A propósito da notícia sobre o jovem americano de 25 anos que foi mantido numa cela de cadeia por quatro dias, sem água ou comida, porque se esqueceram dele. Vai receber uma indemnização de 3 milhões e tanto de euros. Sabem o que penso? É pouco.
Depois de reflectir na situação que o colocou à beira de uma horrorosa morte, julgo que é pouco. Principalmente se vai sofrer as consequências disto para o resto da vida em termos de saúde, em termos de funcionamento dos rins - que são um órgão tão vital para toda a estrutura orgânica do corpo humano.
Numa primeira impressão pode parecer muito dinheiro. Principalmente por ter sido preso no decorrer de um flagrante de drogas e se a saúde tiver se recuperado por inteiro sem sequelas para a vida. Mas tendo em vista o que pode ter sido o padecimento do estudante Daniel Chong e a incerteza do estabelecimento do seu estado de saúde ao ponto em que se encontrava antes do encarceramento, não me parece suficiente.
PS: quem paga? O povo?
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
domingo, 14 de julho de 2013
Worten LAB
Faz muitos anos que desconfio que uma ida a uma grande superfície adquirir um produto electrónico não significa que vamos comprar algo acabado de ser embalado na loja directamente para as mãos do consumidor.
A Worten LAB é um sistema que permite através de inscrição, que o potencial comprador experimente em casa, durante 1 MÊS, um dos produtos seleccionados para que possa partilhar depois a experiência. É uma espécie de promoção, publicidade do próprio cliente ao produto, o que pode conduzir ao seu maior consumo. Ao final do mês, os produtos usados devem ser devolvidos.
Ora, claro está. São devolvidos, pois são. Para as prateleiras. Alguém os vai comprar. Tiveram UM MÊS de uso na casa de alguém, voltam para a "recauchutagem" e operação cosmética "quase de fábrica" e alguém vai comprar.
Talvez esteja aqui a EXPLICAÇÃO para o facto de fazer vários anos que não consigo comprar um equipamento electrónico que se perceba realmente novo, embalado de fábrica. Já aqui devo ter contado a minha história: devolução de equipamento por estar danificado, com mossas, riscos, mal encaixado, sem um parafuso, dedadas gordurosíssimas e suportes técnicos no seu anterior - como dvds, cds, etc.
Já nada vem embaladinho em saquinhos fechados hermeticamente em sacos da marca! Aparelho que tiver comando remoto já tem pilhas no interior. Se não tiver, é mero pormenor, também não vem embalado de forma a se perceber convictamente que não foi previamente usado. Enfim. Comigo tem sido assim quando se trata de grandes aparelhos electrónicos e tenho visto cada vez mais bloggers se queixarem de passar pelo mesmo na compra de outros equipamentos.
Acredito mesmo que quase nada nos chega às mãos saído da fábrica, sem outros manuseamentos. E ter descoberto este serviço que a Worten Lab presta - empréstimos de equipamento - só veio dar um nome a uma prática que julgo comum.
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segunda-feira, 8 de julho de 2013
Toca sempre mais que uma vez...
DIZEM que as celebridades é que têm tudo.
Acha-se que a vida lhes corre sempre bem e de uma forma maravilhosa.
Acha-se que a vida lhes corre sempre bem e de uma forma maravilhosa.
Até acredito que muitas vezes possa ser mas nunca consegui deixar de ver um ser humano igual a outro qualquer em nenhuma celebridade. E quando digo isto quero dizer que também têm angustias, sofrimentos, inseguranças e tudo o que aflige toda a gente. Dinheiro e bajulação não muda isso! Pelo menos, não muda as pessoas decentes. O problema é que algumas pessoas vêm apenas o lado "cosmético" da celebridade, o lado "populucho" e oco, muitas vezes reforçado por reality shows de tanga.
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| Pierce e a primeira esposa, Cassandra Harris |
Aqui há uns anos, para os que se lembram, Pierce Brosnan foi notícia por apoiar a sua esposa, que sofria de cancro dos ovários. Eventualmente e apesar de todos os esforços, celebridade ou não, o actor teve de passar pela perda. A mulher morreu, tendo certamente passado muito mal até o fim se lhe apresentar. Isto é algo que marca qualquer pessoa - julgo eu, não importa quem passe por isto. Agora abri uma revista e foi com pesar que li uma nota que informava que o actor passou novamente por outra perda. Desta vez foi a FILHA dos dois, que tinha apenas 41 anos, a falecer da mesma doença que vitimou a mãe.
O CANCRO é terrível. É uma doença que vive dentro do organismo e pode ativar a qualquer altura. É como viver com uma bomba-relógio. Imaginem Pierce, que passou por isso com a esposa em 1991, ter de passar novamente agora em 2013, com uma filha. Aquela doença deve assombrá-lo. Devia temê-la, temer voltar a ter de lidar com ela e ter de passar por tudo novamente. Porque quem acompanha diante da sua impotência sofre também, muito, porque tudo o que se tente fazer, sejamos francos, a "tipa" volta e meia regressa e acaba por levar a dela adiante. É uma sentença de morte que vive "adormecida" nos genes. Pode ser adiada por muito tempo, por pouco tempo, por nenhum tempo. Mas parece que nunca abandona ninguém.
| Angelina com a mãe. Tem a quem sair... :) |
Aqui à uns tempos muitos comentaram a opção de Angelina Jolie em fazer uma dupla mastectomia para reduzir a incidência de cancro. Para quem também se lembra, a actriz sofreu bastante e ficou muito marcada com a doença da mãe, que acabou por falecer em 2007, após 10 anos de luta contra o cancro.
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| Ler este artigo, que apresenta os números de afetados em Portugal e explica muito sobre o caso |
Desde o instante em que se soube portadora do mesmo gene e, portanto, de vir a sofrer do mesmo mal que Angelina vive a vida digamos que "como se fosse o último dia", vive sem hesitar tanto cometer riscos, aproveitar enquanto cá está com saúde... Depois de perceber isso entendi que a sua opção não tem, na realidade, nada de extraordinário. É uma decisão racional e lógica. Diante dos factos, dos números, remover os seios foi como amputar um membro quando este começa a gangrenar. Não há realmente grandes hipóteses. Ou tens coragem para ser racional ou te agarras ao sentimentalismo. Por na balança as consequências de uma e outra decisão e pronto. A resposta fica mais ou menos clara. Com muitos filhos para cuidar, Angelina deve ter pensado o bom que seria cá estar para ver estes crescerem e virarem também eles pais e mães de família. O tormento de se estar a aproximar da idade com que a mãe foi diagnosticada deve ter sido a causa daquela altura em que ela andava com uma aparência cadavérica, excesso de magreza e ar depadecimento. Agora deve se sentir muito mais descansada. Fazia anos que aquilo era uma espada sobre a sua cabeça e agora deve estar mais leve.
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| Reynaldo com o pai, altura em que ambos vendiam saúde |
Mais recentemente e num exemplo que fala português, soubemos do caso de Reynaldo Gianecchini, que há pouco esteve em Portugal para promover uma sua biografia. O ator soube estar a sofrer de cancro o ano passado, submeteu-se aos tratamentos que a medicina tem para oferecer para combater a doença e conseguiu curar-se, ou, pelo menos, adiar mais uns anos a inadiável partida de todos nós. Mas pelo caminho ele perdeu o pai, para a mesma doença. O pai que já havia sofrido desse mal voltou a reincidir, tanto quanto sei, e dessa vez não conseguiu dar mais luta que a própria doença.
Falo desta doença com a sorte de não ter tido ninguém próximo na família a sofrer dela. Quando era menina soube que existia e conheci crianças que a tinham. Curaram-se. Soube de muitas doenças quando era criança por ter um parente que acabava por lidar com as mesmas, ainda que indirectamente. Soube mais tarde de um ramo da família mais afastado que veio a sofrer com a mesma. A pessoa curou-se e, por ironia ou não, é agora a única sobrevivente de uma família de muitos em que outras pessoas vieram a falecer antes sem que ninguém contasse com esse desfecho. A vida ninguém sabe mesmo quando vai terminar. Mas esta doença é muito ingrata. Vejo-a assim. É algo silencioso que vai nos genes. E não há meio da ciência e da biologia arranjarem uma forma de erradicá-la. Tanta doença que o homem já conseguiu combater! Tanta que cuja fatalidade já reduziu ao ponto de poucos se preocuparem em as apanhar. Acho que esta era a que mais gostaria de saber que foi encontrada uma cura. Faz anos que anseio por essa descoberta - cada vez que oiço falar em progressos ou numa grande doação monetária para a causa. E se um dia os geneticistas descobrirem uma forma de remover esse "gene" do código de ADN antes de uma criança nascer - como já se faz algo parecido com pais com AIDS que querem constituir família mas como é óbvio, não querem colocar no mundo uma criança já condenada, se isso é possível para algumas doenças, tomara que venha a ser com esta também. Caso contrário as pessoas deviam saber atempadamente com o que contar. E a partir daí decidir se querem correr o risco de colocar no mundo filhos biológicos que podem vir a falecer cedo dessa doença. A preocupação de Jolie - que demorou até ter filhos próprios, a preocupação de quaisquer pais que vêm uma doença como esta chegar ao seu seio familiar.
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Edward Snowden - toca o assobio
Algumas pessoas passam por esta vida sem levantar muitas ondas. Outras em tenra idade são já procuradas e têm a vida em risco. É o caso de Edward Snowden, um homem com cara de míudo que, com apenas 30 anos, procura asilo político.
O seu crime? Bem, o seu crime foi ter ido a um órgão de comunicação social dizer o que muita gente já sabe: tudo o que uma pessoa faz na internet NÃO É privado e os EUA, país "defensor" da liberdade e claramente não fascista (?) é o grande invasor que controla e monitoriza as comunicações globais, tendo colocado escutas na Eunião Europeia, nas Nações Unidas, em dezenas de embaixadas e por toda a parte, essencialmente, realizando assim espionagem pura e dura e indo contra os princípios mais básicos da liberdade.
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| Ler aqui mais detalhadamente neste artigo do jornal "Público" sobre as escutas efectuadas, os métodos utilizados e alguns dos alvos. |
Só pelo facto de estar a escrever um post sobre Edward Snowden, provavelmente este nome já está numa base de dados para que assim que for teclado em qualquer parte do mundo um mega-computador espião fica programado para copiar e monitorizar as actividades da pessoa que teclou o nome. Pode ser a quilómetros de distância, do outro lado do mundo. Quiçá até no espaço - pois todos conhecemos que estas características extremas de espionagem assumiram contornos algo semi-públicos com a guerra fria e com a utilização de satélites-espião. Se quando era menina fiquei espantada por saber que um satélite a orbitar no espaço podia ler as palavras de uma carta que tivesse a ler aqui na terra, isso para mim serviu para confirmar que a liberdade, em si, é inexistente. Ela existe até alguém decidir interferir com ela.
E foi isso que fizeram, parece-me, a Edward Snowden. Para os serviços de inteligência dos EUA ele é um traidor. Abriu a boca, tocou o "apito". Ainda agora para encontrar uma ilustração deparei-me com este artigo que realiza uma sondagem. É Edward um traidor, um herói ou ainda aguardamos mais informações para tomar uma decisão? (Engraçado como esta opção nunca surge e hei-la agora como opção). Estranhei o artigo e como pede que se seleccione uma opção até pensei: olha aqui este artigo fajuto, feito para saber quem defende e quem está contra este indivíduo. Se carregar, ficou registado, fica catalogado, fica classificado, etc.
E se um dia um hitman te aparecer pelas costas, no instante seguinte estás com o criador. Nem sabes o que te deu. Snowden corre esse risco mas, ao mesmo tempo, a exposição que recebe está a protegê-lo. Já imaginaram o que é viver a vida escondido? Sabendo que a cabeça está a prémio? Deve ser terrível!
Pessoalmente - e já aqui o manifestei, não acredito na privacidade de nada do que uma pessoa coloca no computador. Não estou a dizer apenas internet - mas computador. Basta UMA VEZ, escrever apenas uma vez o nome, indicar os números de identificação sociais, e fica para sempre essa impressão digital. Existem muitos perigos aqui onde gostamos de "passar férias"... Devem estes ser monitorizados até que extensão? Ou não devem de todo? Já aqui disse: nada é de graça. Podes até estar a pagar o serviço de recepção de internet, mas não pagar o usar um blogger, um jogo em flash, etc...? Alguma coisa alguém está a ganhar algures, acreditem.
Por exemplo: acho incrível que segundo a informação do blogger, o trâfego de visitas ao site assim que termino, algumas vezes, de escrever uma ideia qualquer, refira que a mesma foi uma vez vista algures na américa. A "mancha verde" aponta sempre para lá e para a mesma zona. Por vezes também vai para os lados da Ásia mas a manchinha é, sem dúvida, bastante mais acentuada para os states. Duvido que algum americano ainda que um tuga descendente, assim que acabo de escrever "hoje está calor" queira ler o que se passa :) Acredito mais que é o próprio sistema blogger que alerta um outro sistema qualquer que vai dar uma "espreitadela" ao que se anda a fazer. Leitores realmente, nem sei se tenho alguns :)
Quanto a este caso, Snowden apresentou PROVAS. O mundo está avisado com documentos da postura dos EUA sobre os seus "amigos". Tanto se temem países como a Coreia do Norte e a China, com as suas armas de "destruição maciça", para depois ninguém parecer querer levar à justiça este comportamento alarmante dos EUA, que praticamente colocou a EUROPA toda sobre escuta, além do próprio país. E então? Como vai ficar?
Quanto a este caso, Snowden apresentou PROVAS. O mundo está avisado com documentos da postura dos EUA sobre os seus "amigos". Tanto se temem países como a Coreia do Norte e a China, com as suas armas de "destruição maciça", para depois ninguém parecer querer levar à justiça este comportamento alarmante dos EUA, que praticamente colocou a EUROPA toda sobre escuta, além do próprio país. E então? Como vai ficar?
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domingo, 7 de julho de 2013
O SEXO e os tabus
Já havia mencionado que existem certos paradigmas sobre o sexo que não entendo. Um deles é o conceito de virgindade e porque razão esta sociedade e outras bem opostas a esta colocam tanto ênfase numa coisa cujo conceito me escapa. Sejamos diretos: a virgindade desaparece com a penetração. Pelo menos é sobre isso que parece girar a definição.
Que tal seja tão redutor é algo que me parece descabido. Quando calho ler nessas revistas de conselhos alguém a iniciar-se no sexo dizer que faz de tudo com o namorado mas que ainda é virgem porque não existiu penetração vaginal acho este conceito RIDICULO. A virgindade não pode ser um acto redutor e insignificante como esse. Se um casal se lança em práticas sexuais, não será certamente um detalhe como a existência de penetração vaginal que fará a diferença entre a virgindade e a não virgindade. Queridos: têm sexo, querem ter, não se é mais virgem! Não importa se o hímen é rompido ou não. Assim como também não é justo achar que uma rapariga (centro-me no género feminino) que tenha rompido o hímen não seja por isso virgem. Por tudo isto não concordo com o conceito redutor da virgindade a uma simples condição física. A virgindade devia ser algo belo, como um sentimento. Aquele sentimento de amor que um dia apetece entregar, partilhar e viver com alguém. Dado esse passo, "ela" está entregue. Foi solta, partilhada.
Faz sentido?
Outro aspecto que acho fascinante é a forma como a humanidade lidou com a prática sexual ao longo dos séculos. Julgamos nós, jovens de agora, que agora é que se vive uma liberdade e uma aceitação total, porque temos como modelo comparativo a sociedade mais punitiva da juventude de nossos pais ou avós. Na década de 60 sexo era uma coisa para acontecer entre casais unidos pela igreja. Não ficava bem alguém contrariar o que assim foi estipulado. Com o passar dos anos todas essas noções foram "para as urtigas" é é por isso que acho que hoje consideramos que vivemos numa sociedade muito aberta, receptiva e livre nesse aspecto. Será? Mesmo?
Por acaso acho que não. Podiamos ser menos presos a "conceitos" como o exemplo que referi acima, mas também existem outras formas de olhar para esta "liberdade" que se revelam não serem fruto de um pensamento "livre" realmente. Um casal com uma grande diferença de idades ainda é visto como um tabu. Ainda incomoda. Não aprovamos os/as amantes e não se vê com bons olhos a existência da prostituição. Se pessoalmente acho que o homossexualismo já não incomoda ninguém, certamente que existirá a quem ainda faça espécie. E se reprovamos a não monogamia, quer dizer que não aprovamos a bigamia ou a poligamia. E embora pessoalmente compreenda em muitos casos porquê e concorde, certamente que consigo também conceber excepções. Tudo se prende, essencialmente, à LIBERDADE de escolha. Um indivíduo deve ser livre para se conhecer e saber o que é melhor para si. Sem que isso seja um acto de egoísmo, imposição ou violência para com outros. Não aprovo ou concordo que se nasça em sociedades que impõem uma norma - como as comunidades/seitas no Uthan (EUA) que são totalmente fechadas e onde meninas de pouca idade são propriedade sexual de velhos que delas dispõem a seu belo prazer. Isso não é uma decisão livre, para ambos. A menina já nasceu naquele padrão. Não conhece mais nada. Não tem direito a decidir. Pelo que a LIBERDADE é essencial para legitimar uma opção sexual e todas, na verdade.
Também consigo imaginar o outro lado da moeda, no que respeita ao excesso de liberdade no que respeita às práticas sexuais. Mas como acho que consegui explicar, tudo depende desta liberdade existir realmente ou ser uma convenção social. Algumas sociedades ancestrais, ou algumas situações actuais, não é a presença de total liberdade e sim a falta de afectividade que destrói por excesso a moralidade e estrutura social. Numa situação idealista, esta liberdade de que falo é alcançável. Na prática, não sei se é assim fácil a todos. Se se estabelecer conceitos de libertinagem, que pode ser confundido com liberdade, repete-se uma "sodoma e gomorra*". Uma versão de um caus afectivo.
E com isto gostava de aqui deixar uma recente "descoberta". Um artigo bem interessante sobre uma cidade que foi destruída da face da terra e que existem factos que comprovam a sua existência - Pompeia. O desaparecimento de Pompeia em 79 D.C. sempre me fascinou. Um vulcão cobriu toda uma cidade que crescia à séculos em 6 metros de cinza! Arrasou tudo. Desapareceu tudo. Num instante. Pompeia e mais duas outras cidades dos arredores não só foram destruídas como pareceu mais que foram erradicadas da face do planeta. E olhem que aquela cidade era realmente imensa. Rivaliza com qualquer capital de um país desenvolvido dos dias de hoje. Pude visitá-la num dia de calor infernal como os que temos tido recentemente e não recomendo. Não vão lá em dias de calor! Era uma cidade enorme, nada a ver com as ideias que os filmes passam de "pequenas" localidades com meia-dúzia de estabelecimentos. O Vesúvio parece inocente, a observar passivamente todas as ruínas da cidade agora desenterrada, mas o bafo de calor é especialmente forte e, de alguma forma, ele, o vulcão Vesúvio, parece ser o responsável. Dá para imaginar a agonia e desespero e nem se trata de uma ínfima parte do que deve ter sido a catástrofe.
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| Maquete das ruinas de Pompeia. (Museu Arqueológico de Nápoles) Se a pé dá para ver que era imensa, assim dá para entender que era colossal! |
Mas um outro lado FASCINANTE de Pompeia está na sua sociedade. Só recentemente pude entender melhor como é que esta lidava com o sexo. Os povos antigos não eram cá de pudores, à não eram não. E o homossexualismo era uma prática bem aceite e recorrente. Entre outras, decerto. Ofereciam-se serviços de "felicidade" (prostíbulos) dirigidos não à satisfação individual mas uma espécie de "vários em um", para lucrar mais num menor espaço de tempo. Um determinado "fornecedor" deixou assim escrito:

As ruínas de Pompeia foram descobertas e começaram a ser desterradas apenas em 1748 D.C. Por mais de um milénio permaneceram semi-vivas e ocultas no solo. Para depois surgirem como um tesouro raro, uma "janela" para o passado. Com rostos conservados pelas cinzas, frescos, mosaicos e... Falos. Em 1819 uma figura importante visitou com a família a exposição sobre Pompeia no Museu Arqueológico de Nápoles e ficou constrangido com as obras de arte explicitamente eróticas. Decidiu que o melhor seria separá-las e mantê-las fechadas num espaço secreto, acessível apenas a pessoas maduras de moral respeitável. Heis algumas dessas coisas.
| Oferendas votivas de Pompeia. Serão moldes reais? |
Devo também dizer que considero que a mesma liberdade que se deve conceder à prática de sexo também se deve conceder à falta dele. Acho que consegui explicar que a liberdade de escolha das pessoas deve ser aceite, desde que a mesma não interfira com a liberdade de escolha de outra. E assim sendo, tanto consigo entender quem é sexualmente muito activo como aquele que não o é de todo. E por isso entendo o que levou a que esta parte da sociedade de Pompeia tenha sido visualmente reservada aos olhos da maioria do público. Algures na história da humanidade deu-se uma mudança. Onde a existência de boa moral passou a ser exigida e se fez frente (e porque não dizer combate) a estilos de vida mais pervertidos. Tudo isto faz parte da história de todos nós e consigo entender tanto um lado como o outro. A evolução é assim mesmo e me questiono com curiosidade como será que a sociedade vai evoluir quando mais um milénio passar. Quem seremos nós no anos 3748?
*Sodoma e Gomorra, as duas cidades bíblicas destruídas pela ira de Deus pelo seu vício e pecado
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sexta-feira, 5 de julho de 2013
A ZON IRIS é PIOR que os 40º de calor lá fora!
9 dias PRESA em casa... Reclusa das moléstias do calor e SETE DIAS sem esta m****
da linha da ZON IRIS a funcionar!
Nem sei qual a pior tortura: se o calor se a conta ao final do mês para pagar um serviço que nunca funciona quando queremos!
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quinta-feira, 4 de julho de 2013
As "celebridades" instantâneas (e as vezes que mordem o isco pela própria boca)
Vou dar como exemplo Cátia Palhinha, anónima que participou num reality show Casa dos Segredos 2 e pelo seu jeito de ser caiu nas graças do público. Cátia era engraçada mas também tinha os seus "quês" de contradição. Que não eram poucos, colocando de parte o ser engraçada ficavam bem expostos.
Cátia afirmou dentro da casa que JAMAIS participaria num reality show se tivesse filhos. E acrescentou: "Eu se tivesse uma filha como ela tem não vinha cá para dentro" - referindo-se então em conversa à participante Daniela Simões, mãe de uma menina de 10 anos (salvo erro na idade).
E como o mundo não demora muito tempo a girar, a oportunidade de provar a autenticidade das suas palavras não demorou a chegar. Engravidando praticamente assim que sai do programa - ainda que não tivesse emprego estável ou alguém na família directa com um, a moça regressou ao reality show Casa dos Segredos Desafio Final, quando a filha tinha poucos meses de idade e ainda amamentava. Disse ela que o fez para mudar algumas ideias erradas que as pessoas tinham dela (de ser uma desenvergonhada, talvez, pois a primeira participação teve direito a sexo e a um constante assédio descarado) e também para ajudar a filha.
Achamos todos muito bem e não foi recriminada por claramente se contradizer. Ainda mais tão depressa, com uma bebé de meses e não com uma com 10 anos. Acabou por se singrar vencedora do concurso - facto que o público - a pensar no futuro e no bem estar daquela inocente criança nem achou mal.
Porém, a história de Cátia Palhinha não termina aqui. Outro reality show aparece - O Big Brother VIP e novamente ela entra. Volta a deixar a filha pequena em casa, com os avós paternos. Desta vez julgo que não tinha nada a provar para ninguém. Já havia vencido o programa anterior e feito "as emendas" com o público. Então porque participou se, conforme afirmou da primeira vez, era tão contra a presença de MÃES em reality shows?
Ao que parece a vontade de dar nas vistas e ainda por cima na televisão, virou vício. Ou então alicia-lhe o dinheiro fácil, que vem só por ali estar ou por aparecer em revistas. Mas Cátia não surgiu num terceiro reality show como havia desaparecido. Não. Ela voltou após uma recente cirurgia plástica ao peito - segundo ela realizada devido aos efeitos da gravidez, embora antes da mesma já deixasse a desejar perante concorrentes até mais velhas que ela. Eram tão recentes as cicatrizes que o cirurgião nem aprovou a participação dela no concurso. Só não sei porque não estive para me informar se essa cirurgia foi PAGA com o dinheiro do prémio ou foi um acordo qualquer e acabou por ficar de "graça". Sinceramente, se eu fosse cirurgião plástico não ia aceitar operar um concorrente de RS sem demoradas considerações sobre o impacto que isso traria para a minha reputação. Não trás quaisquer benefícios ao próprio, que ainda acaba mal visto devido a uma certo estigma de "fome por fama" que rodeia quem nestes concursos participa.
Um estigma por vezes certo, raramente sem razão de ser. E no caso de Cátia Palhinha, que no concurso foi vista a arrancar do jardim duas bolas decorativas para imitar com sarcásmo os grandes peitos da concorrente Susana, uma stripper viciada em cirurgias - acabou por morder também aqui o anzol que ela própria colocou, indo também ela fazer cirurgia ao peito e, o que é pior, com o mesmo cirurgião que operou Susana. (salvo erro).
É mesmo um caso perfeito de QUEM DESDENHA QUER COMPRAR.
Ela comprou. Mas deve-lhe custar mais do que pensa. Pelo caminho parece ter perdido qualquer ambição de uma carreira ou profissão no ramo médico.
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