foi mesmo na véspera do dia em que a temperatura amenizou de excesso de calor para alguma chuvinha. Mudança esta que aguardo que regresse, pois o excesso de calor que desde sexta-feira se fez sentir não é saudável. São agora 6h25 e não há meio da claridade já estar a raiar pela janela, nenhum pássaro deu sinal de vida e só apenas uns pneus de automóvel fazem-se escutar pela estrada. O amanhecer está mais tardio, os dias ficam mais curtos. Anoitece mais cedo e amanhece mais tarde. As aves não começam a saudar o amanhecer tão cedo e imigram para o sono mais depressa. Oh, que pena!
Moro na cidade e posso escutar a natureza.
PS: Ah! 6h25 - primeiro piu de um pássaro! O amanhecer vem aí...
PS: Ah! 6h25 - primeiro piu de um pássaro! O amanhecer vem aí...
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domingo, 11 de agosto de 2013
TITANIC, verdades e omissões
De todos os filmes e mini-séries que vi feitos sobre o naufrágio do Titanic, aquele que considerei o mais repelente foi o de Cameron. Não pelos efeitos especiais e pela reconstrução - essa parte está bonita, mas pelas histórias patéticas e estereotipadas que inseriu no filme. Um gajo de arma na mão a perseguir e a disparar contra os amantes é do mais patético e ridículo que há quando a tragédia real está a acontecer. É mesmo de americano, querer meter cena de tiroteio em tudo. Algumas partes e ideias desse filme foram copiadas de um outro - o melhor que vi até agora "A night to Remember". E de FORA de todas as produções ficaram tantos FACTOS importantes que me surpreende ainda hoje que não haja uma única obra a reproduzir estes factos reais.
Eis alguns desses factos:
1) Frisar os efeitos da greve do carvão - essencial como combustível ao Titanic.
2) Retratar a quase colisão com um pequeno vapor SS New York logo na partida do porto do cais, pois o poder de sucção do enorme navio e a potência das hélices destruíram as amarras do vapor que ficou à deriva em rota de colisão com o Titanic, sendo o acidente evitado ao último minuto quando um outro vapor conseguiu segurar uma das amarras soltas, estava este a um metro do poderoso gigante.
3) Deviam incluir factos reais relatados por sobreviventes que estão registados em vídeo, pois esses factos são bem mais humanos e emotivos que um casal de namorados aos beijos. Alguns desses relatos contam que uma mulher (Edith Russel, que faz um relato impressionante do momento do impacto) se salvou porque tinha um porquinho que era uma caixa de música como objecto de afecto. Ao perceber que existia perigo - o que demorou a perceber, mandou que fossem buscar ao seu camarote o porquinho do qual não se queria separar. Havia sido presente da mãe, que já havia falecido. Mas ao ver a distância e a altura que a separavam do deck até ao bote salva-vidas recusou-se a saltar, com receio de falhar já que não estava nem trajada nem calçada para tal façanha. Um marinheiro tirou-lhe o porco debaixo do braço e atirou-o para dentro do bote dizendo: "Se não quer se salvar, então vou salvar o seu precioso porquinho!". Isto deu-lhe coragem e a mulher entrou no bote. Mais tarde, com a tragédia consumida, o porquinho musical, de pernas partidas pelo impacto, passou a noite toda a tocar música para distrair as crianças no bote. - Acho esta parte muito marcante e gostava de a ver inserida nos filmes. Qual terá sido a melodia que o porco tocou durante toda a escura noite?
Existem relatos de um membro da tripulação que foi avisar os colegas que dormiam no camarote para acordarem e tentarem escapar, pois o navio ia afundar. Os homens acharam que era larota - muitos ali, homens e mulheres, achariam o mesmo até o momento do navio se inclinar e da água começar a entrar. Mas estes irritados por não os deixar dormir, mandam-no embora e atiram-lhe com um livro para que se calasse. O rapaz deseja-lhes "boa noite", fecha a porta e deixa-os dormir. Outro caso é o de um rapaz que desceu pelas amarras. Nenhum filme mostra estas realidades. Nenhum filme foca o que deve ter sido o desespero dos primeiros a lidar com a tragédia - os trabalhadores nas caldeiras. Poucos filmes perdem tempo com a tripulação que trabalha no fundo do navio. E poucos frisam adequadamente a questão de existirem por perto OUTROS navios que podiam ter acudido o Titanic bem mais cedo que o Carphatia. Aliás, na altura em que o Titanic afundava e lançava foguetes de luz para o ar outro navio foi visto pelos passageiros mas logo se afastou. Que navio terá sido este que virou as costas a vidas humanas em perigo?
Eis alguns desses factos:
1) Frisar os efeitos da greve do carvão - essencial como combustível ao Titanic.
2) Retratar a quase colisão com um pequeno vapor SS New York logo na partida do porto do cais, pois o poder de sucção do enorme navio e a potência das hélices destruíram as amarras do vapor que ficou à deriva em rota de colisão com o Titanic, sendo o acidente evitado ao último minuto quando um outro vapor conseguiu segurar uma das amarras soltas, estava este a um metro do poderoso gigante.
3) Deviam incluir factos reais relatados por sobreviventes que estão registados em vídeo, pois esses factos são bem mais humanos e emotivos que um casal de namorados aos beijos. Alguns desses relatos contam que uma mulher (Edith Russel, que faz um relato impressionante do momento do impacto) se salvou porque tinha um porquinho que era uma caixa de música como objecto de afecto. Ao perceber que existia perigo - o que demorou a perceber, mandou que fossem buscar ao seu camarote o porquinho do qual não se queria separar. Havia sido presente da mãe, que já havia falecido. Mas ao ver a distância e a altura que a separavam do deck até ao bote salva-vidas recusou-se a saltar, com receio de falhar já que não estava nem trajada nem calçada para tal façanha. Um marinheiro tirou-lhe o porco debaixo do braço e atirou-o para dentro do bote dizendo: "Se não quer se salvar, então vou salvar o seu precioso porquinho!". Isto deu-lhe coragem e a mulher entrou no bote. Mais tarde, com a tragédia consumida, o porquinho musical, de pernas partidas pelo impacto, passou a noite toda a tocar música para distrair as crianças no bote. - Acho esta parte muito marcante e gostava de a ver inserida nos filmes. Qual terá sido a melodia que o porco tocou durante toda a escura noite?
Existem relatos de um membro da tripulação que foi avisar os colegas que dormiam no camarote para acordarem e tentarem escapar, pois o navio ia afundar. Os homens acharam que era larota - muitos ali, homens e mulheres, achariam o mesmo até o momento do navio se inclinar e da água começar a entrar. Mas estes irritados por não os deixar dormir, mandam-no embora e atiram-lhe com um livro para que se calasse. O rapaz deseja-lhes "boa noite", fecha a porta e deixa-os dormir. Outro caso é o de um rapaz que desceu pelas amarras. Nenhum filme mostra estas realidades. Nenhum filme foca o que deve ter sido o desespero dos primeiros a lidar com a tragédia - os trabalhadores nas caldeiras. Poucos filmes perdem tempo com a tripulação que trabalha no fundo do navio. E poucos frisam adequadamente a questão de existirem por perto OUTROS navios que podiam ter acudido o Titanic bem mais cedo que o Carphatia. Aliás, na altura em que o Titanic afundava e lançava foguetes de luz para o ar outro navio foi visto pelos passageiros mas logo se afastou. Que navio terá sido este que virou as costas a vidas humanas em perigo?
Heis os testemunhos REAIS de alguns sobreviventes.
(1957)
(parte dois)
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sábado, 10 de agosto de 2013
Outro exemplo do post anterior: sobre armas
Na televisão está a dar o programa 48 horas, no canal CBSreality. O caso relatado é o de Christopher Pittman, um rapaz de 12 anos que assassinou a tiro os avós. Depois incendiou o casarão e fugiu numa carrinha, tendo se cruzado com duas pessoas e então desabafado: "um negro matulão matou os meus avós, raptou-me, fugiu e eu consegui escapar".
O pai de Chris para as câmaras de televisão mostra o arsenal de armas da família e expressa o seu pesar pela arma que o filho usou para lhes assassinar os pais. Foi um presente dado pelo pai e agora estava apreendida como prova de crime. O pai do assassino e filho das vítimas só espera que a mesma lhe seja devolvida porque tem "special feellings" pelo objecto. A arma é-lhe próxima do coração e custa-lhe estar separada dela.
O puto tomava medicação e por isso a defesa defende que o rapaz estava sobre a influência dos anti-depressivos. Um especialista que APROVOU a introdução do medicamento no mercado foi testemunhar que, afinal, acredita que a droga podia provocar alucinações e pode levar qualquer adolescente a cometer actos de insanidade. (Parece-me que este homem não tem moral alguma para que a sua posição seja levada a sério, pois mais parece que muda de opinião conforme o lado que lhe pagar mais).
Porém o argumento da defesa não tem o peso desejado e o júri considerou que existem milhares de outras pessoas que também tomam a mesma droga e não viram assassinos. Condenou Christopher a 30 anos de prisão (pena mínima segundo a lei daquele estado). A família e os advogados da defesa revoltaram-se. "Como é que pode um juri em duas semanas condenar uma pessoa que não conhecem?!" - grita chorosa e desconsolada a irmã mais velha e já bem crescida de Christopher, muito indignada com o veredicto do júri e, pelos vistos, achando que este não tem legitimidade para chegar àquele veredicto.
E é assim que uma família se destrói e continua a optar por defender o que não tem defesa. Indignados que ficam com o sistema, ávidos se calhar até por vingança e retaliação. Ter o veredicto de inocência do rapaz pesou mais que o assassinato dos avós! No final do programa um clérigo pergunta:
- "Porque é que estas coisas acontecem? Porque é que isto aconteceu?"
Dah! Porque têm ARMAS!
A América é assim: uma nação apaixonada em primeiro lugar por ARMAS. Surpreende-me é que ainda existam pessoas com discernimento. A educação dos filhos é baseada na agressividade das armas. Qualquer raiva que lhes dê o arsenal doméstico está ali mesmo à mão para ser usado. É só esperar as pessoas adormecerem e ir lá com a arma e disparar - que foi o que Christopher fez ao avô e à avó. As armas são o meio mais prático que eles próprios têm para se exterminarem. Nem sei porquê se preocupam com essa possibilidade vir do terrorismo.
O pai de Chris para as câmaras de televisão mostra o arsenal de armas da família e expressa o seu pesar pela arma que o filho usou para lhes assassinar os pais. Foi um presente dado pelo pai e agora estava apreendida como prova de crime. O pai do assassino e filho das vítimas só espera que a mesma lhe seja devolvida porque tem "special feellings" pelo objecto. A arma é-lhe próxima do coração e custa-lhe estar separada dela.
O puto tomava medicação e por isso a defesa defende que o rapaz estava sobre a influência dos anti-depressivos. Um especialista que APROVOU a introdução do medicamento no mercado foi testemunhar que, afinal, acredita que a droga podia provocar alucinações e pode levar qualquer adolescente a cometer actos de insanidade. (Parece-me que este homem não tem moral alguma para que a sua posição seja levada a sério, pois mais parece que muda de opinião conforme o lado que lhe pagar mais).
Porém o argumento da defesa não tem o peso desejado e o júri considerou que existem milhares de outras pessoas que também tomam a mesma droga e não viram assassinos. Condenou Christopher a 30 anos de prisão (pena mínima segundo a lei daquele estado). A família e os advogados da defesa revoltaram-se. "Como é que pode um juri em duas semanas condenar uma pessoa que não conhecem?!" - grita chorosa e desconsolada a irmã mais velha e já bem crescida de Christopher, muito indignada com o veredicto do júri e, pelos vistos, achando que este não tem legitimidade para chegar àquele veredicto.
E é assim que uma família se destrói e continua a optar por defender o que não tem defesa. Indignados que ficam com o sistema, ávidos se calhar até por vingança e retaliação. Ter o veredicto de inocência do rapaz pesou mais que o assassinato dos avós! No final do programa um clérigo pergunta:
- "Porque é que estas coisas acontecem? Porque é que isto aconteceu?"
Dah! Porque têm ARMAS!
A América é assim: uma nação apaixonada em primeiro lugar por ARMAS. Surpreende-me é que ainda existam pessoas com discernimento. A educação dos filhos é baseada na agressividade das armas. Qualquer raiva que lhes dê o arsenal doméstico está ali mesmo à mão para ser usado. É só esperar as pessoas adormecerem e ir lá com a arma e disparar - que foi o que Christopher fez ao avô e à avó. As armas são o meio mais prático que eles próprios têm para se exterminarem. Nem sei porquê se preocupam com essa possibilidade vir do terrorismo.
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As orelhas furadas da filha de Gisele Bundchen
Os EUA é um país estranho e cheio de contradições onde nem sempre é fácil entender a lógica que os governa. Aparentemente a decisão da modelo Gisele Bundchen em furar as orelhas à filha (de sete meses) tem causado indignação a este povo. Porque para eles as meninas só furam as orelhas na pré-adolesncência.
É nisto que os americanos se superam a eles próprios.
1) As crianças não furam as orelhas - mas podem aprender a disparar armas de fogo.
2) As crianças não furam as orelhas - mas podem participar em concursos de miss e usar dentes postiços, cabelos postiços, peitos postiços, muita maquilhagem, sapatos de salto alto, brilhantes, fatos ousados e executar números exibicionistas de teor duvidoso e adulto como se estivessem num circo ou numa feira de gado e precisassem de ser coroadas o animal mais vistoso.
3) Os adolescentes não podem ingerir álcool até chegar aos 21 anos, mas podem tirar carta de condução e conduzir veículos de alta cilindrada aos 16 e disparar armas de fogo.
4) Os adolescentes não podem beber álcool até a idade maior de 21 anos, mas podem ir para missões estrangeiras cumprir serviço militar, pegar em armas e matar, com 18 ou 19 anos.
5) Os adolescentes não podem beber álcool até a idade maior de 21 anos mas a maioria por essa altura já tem uma vida sexual de se lhe tirar o chapéu.
Portanto, os EUA é um país à parte. Onde muita coisa não faz sentido. É praticamente amoral mas sem noção. É um local conquistado à força e com picos de brutalidade. Uma nação conquistada com muito derramamento de sangue. Uma nação apaixonada pelo porte de armas e pelo uso generalista das mesmas. E vão preocupar-se com uma criança que fura as orelhas...
HAJA FALTA DE NOÇÃO!!
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terça-feira, 6 de agosto de 2013
Orgasmo não genital
Estive a ver de relance um programa de TV (Strange Atractions - TLC) que aborda o tema dos orgasmos não genitais. E começa pela simples pergunta: Será que é mesmo possível?
Não preciso de ficar a perder tempo a pensar na questão para saber que é. A maioria das pessoas tende a pensar que o orgasmo é algo físico, quando na realidade é mental. E se é mental, então porque é que o cérebro não pode ser treinado a tê-los?
O cérebro é extraordinário. Ele consegue fazer a mão esquerda escrever pela vez da direita quando algo acontece. Ele faz a boca pintar. E a boca não foi feita para segurar um pincel, mergulhá-lo na tinta e conseguir pintar com minúcia uma paisagem. Então, se o cérebro é capaz disto tudo e muito mais, parece-me natural que consiga ser treinado para ter orgasmos.
Se é fácil? Creio que não! Deve dar um grande trabalhão e precisar de muito empenho - porque o cérebro sempre exige isso do corpo: que treine até se aperfeiçoar. Mas impossível? Claro que não.
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Procurando uma ilustração sobre o tema encontrei links de utilidade: 1, 2, 3.
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Não preciso de ficar a perder tempo a pensar na questão para saber que é. A maioria das pessoas tende a pensar que o orgasmo é algo físico, quando na realidade é mental. E se é mental, então porque é que o cérebro não pode ser treinado a tê-los?
O cérebro é extraordinário. Ele consegue fazer a mão esquerda escrever pela vez da direita quando algo acontece. Ele faz a boca pintar. E a boca não foi feita para segurar um pincel, mergulhá-lo na tinta e conseguir pintar com minúcia uma paisagem. Então, se o cérebro é capaz disto tudo e muito mais, parece-me natural que consiga ser treinado para ter orgasmos.
Se é fácil? Creio que não! Deve dar um grande trabalhão e precisar de muito empenho - porque o cérebro sempre exige isso do corpo: que treine até se aperfeiçoar. Mas impossível? Claro que não.
Procurando uma ilustração sobre o tema encontrei links de utilidade: 1, 2, 3.
Etiquetas:
cérebro,
orgasmos não genital,
sexo
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