segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Os dias ficam mais curtos...

Fico um tanto triste quando às 5h30 da manhã não oiço os pássaros a cantar nem tãopouco os primeiros raios do sol começam a aparecer. São agora 6h10 e sinto falta deste despertar. Ainda há poucas semanas o dia começava a clarear antes mesmo das seis da manhã. E os pássaros faziam questão de provar isso. O que me irritava o pombo que às 5h30 começava a palrar perto da janela, sendo o primeiro de uma sinfonia mais agradável de outras aves, principalmente andorinhas. 

Até tive uma andorinha a entrar pela casa a dentro às 22h00 da noite! Pasma fiquei mas não há como me enganar: não era morcego, nem nada: era uma andorinha. Preta, pequena como que acabada de sair do ninho, rápida e energética. Após mais de uma centena de voltas pelo tecto consegui que rumasse para fora através da janela. Foi mesmo na véspera do dia em que a temperatura amenizou de excesso de calor para alguma chuvinha. Mudança esta que aguardo que regresse, pois o excesso de calor que desde sexta-feira se fez sentir não é saudável. São agora 6h25 e não há meio da claridade já estar a raiar pela janela, nenhum pássaro deu sinal de vida e só apenas uns pneus de automóvel fazem-se escutar pela estrada. O amanhecer está mais tardio, os dias ficam mais curtos. Anoitece mais cedo e amanhece mais tarde. As aves não começam a saudar o amanhecer tão cedo e imigram para o sono mais depressa. Oh, que pena!

Moro na cidade e posso escutar a natureza.
PS: Ah! 6h25 - primeiro piu de um pássaro! O amanhecer vem aí...

domingo, 11 de agosto de 2013

TITANIC, verdades e omissões

De todos os filmes e mini-séries que vi feitos sobre o naufrágio do Titanic, aquele que considerei o mais repelente foi o de Cameron. Não pelos efeitos especiais e pela reconstrução - essa parte está bonita, mas pelas histórias patéticas e estereotipadas que inseriu no filme. Um gajo de arma na mão a perseguir e a disparar contra os amantes é do mais patético e ridículo que há quando a tragédia real está a acontecer. É mesmo de americano, querer meter cena de tiroteio em tudo. Algumas partes e ideias desse filme foram copiadas de um outro - o melhor que vi até agora "A night to Remember". E de FORA de todas as produções ficaram tantos FACTOS importantes que me surpreende ainda hoje que não haja uma única obra a reproduzir estes factos reais.

Eis alguns desses factos:
1) Frisar os efeitos da greve do carvão - essencial como combustível ao Titanic.
2) Retratar a quase colisão com um pequeno vapor SS New York logo na partida do porto do cais, pois o poder de sucção do enorme navio e a potência das hélices destruíram as amarras do vapor que ficou à deriva em rota de colisão com o Titanic, sendo o acidente evitado ao último minuto quando um outro vapor conseguiu segurar uma das amarras soltas, estava este a um metro do poderoso gigante.

3) Deviam incluir factos reais relatados por sobreviventes que estão registados em vídeo, pois esses factos são bem mais humanos e emotivos que um casal de namorados aos beijos. Alguns desses relatos contam que uma mulher (Edith Russel, que faz um relato impressionante do momento do impacto) se salvou porque tinha um porquinho que era uma caixa de música como objecto de afecto. Ao perceber que existia perigo - o que demorou a perceber, mandou que fossem buscar ao seu camarote o porquinho do qual não se queria separar. Havia sido presente da mãe, que já havia falecido. Mas ao ver a distância e a altura que a separavam do deck até ao bote salva-vidas recusou-se a saltar, com receio de falhar já que não estava nem trajada nem calçada para tal façanha. Um marinheiro tirou-lhe o porco debaixo do braço e atirou-o para dentro do bote dizendo: "Se não quer se salvar, então vou salvar o seu precioso porquinho!". Isto deu-lhe coragem e a mulher entrou no bote. Mais tarde, com a tragédia consumida, o porquinho musical, de pernas partidas pelo impacto, passou a noite toda a tocar música para distrair as crianças no bote. - Acho esta parte muito marcante e gostava de a ver inserida nos filmes. Qual terá sido a melodia que o porco tocou durante toda a escura noite?

Existem relatos de um membro da tripulação que foi avisar os colegas que dormiam no camarote para acordarem e tentarem escapar, pois o navio ia afundar. Os homens acharam que era larota - muitos ali, homens e mulheres, achariam o mesmo até o momento do navio se inclinar e da água começar a entrar. Mas estes irritados por não os deixar dormir, mandam-no embora e atiram-lhe com um livro para que se calasse. O rapaz deseja-lhes "boa noite", fecha a porta e deixa-os dormir.  Outro caso é o de um rapaz que desceu pelas amarras. Nenhum filme mostra estas realidades. Nenhum filme foca o que deve ter sido o desespero dos primeiros a lidar com a tragédia - os trabalhadores nas caldeiras. Poucos filmes perdem tempo com a tripulação que trabalha no fundo do navio. E poucos frisam adequadamente a questão de existirem por perto OUTROS navios que podiam ter acudido o Titanic bem mais cedo que o Carphatia. Aliás, na altura em que o Titanic afundava e lançava foguetes de luz para o ar outro navio foi visto pelos passageiros mas logo se afastou. Que navio terá sido este que virou as costas a vidas humanas em perigo?

Heis os testemunhos REAIS de alguns sobreviventes.


(1957)

(parte dois)


sábado, 10 de agosto de 2013

Outro exemplo do post anterior: sobre armas

Na televisão está a dar o programa 48 horas, no canal CBSreality. O caso relatado é o de Christopher Pittman, um rapaz de 12 anos que assassinou a tiro os avós. Depois incendiou o casarão e fugiu numa carrinha, tendo se cruzado com duas pessoas e então desabafado: "um negro matulão matou os meus avós, raptou-me, fugiu e eu consegui escapar".

O pai de Chris para as câmaras de televisão mostra o arsenal de armas da família e expressa o seu pesar pela arma que o filho usou para lhes assassinar os pais. Foi um presente dado pelo pai e agora estava apreendida como prova de crime. O pai do assassino e filho das vítimas só espera que a mesma lhe seja devolvida porque tem "special feellings" pelo objecto. A arma é-lhe próxima do coração e custa-lhe estar separada dela.

O puto tomava medicação e por isso a defesa defende que o rapaz estava sobre a influência dos anti-depressivos. Um especialista que APROVOU a introdução do medicamento no mercado foi testemunhar que, afinal, acredita que a droga podia provocar alucinações e pode levar qualquer adolescente a cometer actos de insanidade. (Parece-me que este homem não tem moral alguma para que a sua posição seja levada a sério, pois mais parece que muda de opinião conforme o lado que lhe pagar mais).

Porém o argumento da defesa não tem o peso desejado e o júri considerou que existem milhares de outras pessoas que também tomam a mesma droga e não viram assassinos. Condenou Christopher a 30 anos de prisão (pena mínima segundo a lei daquele estado). A família e os advogados da defesa revoltaram-se. "Como é que pode um juri em duas semanas condenar uma pessoa que não conhecem?!" - grita chorosa e desconsolada a irmã mais velha e já bem crescida de Christopher, muito indignada com o veredicto do júri e, pelos vistos, achando que este não tem legitimidade para chegar àquele veredicto.

E é assim que uma família se destrói e continua a optar por defender o que não tem defesa. Indignados que ficam com o sistema, ávidos se calhar até por vingança e retaliação. Ter o veredicto de inocência do rapaz pesou mais que o assassinato dos avós! No final do programa um clérigo pergunta:
- "Porque é que estas coisas acontecem? Porque é que isto aconteceu?"

Dah! Porque têm ARMAS!

A América é assim: uma nação apaixonada em primeiro lugar por ARMAS. Surpreende-me é que ainda existam pessoas com discernimento. A educação dos filhos é baseada na agressividade das armas. Qualquer raiva que lhes dê o arsenal doméstico está ali mesmo à mão para ser usado. É só esperar as pessoas adormecerem e ir lá com a arma e disparar - que foi o que Christopher fez ao avô e à avó. As armas são o meio mais prático que eles próprios têm para se exterminarem. Nem sei porquê se preocupam com essa possibilidade vir do terrorismo.

As orelhas furadas da filha de Gisele Bundchen

Os EUA é um país estranho e cheio de contradições onde nem sempre é fácil entender a lógica que os governa. Aparentemente a decisão da modelo Gisele Bundchen em furar as orelhas à filha (de sete meses) tem causado indignação a este povo. Porque para eles as meninas só furam as orelhas na pré-adolesncência.

É nisto que os americanos se superam a eles próprios. 
1) As crianças não furam as orelhas - mas podem aprender a disparar armas de fogo.
2) As crianças não furam as orelhas - mas podem participar em concursos de miss e usar dentes postiços, cabelos postiços, peitos postiços, muita maquilhagem, sapatos de salto alto, brilhantes, fatos ousados e executar números exibicionistas de teor duvidoso e adulto como se estivessem num circo ou numa feira de gado e precisassem de ser coroadas o animal mais vistoso.
3) Os adolescentes não podem ingerir álcool até chegar aos 21 anos, mas podem tirar carta de condução e conduzir veículos de alta cilindrada aos 16 e disparar armas de fogo.
4) Os adolescentes não podem beber álcool até a idade maior de 21 anos, mas podem ir para missões estrangeiras cumprir serviço militar, pegar em armas e matar, com 18 ou 19 anos. 
5) Os adolescentes não podem beber álcool até a idade maior de 21 anos mas a maioria por essa altura já tem uma vida sexual de se lhe tirar o chapéu. 

Pai americano ensina filha de quatro anos a usar arma personalizada de cor-de-rosa!
(armas reais feitas para crianças)

(Mas ai dela que fure as orelhas!
Não é correto furar as orelhas mas pode ser vestida
como se fosse uma prostituta para participar em concursos de "talentos".)

Portanto, os EUA é um país à parte. Onde muita coisa não faz sentido. É praticamente amoral mas sem noção. É um local conquistado à força e com picos de brutalidade. Uma nação conquistada com muito derramamento de sangue. Uma nação apaixonada pelo porte de armas e pelo uso generalista das mesmas. E vão preocupar-se com uma criança que fura as orelhas...

HAJA FALTA DE NOÇÃO!!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Orgasmo não genital

Estive a ver de relance um programa de TV (Strange Atractions - TLC) que aborda o tema dos orgasmos não genitais. E começa pela simples pergunta: Será que é mesmo possível?

Não preciso de ficar a perder tempo a pensar na questão para saber que é. A maioria das pessoas tende a pensar que o orgasmo é algo físico, quando na realidade é mental. E se é mental, então porque é que o cérebro não pode ser treinado a tê-los?

O cérebro é extraordinário. Ele consegue fazer a mão esquerda escrever pela vez da direita quando algo acontece. Ele faz a boca pintar. E a boca não foi feita para segurar um pincel, mergulhá-lo na tinta e conseguir pintar com minúcia uma paisagem. Então, se o cérebro é capaz disto tudo e muito mais, parece-me natural que consiga ser treinado para ter orgasmos.

Se é fácil? Creio que não! Deve dar um grande trabalhão e precisar de muito empenho - porque o cérebro sempre exige isso do corpo: que treine até se aperfeiçoar. Mas impossível? Claro que não.

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 Procurando uma ilustração sobre o tema encontrei links de utilidade: 1, 2, 3.
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O esquecimento de Daniel Chong

A propósito da notícia sobre o jovem americano de 25 anos que foi mantido numa cela de cadeia por quatro dias, sem água ou comida, porque se esqueceram dele. Vai receber uma indemnização de 3 milhões e tanto de euros. Sabem o que penso? É pouco.

Depois de reflectir na situação que o colocou à beira de uma horrorosa morte, julgo que é pouco. Principalmente se vai sofrer as consequências disto para o resto da vida em termos de saúde, em termos de funcionamento dos rins - que são um órgão tão vital para toda a estrutura orgânica do corpo humano.

Numa primeira impressão pode parecer muito dinheiro. Principalmente por ter sido preso no decorrer de um flagrante de drogas e se a saúde tiver se recuperado por inteiro sem sequelas para a vida. Mas tendo em vista o que pode ter sido o padecimento do estudante Daniel Chong e a incerteza do estabelecimento do seu estado de saúde ao ponto em que se encontrava antes do encarceramento, não me parece suficiente.

PS: quem paga? O povo?

domingo, 14 de julho de 2013

Worten LAB

Faz muitos anos que desconfio que uma ida a uma grande superfície adquirir um produto electrónico não significa que vamos comprar algo acabado de ser embalado na loja directamente para as mãos do consumidor.

A Worten LAB é um sistema que permite através de inscrição, que o potencial comprador experimente em casa, durante 1 MÊS, um dos produtos seleccionados para que possa partilhar depois a experiência. É uma espécie de promoção, publicidade do próprio cliente ao produto, o que pode conduzir ao seu maior consumo. Ao final do mês, os produtos usados devem ser devolvidos.

Ora, claro está. São devolvidos, pois são. Para as prateleiras. Alguém os vai comprar. Tiveram UM MÊS de uso na casa de alguém, voltam para a "recauchutagem" e operação cosmética "quase de fábrica" e alguém vai comprar.


Talvez esteja aqui a EXPLICAÇÃO para o facto de fazer vários anos que não consigo comprar um equipamento electrónico que se perceba realmente novo, embalado de fábrica. Já aqui devo ter contado a minha história: devolução de equipamento por estar danificado, com mossas, riscos, mal encaixado, sem um parafuso, dedadas gordurosíssimas e suportes técnicos no seu anterior - como dvds, cds, etc. 


Já nada vem embaladinho em saquinhos fechados hermeticamente em sacos da marca! Aparelho que tiver comando remoto já tem pilhas no interior. Se não tiver, é mero pormenor, também não vem embalado de forma a se perceber convictamente que não foi previamente usado. Enfim. Comigo tem sido assim quando se trata de grandes aparelhos electrónicos e tenho visto cada vez mais bloggers se queixarem de passar pelo mesmo na compra de outros equipamentos. 

Acredito mesmo que quase nada nos chega às mãos saído da fábrica, sem outros manuseamentos. E ter descoberto este serviço que a Worten Lab presta - empréstimos de equipamento - só veio dar um nome a uma prática que julgo comum.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Toca sempre mais que uma vez...

DIZEM que as celebridades é que têm tudo.
Acha-se que a vida lhes corre sempre bem e de uma forma maravilhosa.

Até acredito que muitas vezes possa ser mas nunca consegui deixar de ver um ser humano igual a outro qualquer em nenhuma celebridade. E quando digo isto quero dizer que também têm angustias, sofrimentos, inseguranças e tudo o que aflige toda a gente. Dinheiro e bajulação não muda isso! Pelo menos, não muda as pessoas decentes. O problema é que algumas pessoas vêm apenas o lado "cosmético" da celebridade, o lado "populucho" e oco, muitas vezes reforçado por reality shows de tanga. 



Pierce e a primeira esposa,
Cassandra Harris
Aqui há uns anos, para os que se lembram, Pierce Brosnan foi notícia por apoiar a sua esposa, que sofria de cancro dos ovários. Eventualmente e apesar de todos os esforços, celebridade ou não, o actor teve de passar pela perda. A mulher morreu, tendo certamente passado muito mal até o fim se lhe apresentar. Isto é algo que marca qualquer pessoa - julgo eu, não importa quem passe por isto. Agora abri uma revista e foi com pesar que li uma nota que informava que o actor passou novamente por outra perda. Desta vez foi a FILHA dos dois, que tinha apenas 41 anos, a falecer da mesma doença que vitimou a mãe.

O CANCRO é terrível. É uma doença que vive dentro do organismo e pode ativar a qualquer altura. É como viver com uma bomba-relógio. Imaginem Pierce, que passou por isso com a esposa em 1991, ter de passar novamente agora em 2013, com uma filha. Aquela doença deve assombrá-lo. Devia temê-la, temer voltar a ter de lidar com ela e ter de passar por tudo novamente. Porque quem acompanha diante da sua impotência sofre também, muito, porque tudo o que se tente fazer, sejamos francos, a "tipa" volta e meia regressa e acaba por levar a dela adiante. É uma sentença de morte que vive "adormecida" nos genes. Pode ser adiada por muito tempo, por pouco tempo, por nenhum tempo. Mas parece que nunca abandona ninguém. 

Angelina com a mãe. Tem a quem sair... :)
Aqui à uns tempos muitos comentaram a opção de Angelina Jolie em fazer uma dupla mastectomia para reduzir a incidência de cancro. Para quem também se lembra, a actriz sofreu bastante e ficou muito marcada com a doença da mãe, que acabou por falecer em 2007, após 10 anos de luta contra o cancro. 
Ler este artigo, que apresenta os
números de afetados em Portugal
e explica muito sobre o caso
Desde o instante em que se soube portadora do mesmo gene e, portanto, de vir a sofrer do mesmo mal que Angelina  vive a vida digamos que "como se fosse o último dia", vive sem hesitar tanto cometer riscos, aproveitar enquanto cá está com saúde... Depois de perceber isso entendi que a sua opção não tem, na realidade, nada de extraordinário. É uma decisão racional e lógica. Diante dos factos, dos números, remover os seios foi como amputar um membro quando este começa a gangrenar. Não há realmente grandes hipóteses. Ou tens coragem para ser racional ou te agarras ao sentimentalismo. Por na balança as consequências de uma e outra decisão e pronto. A resposta fica mais ou menos clara. Com muitos filhos para cuidar, Angelina deve ter pensado o bom que seria cá estar para ver estes crescerem e virarem também eles pais e mães de família. O tormento de se estar a aproximar da idade com que a mãe foi diagnosticada deve ter sido a causa daquela altura em que ela andava com uma aparência cadavérica, excesso de magreza e ar depadecimento. Agora deve se sentir muito mais descansada. Fazia anos que aquilo era uma espada sobre a sua cabeça e agora deve estar mais leve.


Reynaldo com o pai, altura em que
ambos vendiam saúde
Mais recentemente e num exemplo que fala português, soubemos do caso de Reynaldo Gianecchini, que há pouco esteve em Portugal para promover uma sua biografia. O ator soube estar a sofrer de cancro o ano passado, submeteu-se aos tratamentos que a medicina tem para oferecer para combater a doença e conseguiu curar-se, ou, pelo menos, adiar mais uns anos a inadiável partida de todos nós. Mas pelo caminho ele perdeu o pai, para a mesma doença. O pai que já havia sofrido desse mal voltou a reincidir, tanto quanto sei, e dessa vez não conseguiu dar mais luta que a própria doença. 


Falo desta doença com a sorte de não ter tido ninguém próximo na família a sofrer dela. Quando era menina soube que existia e conheci crianças que a tinham. Curaram-se. Soube de muitas doenças quando era criança por ter um parente que acabava por lidar com as mesmas, ainda que indirectamente. Soube mais tarde de um ramo da família mais afastado que veio a sofrer com a mesma. A pessoa curou-se e, por ironia ou não, é agora a única sobrevivente de uma família de muitos em que outras pessoas vieram a falecer antes sem que ninguém contasse com esse desfecho. A vida ninguém sabe mesmo quando vai terminar. Mas esta doença é muito ingrata. Vejo-a assim. É algo silencioso que vai nos genes. E não há meio da ciência e da biologia arranjarem uma forma de erradicá-la. Tanta doença que o homem já conseguiu combater! Tanta que cuja fatalidade já reduziu ao ponto de poucos se preocuparem em as apanhar. Acho que esta era a que mais gostaria de saber que foi encontrada uma cura. Faz anos que anseio por essa descoberta - cada vez que oiço falar em progressos ou numa grande doação monetária para a causa. E se um dia os geneticistas descobrirem uma forma de remover esse "gene" do código de ADN antes de uma criança nascer - como já se faz algo parecido com pais com AIDS que querem constituir família mas como é óbvio, não querem colocar no mundo uma criança já condenada, se isso é possível para algumas doenças, tomara que venha a ser com esta também. Caso contrário as pessoas deviam saber atempadamente com o que contar. E a partir daí decidir se querem correr o risco de colocar no mundo filhos biológicos que podem vir a falecer cedo dessa doença. A preocupação de Jolie - que demorou até ter filhos próprios, a preocupação de quaisquer pais que vêm uma doença como esta chegar ao seu seio familiar.

Edward Snowden - toca o assobio

Algumas pessoas passam por esta vida sem levantar muitas ondas. Outras em tenra idade são já procuradas e têm a vida em risco. É o caso de Edward Snowden, um homem com cara de míudo que, com apenas 30 anos, procura asilo político.

O seu crime? Bem, o seu crime foi ter ido a um órgão de comunicação social dizer o que muita gente já sabe: tudo o que uma pessoa faz na internet NÃO É privado e os EUA, país "defensor" da liberdade e claramente não fascista (?) é o grande invasor que controla e monitoriza as comunicações globais, tendo colocado escutas na Eunião Europeia, nas Nações Unidas, em dezenas de embaixadas e por toda a parte, essencialmente, realizando assim espionagem pura e dura e indo contra os princípios mais básicos da liberdade.

Ler aqui mais detalhadamente neste artigo do jornal "Público" sobre as escutas efectuadas,
os métodos utilizados e alguns dos alvos.

Só pelo facto de estar a escrever um post sobre Edward Snowden, provavelmente este nome já está numa base de dados para que assim que for teclado em qualquer parte do mundo um mega-computador espião fica programado para copiar e monitorizar as actividades da pessoa que teclou o nome. Pode ser a quilómetros de distância, do outro lado do mundo. Quiçá até no espaço - pois todos conhecemos que estas características extremas de espionagem assumiram contornos algo semi-públicos com a guerra fria e com a utilização de satélites-espião. Se quando era menina fiquei espantada por saber que um satélite a orbitar no espaço podia ler as palavras de uma carta que tivesse a ler aqui na terra, isso para mim serviu para confirmar que a liberdade, em si, é inexistente. Ela existe até alguém decidir interferir com ela.

E foi isso que fizeram, parece-me, a Edward Snowden. Para os serviços de inteligência dos EUA ele é um traidor. Abriu a boca, tocou o "apito". Ainda agora para encontrar uma ilustração deparei-me com este artigo que realiza uma sondagem. É Edward um traidor, um herói ou ainda aguardamos mais informações para tomar uma decisão? (Engraçado como esta opção nunca surge e hei-la agora como opção). Estranhei o artigo e como pede que se seleccione uma opção até pensei: olha aqui este artigo fajuto, feito para saber quem defende e quem está contra este indivíduo.  Se carregar, ficou registado, fica catalogado, fica classificado, etc.

E se um dia um hitman te aparecer pelas costas, no instante seguinte estás com o criador. Nem sabes o que te deu. Snowden corre esse risco mas, ao mesmo tempo, a exposição que recebe está a protegê-lo. Já imaginaram o que é viver a vida escondido? Sabendo que a cabeça está a prémio? Deve ser terrível!

Pessoalmente - e já aqui o manifestei, não acredito na privacidade de nada do que uma pessoa coloca no computador. Não estou a dizer apenas internet - mas computador. Basta UMA VEZ, escrever apenas uma vez o nome, indicar os números de identificação sociais, e fica para sempre essa impressão digital. Existem muitos perigos aqui onde gostamos de "passar férias"... Devem estes ser monitorizados até que extensão? Ou não devem de todo? Já aqui disse: nada é de graça. Podes até estar a pagar o serviço de recepção de internet, mas não pagar o usar um blogger, um jogo em flash, etc...? Alguma coisa alguém está a ganhar algures, acreditem. 


Por exemplo: acho incrível que segundo a informação do blogger, o trâfego de visitas ao site assim que termino, algumas vezes, de escrever uma ideia qualquer, refira que a mesma foi uma vez vista algures na américa. A "mancha verde" aponta sempre para lá e para a mesma zona. Por vezes também vai para os lados da Ásia mas a manchinha é, sem dúvida, bastante mais acentuada para os states. Duvido que algum americano ainda que um tuga descendente, assim que acabo de escrever "hoje está calor" queira ler o que se passa :) Acredito mais que é o próprio sistema blogger que alerta um outro sistema qualquer que vai dar uma "espreitadela" ao que se anda a fazer. Leitores realmente, nem sei se tenho alguns :)

Quanto a este caso, Snowden apresentou PROVAS. O mundo está avisado com documentos da postura dos EUA sobre os seus "amigos". Tanto se temem países como a Coreia do Norte e a China, com as suas armas de "destruição maciça", para depois ninguém parecer querer levar à justiça este comportamento alarmante dos EUA, que praticamente colocou a EUROPA toda sobre escuta, além do próprio país. E então? Como vai ficar?

domingo, 7 de julho de 2013

O SEXO e os tabus

Já havia mencionado que existem certos paradigmas sobre o sexo que não entendo. Um deles é o conceito de virgindade e porque razão esta sociedade e outras bem opostas a esta colocam tanto ênfase numa coisa cujo conceito me escapa. Sejamos diretos: a virgindade desaparece com a penetração. Pelo menos é sobre isso que parece girar a definição. 

Que tal seja tão redutor é algo que me parece descabido. Quando calho ler nessas revistas de conselhos alguém a iniciar-se no sexo dizer que faz de tudo com o namorado mas que ainda é virgem porque não existiu penetração vaginal acho este conceito RIDICULO. A virgindade não pode ser um acto redutor e insignificante como esse. Se um casal se lança em práticas sexuais, não será certamente um detalhe como a existência de penetração vaginal que fará a diferença entre a virgindade e a não virgindade. Queridos: têm sexo, querem ter, não se é mais virgem! Não importa se o hímen é rompido ou não. Assim como também não é justo achar que uma rapariga (centro-me no género feminino) que tenha rompido o hímen não seja por isso virgem. Por tudo isto não concordo com o conceito redutor da virgindade a uma simples condição física. A virgindade devia ser algo belo, como um sentimento. Aquele sentimento de amor que um dia apetece entregar, partilhar e viver com alguém. Dado esse passo, "ela" está entregue. Foi solta, partilhada.

Faz sentido?

Outro aspecto que acho fascinante é a forma como a humanidade lidou com a prática sexual ao longo dos séculos. Julgamos nós, jovens de agora, que agora é que se vive uma liberdade e uma aceitação total, porque temos como modelo comparativo a sociedade mais punitiva da juventude de nossos pais ou avós. Na década de 60 sexo era uma coisa para acontecer entre casais unidos pela igreja. Não ficava bem alguém contrariar o que assim foi estipulado. Com o passar dos anos todas essas noções foram "para as urtigas" é é por isso que acho que hoje consideramos que vivemos numa sociedade muito aberta, receptiva e livre nesse aspecto. Será? Mesmo?

Por acaso acho que não. Podiamos ser menos presos a "conceitos" como o exemplo que referi acima, mas também existem outras formas de olhar para esta "liberdade" que se revelam não serem fruto de um pensamento "livre" realmente. Um casal com uma grande diferença de idades ainda é visto como um tabu. Ainda incomoda. Não aprovamos os/as amantes e não se vê com bons olhos a existência da prostituição. Se pessoalmente acho que o homossexualismo já não incomoda ninguém, certamente que existirá a quem ainda faça espécie. E se reprovamos a não monogamia, quer dizer que não aprovamos a bigamia ou a poligamia. E embora pessoalmente compreenda em muitos casos porquê e concorde, certamente que consigo também conceber excepções. Tudo se prende, essencialmente, à LIBERDADE de escolha. Um indivíduo deve ser livre para se conhecer e saber o que é melhor para si. Sem que isso seja um acto de egoísmo, imposição ou violência para com outros. Não aprovo ou concordo que se nasça em sociedades que impõem uma norma - como as comunidades/seitas no Uthan (EUA) que são totalmente fechadas e onde meninas de pouca idade são propriedade sexual de velhos que delas dispõem a seu belo prazer. Isso não é uma decisão livre, para ambos. A menina já nasceu naquele padrão. Não conhece mais nada. Não tem direito a decidir. Pelo que a LIBERDADE é essencial para legitimar uma opção sexual e todas, na verdade.


Também consigo imaginar o outro lado da moeda, no que respeita ao excesso de liberdade no que respeita às práticas sexuais. Mas como acho que consegui explicar, tudo depende desta liberdade existir realmente ou ser uma convenção social. Algumas sociedades ancestrais, ou algumas situações actuais, não é a  presença de total liberdade e sim a falta de afectividade que destrói por excesso a moralidade e estrutura social. Numa situação idealista, esta liberdade de que falo é alcançável. Na prática, não sei se é assim fácil a todos. Se se estabelecer conceitos de libertinagem, que pode ser confundido com liberdade, repete-se uma "sodoma e gomorra*". Uma versão de um caus afectivo. 

E com isto gostava de aqui deixar uma recente "descoberta". Um artigo bem interessante sobre uma cidade que foi destruída da face da terra e que existem factos que comprovam a sua existência - Pompeia. O desaparecimento de Pompeia em 79 D.C. sempre me fascinou. Um vulcão cobriu toda uma cidade que crescia à séculos em 6 metros de cinza! Arrasou tudo. Desapareceu tudo. Num instante. Pompeia e mais duas outras cidades dos arredores não só foram destruídas como pareceu mais que foram erradicadas da face do planeta. E olhem que aquela cidade era realmente imensa. Rivaliza com qualquer capital de um país desenvolvido dos dias de hoje. Pude visitá-la num dia de calor infernal como os que temos tido recentemente e não recomendo. Não vão lá em dias de calor! Era uma cidade enorme, nada a ver com as ideias que os filmes passam de "pequenas" localidades com meia-dúzia de estabelecimentos. O Vesúvio parece inocente, a observar passivamente todas as ruínas da cidade agora desenterrada, mas o bafo de calor é especialmente forte e, de alguma forma, ele, o vulcão Vesúvio, parece ser o responsável. Dá para imaginar a agonia e desespero e nem se trata de uma ínfima parte do que deve ter sido a catástrofe. 

Maquete das ruinas de Pompeia. (Museu Arqueológico de Nápoles)
Se a pé dá para ver que era imensa, assim dá para entender que era colossal!

Mas um outro lado FASCINANTE de Pompeia está na sua sociedade. Só recentemente pude entender melhor como é que esta lidava com o sexo. Os povos antigos não eram cá de pudores, à não eram não. E o homossexualismo era uma prática bem aceite e recorrente. Entre outras, decerto. Ofereciam-se serviços de "felicidade" (prostíbulos) dirigidos não à satisfação individual mas uma espécie de "vários em um", para lucrar mais num menor espaço de tempo. Um determinado "fornecedor" deixou assim escrito: 





"
Eu, Lidê, posso satisfazer três homens ao mesmo tempo. Um com a minha boca, outro com meu cu. Recebo o pederasta, o amante e o fantasioso. Ainda que tenhas pressa e venhas com dois amigos, não deixes de entrar."








As ruínas de Pompeia foram descobertas e começaram a ser desterradas apenas em 1748 D.C. Por mais de um milénio permaneceram semi-vivas e ocultas no solo. Para depois surgirem como um tesouro raro, uma "janela" para o passado. Com rostos conservados pelas cinzas, frescos, mosaicos e... Falos. Em 1819 uma figura importante visitou com a família a exposição sobre Pompeia no Museu Arqueológico de Nápoles e ficou constrangido com as obras de arte explicitamente eróticas. Decidiu que o melhor seria separá-las e mantê-las fechadas num espaço secreto, acessível apenas a pessoas maduras de moral respeitável. Heis algumas dessas coisas.

Oferendas votivas de Pompeia. Serão moldes reais?

Devo também dizer que considero que a mesma liberdade que se deve conceder à prática de sexo também se deve conceder à falta dele. Acho que consegui explicar que a liberdade de escolha das pessoas deve ser aceite, desde que a mesma não interfira com a liberdade de escolha de outra. E assim sendo, tanto consigo entender quem é sexualmente muito activo como aquele que não o é de todo. E por isso entendo o que levou a que esta parte da sociedade de Pompeia tenha sido visualmente reservada aos olhos da maioria do público. Algures na história da humanidade deu-se uma mudança. Onde a existência de boa moral passou a ser exigida e se fez frente (e porque não dizer combate) a estilos de vida mais pervertidos. Tudo isto faz parte da história de todos nós e consigo entender tanto um lado como o outro. A evolução é assim mesmo e  me questiono com curiosidade como será que a sociedade vai evoluir quando mais um milénio passar. Quem seremos nós no anos 3748? 

*Sodoma e Gomorra, as duas cidades bíblicas destruídas pela ira de Deus pelo seu vício e pecado

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A ZON IRIS é PIOR que os 40º de calor lá fora!


9 dias PRESA em casa... Reclusa das moléstias do calor e SETE DIAS sem esta m**** 
da linha da ZON IRIS a funcionar!

Nem sei qual a pior tortura: se o calor se a conta ao final do mês para pagar um serviço que nunca funciona quando queremos!


quinta-feira, 4 de julho de 2013

As "celebridades" instantâneas (e as vezes que mordem o isco pela própria boca)

Vou dar como exemplo Cátia Palhinha, anónima que participou num reality show Casa dos Segredos 2 e pelo seu jeito de ser caiu nas graças do público. Cátia era engraçada mas também tinha os seus "quês" de contradição. Que não eram poucos, colocando de parte o ser engraçada ficavam bem expostos.

Cátia afirmou dentro da casa que JAMAIS participaria num reality show se tivesse filhos. E acrescentou: "Eu se tivesse uma filha como ela tem não vinha cá para dentro" - referindo-se então em conversa à participante Daniela Simões, mãe de uma menina de 10 anos (salvo erro na idade). 

E como o mundo não demora muito tempo a girar, a oportunidade de provar a autenticidade das suas palavras não demorou a chegar. Engravidando praticamente assim que sai do programa - ainda que não tivesse emprego estável ou alguém na família directa com um, a moça regressou ao reality show Casa dos Segredos Desafio Final, quando a filha tinha poucos meses de idade e ainda amamentava. Disse ela que o fez para mudar algumas ideias erradas que as pessoas tinham dela (de ser uma desenvergonhada, talvez, pois a primeira participação teve direito a sexo e a um constante assédio descarado) e também para ajudar a filha. 

Achamos todos muito bem e não foi recriminada por claramente se contradizer. Ainda mais tão depressa, com uma bebé de meses e não com  uma com 10 anos. Acabou por se singrar vencedora do concurso - facto que o público - a pensar no futuro e no bem estar daquela inocente criança nem achou mal. 

Porém, a história de Cátia Palhinha não termina aqui. Outro reality show aparece - O Big Brother VIP e novamente ela entra. Volta a deixar a filha pequena em casa, com os avós paternos. Desta vez julgo que não tinha nada a provar para ninguém. Já havia vencido o programa anterior e feito "as emendas" com o público. Então porque participou se, conforme afirmou da primeira vez, era tão contra a presença de MÃES em reality shows


Ao que parece a vontade de dar nas vistas e ainda por cima na televisão, virou vício. Ou então alicia-lhe o dinheiro fácil, que vem só por ali estar ou por aparecer em revistas. Mas Cátia não surgiu num terceiro reality show como havia desaparecido. Não. Ela voltou após uma recente cirurgia plástica ao peito - segundo ela realizada devido aos efeitos da gravidez, embora antes da mesma já deixasse a desejar perante concorrentes até mais velhas que ela. Eram tão recentes as cicatrizes que o cirurgião nem aprovou a participação dela no concurso. Só não sei porque não estive para me informar se essa cirurgia foi PAGA com o dinheiro do prémio ou foi um acordo qualquer e acabou por ficar de "graça". Sinceramente, se eu fosse cirurgião plástico não ia aceitar operar um concorrente de RS sem demoradas considerações sobre o impacto que isso traria para a minha reputação. Não trás quaisquer benefícios ao próprio, que ainda acaba mal visto devido a uma certo estigma de "fome por fama" que rodeia quem nestes concursos participa. 
Um estigma por vezes certo, raramente sem razão de ser. E no caso de Cátia Palhinha, que no concurso foi vista a arrancar do jardim duas bolas decorativas para imitar com sarcásmo os grandes peitos da concorrente Susana, uma stripper viciada em cirurgias  - acabou por morder também aqui o anzol que ela própria colocou, indo também ela fazer cirurgia ao peito e, o que é pior, com o mesmo cirurgião que operou Susana. (salvo erro). 

É mesmo um caso perfeito de QUEM DESDENHA QUER COMPRAR.

Ela comprou. Mas deve-lhe custar mais do que pensa. Pelo caminho parece ter perdido qualquer ambição de uma carreira ou profissão no ramo médico.  

segunda-feira, 1 de julho de 2013

EUNUCO

Antigamente existiram homens que concordavam em virar EUNUCOS.
Gostava que continuasse a existir.

Alguém se candidata?


sábado, 29 de junho de 2013

Tanto pediram CALOR...

que cá está ele!
Quanto a vocês não sei, mas eu cá sinto-me PRISIONEIRA em casa devido ao calor.
Precisei de honrar um compromisso ao ar livre num destes dias de calor. Naturalmente fui prevenida com chapéu e protector solar de mais alto nível. Ainda assim foi terrível! Foi penoso, foi até causador de mau-estar e de uma constipação de verão. Meu cérebro durante 24 horas parecia um forno micro-ondas. Latejava por todo o lado. O crânio humano é como uma panela de barro. Exposto a muito sol, o conteúdo começa a cozer. Cruzes!

Já sofri quando mais nova os efeitos de uma vaga de calor. Não recomendo. A desidratação, a confusão cerebral e, por fim, a inanimação. Não recomendo. Acho que perdi grande parte das minhas (boas) células cerebrais nessa altura. Por isso por muito farta que esteja do chamado "mau tempo" quando chove (porquê mau? Se chuva é má então para mim este de calor de 36ª é cruel), não tenho por hábito desejar o calor. Não. Jamais. Não se consegue fazer nada com o calor em excesso, a não ser transpirar e ficar grogue e desidratado. Adoro a luz e claridade da primavera e do verão, mas sem tanto calor, por favor! São Pedro, por mim, tás à vontade! Quando quiseres, ok? Manda vir...

sábado, 1 de junho de 2013

Soutien SIM, soutien NÃO

A notícia pode ser lida aqui: segundo um estudo de apenas 15 anos (acho pouco), um professor de medicina desportiva concluiu que não existe qualquer benefício no uso da peça de indumentária chamada soutien - uma invenção com 100 anos . De facto, o investigador acrescenta que o uso da peça prejudica o peito, tornando-o mais descaído e maior. 

Ora, devo dizer que o uso deste foi, para mim, um autêntico "instrumento de tortura" durante alguns anos, e por isso dispensado e sua utilidade e benefícios foi por mim questionada. Independentemente do que me pudessem dizer, eu gostava de andar como me sentia bem. E sentia-me bem SEM ele.

E foi assim que durante anos, até chegar a meio dos 20, raramente usei essa peça de vestuário. Ela era usada quando estritamente necessário, como quando uma blusa pudesse ser um pouco transparente ou quando tivesse de fazer alguma actividade desportiva. Digamos que, se o soutien serve para alguma coisa, é para isso. Correr sem ele a «comprimir» as «meninas» contra o peito é algo que pode ser um tanto doloroso. Julgo que é tenuemente o equivalente de um homem levar uma pancadinha "naquele" sítio. (Digam-me vocês, gajos, porque essa sensação também me intriga e não consigo imaginar mesmo como pode ser).

Vestidos da época napoleonica 
Bom, um pouco de investigação sobre a feminilidade indica que a mulher sempre se preocupou com essa parte do corpo. Na grécia antiga, por exemplo, elas usavam aquelas roupas largas, mas segundo parece, a sensualidade estava toda lá. Os peitos femininos eram enrolados em tecido. Uns com a finalidade de os segurar, outras vezes com a finalidade de os sobressair, outras de os ocultar. Confesso que gostaria de saber sobre outras formas de "tratar" das «meninas» ao longo da história da humanidade e esta foi a que achei mais curiosa. Se bem que a minha preferida - descobri agora - é a do periodo napoleónico, pois acho que este estilo de vestuário ainda hoje cairia bem na silhueta feminina, tornando-se, mais que não seja, um estilo bom para vestidos de casamento. Pesquisem sobre a história da lingerie nos links facultados. Porém, voltando ao soutien, cuja «descoberta» aos 12 anos não me trouxe nem contentamento nem descontentamento mas sim umas perpétuas marcas de elástico na pele (um autêntico instrumento de tortura, imaginam-se, homens, a usar constantemente uma peça de roupa interior assim apertada?).


O soutien foi inventado por uma mulher que, não gostando do resultado da aparência do espartilho no seu corpo debaixo dos vestidos, pegou em lenços e fitas para "decorar" aquela parte do espartilho que ficava de fora do decote. Fez sucesso nas festas e alguém enriqueceu muito com a invenção - mas não a própria. (E a Madonna acha-se muito esperta! Mas não foi ela que inventou os soutiens pontiagudos, que aliás, foram um must da década de 50/60)

Pintura atribuida a Raphael, 1515/20
Então se formos a pensar bem, o soutien tem 100 anos! Uhau. Mas os espartilhos ainda se usavam faz pouco tempo... (para mim é pouco se a minha avó podia os ter usado ou privar com quem usasse). Isto quer dizer que muitas mulheres usavam o peito "elevado" ou "apertado" conforme o tipo de espartilho. Foi esta a peça de vestuário interior que durante anos serviu a mulher. E pode ser impressão minha, mas nos retratos e pinturas renacentistas (ok, as gajas eram todas miudas jovens) os nus não mostram seios descaídos... Até os "piquenos" são rijinhos, pelo que fica a dúvida se uma peça como o soutien, nisso, tem algum efeito, que é a questão levantada por este estudo.

Hoje já não vivo sem um. (Ah, pois é! A sensação de desconforto é uma constante ignorada pelo sexo feminino por condição biológica). 15 anos é pouco tempo para se tirarem conclusões e depende muito do estilo de vida e do tipo de sujeito investigado, assim como a quantidade. Que mulheres foram consideradas no estudo? Que peitos? Grandes, pequenos, médios, com que idade de maturação, com que actividade e dieta alimentar? Ah pois! Tudo isto influencia um seio... o organismo inteiro, para dizer a verdade. Os meus, já aqui confessei num post anterior, descairam um pouco. Até esse momento, nunca havia sequer pensado muito neles. Eram algo que vinha no todo, habituada que estava a os ter desde os 12... Mas quando algo no nosso corpo muda, de repente tornamo-nos muito conscientes da sua presença. E só se dá valor ao que está bem quando deixa de estar tão bem... Eles ainda são bem bonitinhos, mas estão diferentes e a diferença é a primeira coisa que me ocorre quando penso no assunto. No meu caso, foi depois de ter sofrido uma alteração química no organismo que notei essa diferença. E comecei a reparar neste tipo de coisas e a perceber também o quanto o factor biológico e hereditariedade influenciam. Ao mesmo tempo, também trouxe vantagens. Acabei por usar uma ou outra peça com um decote, coisa que antes não fazia porque sentia que evidenciava demasiado o peito, recebendo olhares, coisa que dispensava. E após décadas a usar roupa bem discreta, de preferência não justa ao corpo, heis que escolhi «estrear» a roupa com um ligeiro decote no.... Vaticano! Ehheh! Que lugar para usar pela primeira vez uma túnica com decote redondo... Escusado será dizer que um ou outro olhar de funcionários foram reprovadores, como se tivesse sido uma p*** toda a vida. Mas a túnica nada tinha de exagerado e, tal como eu gosto, até tinha meia manga nos ombros. Se não tivesse não me deixariam entrar, porque camisas de alças estão proibidas no local. E elas eram muitas, no pico de Verão e sobre um sol de derreter as pedras da calçada - como podem imaginar. Porém o "protocolo" do decoro deixaria as pessoas ali a morrer de desidratação e a sufocar de calor, antes de deixar uma mulher indisposta atravessar os portões do Vaticano de camisa de alças, eheh!

Mila Jovovich em Cannes, 2013
E como o tema dá "pano para seios", volto a prestar os meus elogios aos peitos naturais. Continuam a ser aqueles a que acho piada, sejam lá eles como forem. Vejam por exemplo Mila Jovovich na passarele vermelha de Cannes. Notam que lhe falta alguma coisa para ser sensual? Não me parece. Ela e Sharon Stonne, que até acredito por lógica que tem um peitinho trabalhado por um cirurgião para aos 55 anos os ter desta forma. Mas em todo o caso, não optaram por injectar mililitros em excesso no peito, denunciando logo a artificialidade. E por essa razão, por aparentarem um ar saudável e natural, estão de arrasar. Que acham?

A hereditariedade julgo que também tem algo a ver com isso. Tem lógica. Não é só o feitio, o aspecto mas também a biologia que define como um seio se vai comportar ao longo dos anos. Já percebi mulheres mais jovens que eu com um peito pior e também mais velhas com um peito ainda bem formado e empinado, pelo que este estudo carece de mais elementos e maior profundidade - julgo eu, para se poder concluir se afinal, o soutien faz ou não bem ao peito da mulher. Você acha que lhe conserva a juventude?

E porque é de soutiens que decidi falar não resisto em partilhar alguns "novos" modelos... Para apreciarem e avaliarem. A indústria procura sempre surpreender e inovar, trazer algo de novo. Qual destes você usaria?












quarta-feira, 22 de maio de 2013

Dois exemplos de como se criam filhos (um intermédio seria o melhor)

Existem TRÊS coisas na cultura social do povo brasileiro que a mim me surpreendem. São elas:

1- O pequeno-almoço com todos sentados à mesa para enfardar um grande farnel
2- A presença de uma babá por tudo o que é lado para criar os filhos
3- Até o pobre tem uma empregada doméstica para todo o serviço

Calhei a ver um programa no canal Tv Globo com o título "Que Marravilha!!!". Nele, um chef de cozinha vai a casa de um casal celebridade para lhes fazer o prato favorito. Enquanto isso, ele faz perguntas ao casal, que começa a contar como se conheceram, o que acharam um do outro, como começaram a namorar, mostram os filhos e como são felizes. O programa quase sempre termina com um brinde e um beijo seguido de declarações de amor. Os três são antecedidos da degustação do prato e dos habituais elogios ao sabor: "maravilha", "delicioso", "perfeito" etc...

O programa em si não é muito empolgante e é um tanto tedioso, longo demais e com uma fórmula que é sempre igual. Quem vê um vê praticamente todos. Só muda a cara das celebridades.Dizem que o povo adora «cuscar» a intimidade dos conhecidos, mas a mim não me atrai esperar tanto tempo para ver uma receita pelo que não apostaria nesse formato cá em Portugal, muito menos no factor "celebridade" como principal motivador de interesse para audiências neste tido de programa. A menos que o chef-apresentador fosse jovem, desenrascado e carismático. E isso, à sua maneira, só a Filipa Vacondeus conseguiu atingir, pela forma de se expressar e pelas coisas que dizia. Mas quem aparecesse a seu lado seria acessório.

 Voltando ao programa, não é tanto o conteúdo culinário, enjoativamente e forçadamente romântico ou vouyerista que me incomodou. Sim, algumas coisas me incomodaram. E por elas decidi escrever este post para reflectir um pouco na forma como um povo que partilha a mesma língua e tantas outras similariedades, consegue ser também tão diferente.

Existem TRÊS coisas que acho algo perturbadoras na forma como o brasileiro leva a sua vida social. Para mim algo conflictuosas ou surpreendentes comparativamente à forma como o português conduz a sua vida nas mesmas circunstâncias. São elas os pequeno-almoços, as babás e as empregadas. Nossa! No brasil toda a gente com dinheiro no bolso tem empregada. Uma para todo o serviço doméstico da casa e este costuma incluir cozinhar as refeições!

Em Portugal é preciso ser-se rico a quase e olha lá... Jamais um pobre tem empregada. Então?! A classe média raramente se dá a esses luxos - de pagar um ordenado a alguém porque o próprio não chegaria para isso. E geralmente a mulher nesta categoria tem de fazer tudo sozinha. Todas as tarefas domésticas, todos os cozinhados, limpezas, pagamentos de contas, toda a criação dos filhos, e ainda o  trabalho fora de casa. No brasil até empregada tem empregada, como ironiza a novela "Avenida Brasil".

Depois tem os pequenos almoços de causar inveja mas também muita estranheza por cá. Uma mesa cheia com tudo em cima: sucos, água, leite, café, bolo, pão, queijo, fiambre, fruta e devo ter esquecido muito mais mas não importa. O que interessa é que por cá o pequeno-almoço é algo que se faz a correr e de pé, ou a caminho do trabalho. Uns fazem-no dentro do carro, no meio do trânsito. Outros disfarçadamente dentro do autocarro, porque graças a deus ainda existe algum decoro na regra mais ao menos estabelecida que em lugares públicos fechados não são locais para se fazerem refeições.

E depois vêm as babás... Aquelas criaturas fardadas, de uniforme monocolor, cabelinho atado, muito caladas, obedientes, submissas e serviçais. Mas o que é aquilo?? A sério... por cá alguém que ajudasse a educar os filhos de alguém exclusivamente teria muita mais intimidade com os pais. E poderia opinar, e ver-se livre daquelas roupas de diferenciação de classes e ser mais solta e realista. O que mais me faz espécie nestes três aspectos é mesmo este último. E agora vou explicar porquê comecei a abordar este tema pelo programa de culinária. A razão é simples: vi como os pais parecem distantes e desapegados dos próprios filhos! Sei que trabalham muito, com períodos de pousio, mas mesmo que tenham tempo livre, muito dele continua a ser exclusivo e não totalmente partilhado com a prole. Por cá é tãããõoooo diferente!! E é essa a diferença. Por cá damos em doidos, pode até ser, mas quem cria os filhos, em princípio e por norma, são os pais. Ou no máximo os pais dos pais. Para se entregar uma criança a um desconhecido é preciso reflectir muuuuuito. Não temos tanto esse costume, como no brasil têm com as babás que vivem em casa dos patrões e nos EUA/UK têm as au-pairs.

Foto do site Cruz-Vermelha
No máximo temos as creches, que são lugares onde muitas educadoras infantis em batas com padrões ou sem padrões vestidas por cima da roupa comum cuidam dos filhos de muitos, de forma igual e ao mesmo tempo tomando cada um pela sua individualidade. Ou mesmo amas, mas quase sempre, são os pais que têm de ir levar e depois ir buscar os filhos ao local onde se cuida deles. Não existe o comodismo de ter tudo debaixo do teto. (será por sermos mais pequenos geograficamente ou pela prática do rapto não parecer ser uma eventualidade realista?) Os pais correm para os filhos, brincam muito com eles, levam-nos às actividades extracurriculares, vão às reuniões de pais, vão ao médico com eles, alimentam-nos, vestem-nos, enfim. Todo o tempo livre que tiverem, geralmente é para os filhos. Terrível, bem sei, mas dá-se um jeito...

 
A tendência pode estar a inverter, não sei, mas existe uma diferença BRUTAL neste aspecto entre as duas culturas. Talvez por isso nós por cá sejamos "crianças" mais tempo e "adultos" mais tarde. Talvez por isso, lá é muito comum os adolescentes se iniciarem nas relações amorosas e sexuais nas tenras idades de 12 e 13 anos e por cá ainda as estatísticas estejam na maioria dos casos muuuuuito longe desses assustadores números. Decerto vão criar crianças que viram adultas mais cedo, logo experimentam tudo mais cedo, pois o desapego tende a que isso aconteça. Por outro lado, tornam-se independentes mais rapidamente.
 
Mas que vi eu neste "Marravilha!!" que me afligiu? Vi uma família de dois artistas de TV com uma filha de uns 9 anos de idade e outra com uma criança de um ano e meio. No programa existe sempre uma "pontinha" para os filhos integrarem a peça, de modo a mostrar a "família feliz". E sendo-se "família" com filhos, há que mostrá-los, certo?
 
Então entra esta criança de uns 9 anos em cena e começam as perguntas da praxe. Ficamos a saber, nós espectadores, que a criança gosta de cozinha. E costuma cozinhar. Que é ela que aos fins-de-semana prepara o pequeno-almoço aos pais. (trabalho infantil gente! - brincadeirinha). Quando o chef pergunta à menina como ela costuma preparar uma certa coisa, a mãe corta a miúda e fala por cima, coisa aliás, que fez durante o programa inteiro a toda a gente, e faz questão de ser ela mesma a explicar como é que a filha lhe fazia a comida. Inclusive acrescenta que ela ia passar a cozinhar, ou algo assim. Fiquei perplexa. A miúda com 9 anos e já lhe estavam a querer atirar para cima a responsabilidade de cozinhar regularmente... achei mau. Intuí qualquer coisa errada ali.
 
Sou a favor das crianças começarem cedo a tomar responsabilidades pois por cá isso demora a acontecer. Mas a forma como aquilo ficou no ar tudo foi algo estranha... Soou um pouco a aproveitamento e exploração. Até a «empurrão». A mãe a falar da filha a cozinhar como se, perdoem-me, pudesse dispensar a empregada e economizar uns trocos. Mas nem foi isso que mais me afligiu. O mais aflitivo foi mesmo ver a senhora a falar por cima de toda a gente. Não deixava quase nunca ninguém continuar o raciocínio. Ela falava imenso por ela mesma e pelos outros todos também. Interrompeu a filha, o marido e até o chef. Ela cortava a palavra a todos. Claro, na cozinha ela não sabia fazer nada. Mas sabia mantar muito bem. Achei aquilo de uma certa má educação e um mau exemplo para passar na televisão nacional/internacional. Porque a ideia com que se fica é talvez contrária da que se deseja passar. Ali ela "vestia as calças", em todos os sentidos.
 
Depois chegou a vez de outras celebridades de TV serem "agraciados" com um petisco do conhecido chef. Decidem para criar clima, tomar a refeição no terraço, trocar as juras de amor da praxe e depois o pai diz para as câmaras que quer mostrar a sua razão de viver ou algo assim - e estica os braços para o lado. Uma babá de uniforme rosa estilizado, com o cabelo apanhado num rabo-de-cavalo, avança uns passos e entrega um bebé de um ano e pouco às mãos do pai. JURO que a impressão que tive foi que aquele bebé ficou apenas 10 segundos ali a ser «mimado» pelos progenitores que rapidamente se cansaram e por isso foi prontamente e pouco emotivamente entregue de volta aos braços da babá, com um "leve daqui" - ou uma expressão semelhante, voltando a concentrar suas atenções neles mesmos e nos garfos que traziam a comida do prato até à boca.
 
Existem GIGANTESCAS diferenças sociais na forma como os pais encaram o modo como têm de educar os filhos. Tanto cá, como lá, como na china e por este mundo fora. Pode até ser que nenhuma esteja perfeita, a nossa não é também decerto devido ao desgaste, porque sobrecarrega-se muito os pais, na generalidade. Mas entre os pais e um desconhecido, acho que um pai prefere ser ele a tomar em mãos a educação dos filhos, a criação, a troca de fraldas, a alimentação, a brincadeira...
 
No brasil tudo parece acontecer mais ao ritmo da disponibilidade e paciência dos progenitores. Se por cá fossemos aguardar por paciência... Esta tem de existir e pronto! Basta ler, a título de exemplo, uma crónica publicada na revista de Domingo do jornal Correio da Manhã, onde um pai de quatro conta como é o quotidiano dele e da esposa que trabalha como enfermeira desde o acordar até o adormecer, com todas as responsabilidades da escola, das actividades, das atenções que os miúdos requerem, etc... Imaginem isto tudo nas mãos de babás! E é isto um pouco que acontece por terras do lado de lá. Aquelas celebridades pegaram na criança, não sei, de forma pouco afectiva. As palavras que evocavam afecto foram pronunciadas. Mas a linguagem não verbal parecia dizer outra coisa. Devolvem a criança como um saco de batatas de volta aos braços da ama, concentrando-se novamente na comida em frente de seus olhosÉ muuuuito diferente. E melhor não sei explicar, mas que é, é. E muito. Não digo que tudo é pior nem tudo é melhor, certamente um meio-termo seria talvez o ideal. Mas assustou-me a frieza.









, como canais da Globo

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Já alguma vez PENSOU quem seria e o que FARIA se vivesse durante o Holocausto?


Tomem atenção ao texto que se segue (retirado daqui). Ele resume BEM porquê as pessoas devem pensar por elas próprias e não se deixarem cair na comodidade de agir ou pensar conforme as massas. Programas de TV em particular, têm a capacidade de facilitar o esquecimento, confundir... Não é preciso ser-se génio, só apenas um pensador. Por isso, pense. Pense sempre. Escute a sua alma e deixe a sua capacidade de discernimento e não a dos outros, ditar o que acha certo ou errado. Se você vivesse na Alemanhã Nazi durante o Holocausto, como um entre a multidão, qual é que acha que seria a sua atitude diante do sucedido? Diferente daquele 1 ali na multidão?

Adolf Hitler acreditava que a propaganda deveria ser sempre popular, dirigida às massas, fazendo com que o mais ignorante dos seres fosse capaz de entender sua mensagem. “As grandes massas têm uma capacidade de recepção muito limitada, uma inteligência modesta, uma memória fraca”.
Por isso na propaganda política e na divulgação da moral nazista, era importante se restringir a pouquíssimos pontos e, repeti-los incessantemente. Só assim seria possível atingir o coração das grandes massas.
E para o movimento nazista tudo era valido. Mentiras e calúnias. “Para mentir, que seja uma grande mentira, pois assim sendo, nem passará pela cabeça das pessoas ser possível arquitetar uma tão profunda falsificação da verdade”. – Hitler.

Ele não mentiu. Mas já que o coelho saiu da cartola, você vai deixar que continue a funcionar? Não. Pense, questione e até desconfie. Veja para além do óbvio mas sem ser alucinado. 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A ficção e a realidade


A televisão diz-nos que as coisas são para ser assim:



Mas a realidade tende a aclarar com o tempo...


terça-feira, 16 de abril de 2013

Explosões na maratona de Boston

Se há algo que não entendo é o que pode um anormal qualquer tirar de proveitoso em mandar para os ares meia dúzia de inocentes. Quer dizer, as pessoas mais simples, que se deram ao trabalho de sair de casa para espreitar a maratona, é que são vítimas de um atentado de cariz terrorista?

Ó terroristas, pá? Que satisfação têm vocês nisso? Se acham que têm algum problema com alguém, vão atrás dessa pessoa! Ora, é de muito "macho" explodir um pai com uma criança às cavalitas, um velho que foi espreitar a corrida da neta... Por favor! Esses é que são perigosos?

Tenham vergonha na cara. Se querem andar em guerra, ao menos que os alvos sejam quem sabe guerrilhar. É este tipo de pobreza mental que não entendo e que lamento muito que exista no mundo. 


Vendas de quintal

Se há algo que lamento não existir em Portugal, é o hábito americano de "vendas de quintal". 
Compreendo em muitos sentidos porquê, de certa forma, é inviável e arriscado praticar algo desse género por cá. O principal motivo é que muitos não têm quintal! Vivemos quase todos em apartamentos e se tiverem a sorte de ter uma área ajardinada/relvada, já é um tanto. Os que têm quintal, arriscam-se a expor demasiado as suas vidas, o seu lar, podendo a ser alvo de marginalidade. Mas não entendo PORQUÊ não se fazem mais iniciativas locais para que QUALQUER PESSOA possa ir a uma "feira da Ladra" (espaço comum) vender as suas traquitanas. Isso não entendo MESMO.


O desejo de executar uma "Venda de Quintal" foi de alguma forma colmatada com a internet e com os sites de classificados online gratuitos. Confesso que já fui ao "Custo Justo" ou ao "Olx" lá colocar um ou outro artigo de que me queria desfazer. E ainda que não cobre nada para além de uns poucos euros, fico contente quando alguém revela interesse por algo que não quero mais. 

Mas todas as moedas têm dois lados e claramente no caso dos classificados online, a questão é que quem vai para vender, indubitavelmente acabará por comprar! Não sei como é com a maioria das pessoas mas eu, que não sou muito dada a consumismos, passei por uma fase em que decidi comprar uns artigos. Foram esses gastos que me levaram a experimentar a venda. Porém, a proporção de gasto/ganho continua muito desproporcional. Os meus "troquitos" com vendas de pequenos objectos baratos como se fosse realmente uma venda de garagem, não vão compensar os gastos em peças que comprei com valores mais elevados. Nem daqui a um ano, a este ritmo, vou lá chegar :) Mas confesso que me apraz saber que algo mais saiu aqui dentro de casa, liberando o espaço, ganhando novo alento. Isto também motiva por aí alguém?