sábado, 20 de março de 2010

Fidelidade Masculina?


Um artigo aparentemente inocente numa revista cor-de-rosa já dizia tudo: a vencedora do Globo de Ouro para melhor actriz este ano, a grande Sandra Bullock, mulher bonita, desejada por muitos, foi traída pelo marido. Hally Berry, outra super-deusa, desejada por muitos homens e até mesmo mulheres, símbolo sexual, também teve o marido a adornar-lhe a testa com um belo par deles.
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Estas são mulheres por quem todos os homens suspiram. Não há um que não diga: "Se eu tivesse uma oportunidade, ela ia ver...". Pois elas dão essa oportunidade e, o que acontece? Comportam-se iguais a qualquer outro!
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Um homem não é capaz de fidelidade. Mesmo aqueles que tiveram a sorte de ser os escolhidos pelas mulheres mais sexys do planeta têm neles que querem "comer" mais umas. Tenho cá para mim que um homem só é capaz de ser fiel com uma "puta". Sabem, aqueles que são casados com ex-coelhinhas da Playboy? Ex f*d@# de Hugh Efner? As que não se importam de "papar" outras mulheres e que deixam o marido fazer o mesmo. Afinal, ao longo da história, a fidelidade masculina tem sido um mito. Nunca foi totalmente comprovada. Embora acredite que existem uns por aí, creio que não são o tipo que julgamos ou desejamos. Mas... não serei eu, que sou mulher, a fantasiar? O mais certo é que nem esses consigam se manter fiéis. Se isso acontecer é porque, a mulher a seu lado, tem muito, mas muito, muito, muito de "bitch" dentro dela... O que não é de espantar. A própria sociedade cobra das mulheres esse tipo de atitude, de comportamento, de essência e de aparência. E elas caiem, que nem patinhas...
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Conquistar as coisas pela horizontal. Parece que sempre foi assim e sempre será. Mudam as aparências, mas não a essência. Antigamente um homem sabia o que queria: uma esposa com quem ter filhos, para respeitar e cuidar, e várias amantes para ter sexo quando e como quiser, sem restrições ou inibições. Ao menos nessa altura, algumas de nós ainda seriam "cuidadas", "respeitadas", com "cornos" e sífilis à mistura... Talvez algumas tenham tido a sorte de só terem sido procuradas aquando a reprodução e depois deixadas em paz... talvez... Hoje estou para isto. Pensem nisso.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A outra metade da laranja TEM de ter decência e respeito

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R E S P E I T O.
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Acredito que é disto que as relações são feitas. Não falo apenas das ligações amorosas, mas de todo o tipo de laços que unem as pessoas. Matrimoniais, familiares, entre colegas de trabalho, vizinhos, passageiros em transportes públicos, automobilistas... o que for.
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E é também o que vejo estar mais em falta na sociedade. Apesar dos dois últimos posts terem sido sobre "o homem ideal", a verdade é que não procuro achar a "metade da laranja". Dos outros, homens e mulheres, apenas quero receber o que lhes dou:
R E S P E I T O.
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Isto deve-se, claramente, à acumulação de experiências de vida. Sem falar daquilo que se aprende observando os outros, cada um sabe de si. E, no meu entender, os homens têm-se mostrado na sociedade actual como uns seres indecentes e mesquinhos. Os colegas de trabalho que vou tendo têm-se revelado assim. Tratam as mulheres "abaixo de cão" ou como "objectos sexuais", numa admissão clara de inadaptabilidade e sensação de inferioridade. Trabalhar com mulheres ainda os intimida. Não abraçaram a ideia. Oferecem resistência passivo-agressiva, não querem tê-las ali, a menos que sirvam para lhes "lavar" as vistas ou lhes possam lançar "piropos" e levá-las para a cama. Ainda nos vêm como uma ameaça. Mesmo com todas as transformações vividas pela sociedade desde que a segunda Guerra Mundial capultou definitivamente a mulher para os postos de trabalho não caseiros. A verdade é esta:
A maioria dos homens ainda tem a mentalidade genética na época Neandertal.
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Dentro do universo profissional procuram passar a ideia de que o trabalho feminino é incompetente. Praticam "bulling", fazem queixinhas pelas costas, armam armadilhas, complicam as tarefas, são piores que... mulheres! Na realidade, têm o proveito e nós, apenas a fama.
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Perante esta realidade, onde fica a satisfação de conquista? Que mulher sente-se feliz por ter a seu lado um homem que a trata mal? É de surpreender que, cada vez mais, ganhem desinteresse pelo sexo oposto?
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RESPEITO, AMIZADE e DECÊNCIA.
Um homem com "H" maiúsculo tem de ter, ao menos, estas qualidades.


terça-feira, 16 de março de 2010

Não se deve beber leite?

LEITE?
Noutro dia ouvi alguém dizer que não se deve beber leite, pois é prejudicial à saúde. No máximo, um jovem ou um adulto deve restringir-se ao magro.
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Não foi a primeira vez que ouvi tal coisa. Um documentário já tinha passado essa ideia de que a substância leitosa era altamente prejudicial. Praticamente um veneno! Mas... e onde estão as provas disso?
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Não digo que estão errados, nem que deixam de ter razão. Mas a verdade é que a espécie humana consome leite há mais tempo do que anda a ingerir pílulas anti-conceptivas, aspirinas, xaropes, ou se submete a campos magnéticos de centrais eléctricas, antenas e telemóveis.
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Então pergunto: se consumir leite favorece vir a sofrer de doenças como Alzheimer ou esclerose... o que faz o resto? É que me soube tão bem o pudinzinho que acabei de comer! Seria uma pena ter de deixar de provar algumas sobremesas. Ainda mais quando me lembro o quanto ficavam saborosos os pudins feitos pela avó, com leite gordo sempre pré-fervido!
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O leite faz mesmo mal?

sábado, 13 de março de 2010

Afinal o Homem Ideal é...

Humm...

Em relacção ao post anterior...

De repente percebi que o adorável Clark Kent é um extra-terrestre. Está tudo dito sobre o "homem ideal"... não é deste mundo! Haverá por aí algum geitoso ET? Bolas! E eu a achar que era uma questão de mudar de "ares" e conhecer pessoas de outros países e culturas, noutros locais. Afinal, o homem ideal é intergaláctico!
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Contudo, ainda suspiro pelo meu Et zinho!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Super-Homem e Lois Lane

O Homem Ideal

De vez em quando vejo uma série televisiva sobre o super-homem. De tanto ver, comecei a perceber o charme da personagem. Ainda demorou tempo mas comecei a perceber que... aquele é o meu tipo de homem! Um super herói!

.Eis que Clark Kent, pela primeira vez, beija Lois Lane.

-"Oh, não!" - lamentei eu.

.Nessa altura percebi: nunca vou ter um Super-homem. Estes gostam é da Lois Lane! E eu sou a Lana... Os super-homens não gostam das boazinhas... para isso já se têm a si próprios. Que tristeza... (queria tanto este Clark Kent...)


nota para mim mesma: aprender a ser mázinha!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Lição sobre beleza

Existem rostos bonitos e existem rostos bonitos e equilibrados.
Qual a diferença?
MUITA!!
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Concluí que nascer com um rosto perfeito não é benéfico. As bonitas e equilibradas tendem a despertar nas outras pessoas sentimentos de desconfiança e irritabilidade. Uma mulher bonita, com rosto simétrico, constituido por partes igualmente simétricas, vai viver uma vida desgraçada...

1º - Logo cedo na vida, vão achar a jovem adolescente uma "p=/@"
2º - Outras jovens da mesma idade, não se achando em vantagem, vão odiá-la e massacrá-la
3º - A sua auto-estima é baixa, a noção de que é bela não existe, acabará por se deixar maltratar por terceiros

Agora vejamos um rosto bonito, mas com algo menos equilibrado.

1º - A beleza fica oculta, sendo descoberta por terceiros e pela própria, aos poucos, enquanto cresce. Não é agredida, não é massacrada.... é a transformação do patinho feio para o cisne.
2º - Cresce a auto-confiança e a habilidade para se relaccionar com os outros. Por vezes, é preciso "baixar" o ego à auto-confiança e ao gosto por si própria, pois consegue atingir níveis narcisistas.

Um rosto menos bonito...

Bem, acredito que um rosto menos bonito é mais "maleável". Não conheço rostos que não considere bonitos... na diferença, está a beleza. Os rostos aparentemente menos atraentes, são aqueles que mais belos ficam com o tempo. As suas proprietárias, cientes e incoformadas com o que o destino lhes deu, assimilam todos os truques e recorrem ás técnicas que puderem para alterar uma situação que acham injusta. Logo aí, transformam-se e continuam a transformar-se. Um rosto menos agradável, vai melhorando com o tempo...

E onde ficam as bonitas e equilibradas? Com um começo de vida tão fustigado, por inveja, intriga, boatos, agressões, conspirações, tudo a resultar numa auto-imagem negativa, as bonitas e equilibradas tendem a não ficar assim por muito além dos anos da juventude...

Justo? Justo era se sentimentos como a inveja e a malícia não corrompesse o ser humano.

Conclui então que as mais feias têm mais sorte. E as mais belas têm uma vida de cão...

Discordam? Pois têm direito a isso! Eu é que tirei esta lição de vida...

Mas reparem:
Nas séries de televisão com personagens jovens, quem é sempre a mais odiada? A feiosa ou a bonitona? É a última, sempre! Tomem só como exemplo a série Beverly Hills 90210, de 1990. Centrando-se na vida de um grupo de adolescentes, adivinhem lá qual das personagens tevem direito a um clube de ódio? A boazinha! Que também era a bonitona... "I HATE BRANDA" estava estampado em milhares de T-shirts. Os fãs adoram odiar as perfeitinhas. Enquanto isso, inicialmente maliciosos, a criticar a falta de beleza da personagem de Tori Spelling, começaram, gradualmente, a achá-la mais bonita... hoje o rosto da actriz ficou ainda mais belo que na juventude. Plásticas ajudaram, sem dúvida. Mas aqui está: enquanto o rosto desta mulher melhorou com a idade, o rosto da "bonitinha" já não... é muito idêntico e ganha "artificialidade" com o tempo...

Mais recentemente, na série Smallville, a pobre Lana Lang, boa até à medula e bonitinha como poucas, também recebeu clube de ódio... Menos atraente na escala de atracção estava "Clóe" que, com a passagem dos anos, caiu no gosto dos espectadores e está cada vez mais bonita! (Uma plástica, mais uma vez, ajuda...). Quem o povo despreza? A bonitinha! Quem o povo gosta? A menos bonita... ao introduzirem uma "Lois Lane" cuja característica física proeminente são os proeminentes seios, toda a gente gosta. Porquê não vai ser uma "odiada"? Porque o rosto não é nada de especial.

Daniela Ruah, com quem simpatizei logo de início na primeira novela que fez, não era o rosto mais bonitinho do elenco. Esse pertencia a Vera Holtzing. No entanto... quem está numa série americana? A que é ligeiramente estrábica, ou parece. A perfeitinha, até pode ter mais talento mas esse tipo de beleza atrapalha. Já teve o seu tempo "dourado", agora cansa e até é alvo de agressão e antipatia. Este tipo de beleza tem de trabalhar duas vezes mais para chegar lá... e corre mais riscos de ser dispensada.

Uma imperfeição sempre teve o seu charme. Angelina Jolie, dizem que é a mulher mais bonita do mundo. Pessoalmente, acho-a estranha e desporpocional. Mas sabem o que mais? Resulta! Por ter um rosto assim, é considerada a mais bela. Uns lábios enormes em relacção ao resto e é bela...

E por tudo isto, repito: as belas estão tramadas!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Fazer Amizades


Noutro dia disseram-me algo que me fez reflectir. Disseram:

-"Já não existem amigos. Já não se fazem amizades como antes".

Pensei muito nisto. Amigos, é isso que todos precisamos e queremos. É isso que faz com que muitos encarem terceiros como alvos a abater, porque acham que lhes rivalizam. É como se a amizade não pudesse ser partilhada e devesse ser exclusiva. Vi isso acontecer à minha volta umas tantas vezes.

No colégio:
Dava-me com uma colega que era popular, a Fátima. A nossa relacção evoluiu naturalmente ao ponto de andarmos muitas vezes juntas, a combinar coisas ou em conversa. Mas ela era ambiciosa e queria conhecer o que desconhecia. Tinha pouca cultura geral, desconhecia muita coisa, mas era muito boa a relaccionar-se com pessoas e a cair-lhes no goto. Para si, isso era uma arte. Nem sempre era genuína (representava muito) mas era autêntica porque, o seu carácter era mesmo esse: ela era como plasticina: aquilo que a outra pessoa precisasse, era o que ela se transformava para essa pessoa. Vinha outra, ela "transformava-se" noutra pessoa... "People pleaser", mas sabendo cobrar... entendem?

Entretanto chegou uma terceira pessoa, a Raquel, que, aos poucos e poucos, e com muita simpatia, foi introduzindo-se entre nós e criando uma separação. Convidava a Fátima a sair para conhecer lugares e pessoas diferentes. Tinha carro, o que era um atractivo enorme para a outra colega. As duas começaram a sair amíude. Raquel não deixava por menos: tentou conquistar o afecto da outra, oferecendo-lhe idas a concertos, passeios a cidades periféricas, diversão nocturna, muita brincadeira... nisto tudo, ambém fez por nos afastar. Intencionalmente, quero dizer.

Passou-me ao lado. Como gosto das pessoas em geral e todos temos defeitos, não me apercebi das suas intenções ou se percebi, não dei importância. A decisão é sempre da pessoa, não da influência de terceiros -´pensei, ingenuamente crédula.
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Com o tempo, quase deixei de conversar com a Fátima e os anos foram passando... Os laços entre a Raquel e a Fátima estreitaram-se, uma apresentou universos cativantes à outra... mas, no fundo, e hoje vejo isso claramente, (na altura depois também), tratou-se de uma acção comercial. Nada ali foi dado sem segundas intenções. Raquel "ofereceu" uma vida interessante mas em troca exigiu uma amizade. Claro que, após levar-se uma pessoa de carro daqui para ali, quando esta pede um favor, espera que este seja atendido. E assim começou uma amizade. (será que todas começam assim? Talvez...).

.Dois anos depois, um "grupo" estava formado. Um trio de amigas (eu não era o terceiro elemento) que andava quase sempre junto. Aí, quis o destino que eu e Fátima voltassemos a nos aproximar. Fizemos uma viagem juntas e, com isso, ela ficou a conhecer-me um pouco melhor, pois, o mal de pessoas reservadas como eu, é que os outros inventam as histórias que quiserem a respeito delas, que depressa ouvidos alheios anseiam por acreditar.
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Um belo dia, estávamos as duas a relembrar algumas aventuras, quando surge Raquel, com ar de poucos amigos, autoritária como costume e algo rude, a exigir que Fátima fosse com ela porque tinha algo particular a lhe dizer. A Fátima recusou-se e a outra insistiu, mas acabou por sair zangada. Nos seus olhos, quando se cruzaram com os meus, vi algo que me é familiar... inveja e raiva. É então que Fátima desabafa: "Estou farta, amiga! A Raquel anda sempre atrás de mim! Pensa que é minha mãe para me dar ordens! Agora tinha que ir com ela só porque ela queria, não! Estou cansada! Desde que cheguei que ela tem estado a agir de forma possessiva, não posso falar com ninguém, não posso combinar coisas com amigos que ela vem cobrar-me atenção! Não pode ser assim, tem de aprender! A bem ou a mal." - Eu, desconhecia a situação mas não demorei a entendê-la. Já tinha visto aquela "fome" de atenção dois anos antes. E tinha voltado a vê-la naquele olhar cheio de ciúmes e ódio. Eu, que nunca lhe fiz mal algum, nunca nenhuma palavra mal itencionada lhe dirigi ou sequer pronunciei a seu respeito... mas para este tipo de pessoas, isso não interessa.
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O terceiro elemento deste trio de amigas, a Marina, era uma pessoa de quem Fátima gostava muito e nutria admiração pela sua forma de estar. Perante este factor, Raquel não teve outro remédio senão acolher Marina também como sua amiga. Mas penso que isso nunca lhe agradou. Foi mais uma estratégia para não perder a amizade de Fátima. Como diz a expressão: se não a podes derrubar, junta-te a eles... e assim, Raquel permitiu "dividir" a amizade com alguém. Mas foi falsa o tempo todo, pois dizia-se amiga de Marina, mas não cessava de a criticar e, depois, atormentar. A Marina fazia mais o meu estilo... na sua, tranquila, só que não engolia desaforos! E eu engolia-os todos, tranquilamente... isso não assusta tanto as pessoas quanto ter de lidar com alguém que responde a provocações.
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Um belo dia também a Marina me confessou que não sentia mais amizade por Raquel e que esta nunca foi verdadeiramente sua amiga. Por mais que aquela confissão me chocasse, sabia que a Marina tinha razão e, mesmo sentindo um aperto no coração por assim ser, não deixei de admirá-la, e ao seu discernimento claro. Ela tinha razão: dali nunca ia receber respeito e sem isso, existe amizade? Não me parece.
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Uma vez Raquel disse-me que não era minha amiga e que não gostou de mim logo de início, mas que me tolerava porque eu era amiga da outra... nem nessa altura lhe levei a mal. Mas devia, não é mesmo? Até a ela, tratei com amizade até mesmo depois de me dizer isto... não tive o discernimento claro da outra!
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A Raquel era mesmo uma FDP... disfarçada! Ela fazia chantagem emocional com as pessoas. Primeiro, atraia-as com as suas ofertas apelativas. Depois, contava-lhes a vida triste que levou, coitada, tinha problemas com os pais (quem não tem) e sentia-se sozinha no continente (vinha das ilhas), sem muitos amigos e queria fazer alguns... Era uma pessoa muito agressiva que, amíude, maltratava os outros. Algumas vezes era chamada à atenção e aí, desculpava-se muito, ás vezes a voz soluçava e ia às lágrimas, dizendo que não tinha intenção... mas isso, com a Marina, resultou somente até um certo ponto. Depois nenhum "teatrinho" da Raquel surtiu mais efeito. É admirável mesmo...
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Fui quem teve menos sorte em toda esta experiência. A amizade com a outra, gradualmente, foi desaparecendo. Numa determinada altura, comecei a sentir algo estranho no ar. Como se algo se passasse e te diz respeito, mas ninguém te diz nada... quantos de nós não sabe o que isso é? Mas o pior, aquilo pelo que me sinto mais agredida, é que, da viagem que fiz com a Fátima, nasceu uma amizade com outra rapariga, a Patrícia, que veio visitar-nos. Logo aí estranhei muito o empenho da Raquel em a conhecer. Antes mesmo de a ver, já lhe estava a dar toda a amizade. Depois a Patrícia chegou, a Raquel foi muito, muito simpática com ela e, não sei como, eu comecei a sair mal vista... percebi aquele olhar INVEJOSO de Raquel outra vez em cima de mim. Chegou a dizer à Patrícia: "Mas o que é vocês vêm nela? Ela não é nada de especial!". Renovou a sua implicância comigo e, quando Patrícia veio passar uns dias em minha casa, Raquel, que mal a conhecia, telefonava-lhe todas as noites! Não me ligou nenhuma vez, pois, mal ou bem, conhecia-me há 4 anos. Nem a Fátima ligou à Patrícia mais que uma ou duas vezes. Mas Raquel, assim que saía do trabalho, ligava à Patrícia e, a primeira coisa que perguntava era se eu estava a conseguir fazer com que ela se divertisse. Depois perguntava-lhe se já não estava na hora de regressar, que devia, que ela ia organizar um jantar especial... Agora que penso nisso... que doentio! Espero que já se tenham separado, e que a possessividade de Raquel não mais passe impune!
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A implicância e maldade de Raquel custou-me outra amizade. Um ano depois, Patrícia voltou a visitar-me e Raquel mostrou-se muito surpresa e incomodada com o facto. Telefonou a Patrícia de imediato, a aliciá-la com um jantar íntimo em sua casa. Combinou uma hora e um local para a ir buscar e assim, quando se aproximou a hora, eu e Patrícia fomos ao local combinado. Quando Raquel me viu, o queixo caiu ao chão. Ficou com aquela boca aberta tempo suficiente para eu, finalmente, entender claramente o que tinha á minha frente. Murmurou algo para o namorado por de cima do tejadilho do novo automóvel e sorriu, falsamente, dizendo:

- Carolina! O que é que estás aqui a fazer com a Patrícia?? - e nisto, eu SOUBE. Entendi logo que não era bem vinda. Raquel estava aflita: receava que Patrícia acabasse por me convidar para jantar e era óbvio que ela não o queria. Eu teria adorado conviver um pouco, mas diante da falsidade que encontrei, só quis afastar-me. Só queria ir embora dali. Fiquei contente por ver Raquel. Soube que estava desempregada e lamentei por ela. Sou tão parva! Estava a receber subsídio, andava feliz! No instante em que percebi a expressão de nojo da Raquel, um medo assolou-me o pensamento: ia perder o contacto com Patrícia. Sentia que havia algo no ar. Algo muito negativo, que ninguém falava, mas me dizia respeito. Achei estranho colegas meus não mais responderem a emails ou a contactos telefónicos. E, quando atendiam, falavam como se algo os incomodasse. Assim sendo, deixei de lhes ligar e eles nunca mostraram se preocupar com isso.

Patrícia nunca mais entrou em contacto comigo. Não respondeu aos meus emails. Quando estava longe, estava longe... mas sabê-la a viver na mesma cidade que eu, saber que ia apanhar um avião de regresso e não se despedir de mim... custou. Saber que voltaria para o ano, custou.
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Malditas sejam as Raqueis da vida! Eu também tenho culpa, claro, com este meu feitio calado, que aguenta surras de pé... um coração bondoso e ar de durona.... as pessoas limitam-se a lançar boatos e pronto: cola logo. Se eu disser "olá" na rua até parece que disse "merda", tal é a predisposição das pessoas para encontrarem algo em ti que possa confirmar esses boatos.
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Não sei se acredito em amizades. No emprego chegou uma colega nova, que veio substituir uma outra que, quando lá cheguei, foi das que melhor me tratou. Talvez por isso, tratei muito bem esta nova colega logo de início. Devo ter sido a única porque as restantes, pelas costas, gostavam de tirar uma lasquinha... e tinham razões para isso porque a nova colega vestia-se de forma provocante e exagerada na maquilhagem e nos acessórios. Andava sempre com óculos escuros na cabeça, uma série de pulseiras barulhentas nos braços, todos os acessórios que usava eram exagerados e cheios de metálicos dourados. Parecia uma figura alegórica de um carnaval dos anos 80. Completamente fora de moda, mas a achar-se muito "in". A pior impressão que me passou foi o flirt. A voz que usava para falar com as pessoas era num tom adulterado. Cheia de "mel", voz de criança, quase, cheia de risinhos e um tom abaixo do normal. Este tipo de pessoa não me suscita muita confiança, tenho de confessar. Mas como não acredito no julgamento pela aparência ou primeiras impressões, nada disso influenciou o meu trato com ela.
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Enquanto veio-se a perceber que ela gostava muito de falar de si própria, relatando com contentamento o tempo que passava a maquilhar-se no espelho do carro e a mostrar as muitas fotografias que tinha de si própria, o facto é que, esta sua forma de ser aliada à jovem idade, caiu no goto de todos os colegas homens, bem depressa. Sentindo-se mais segura, a vozinha fina começou a dar lugar a uma voz arrogante, prepotente e agressiva. A verdadeira Rita estava a surgir! E então, eu, que sempre a tratei bem, comecei a receber umas agressões verbais gratuitas, vindas do nada. Enquanto que outras colegas lá lhe mostraram que tinham unhas para arranhar. A verdade é que mais de um ano se passou e só esta semana a sua atitude ultrapassou a minha paciência. Por algo que nada tinha a ver comigo, veio fazer cobranças aos gritos e verbalmente agressiva. Mas, o pior era quando se punha a fazer "grunhidos" cada vez que eu dizia algo pessoal, ou sobre o meu trabalho. Era ouvi-la a fazer "Hums! Hás! Suspiros, ai, ais!" - que grande fdp! Há um limite, e o meu ela conseguiu atingir num destes dias. Chegou a criticar a minha forma de trabalhar, sem sequer ter visto o que eu fazia! Criticou por "procuração", limitando-se a repetir, palavra por palavra, as agressões que um outro colega (com quem ela andou a flirtar durante meses e agora já levou para a cama) injustamente me fazia. Outro que testou a minha paciência até o limite... que chegou à duas semanas atrás..
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O que se passa com as pessoas e a amizade que são capazes de dar a alguém? Já vi que sendo como sou, não vou conseguir nenhuma... Mas se desatar a agredir e a responder torto às pessoas, recebo respeito e, por consequência, devem achar-me mais interessante e querem conhecer-me melhor, ou travar uma amizade. Em suma: não podes ser uma boa pessoa. Não te deixam! Se és, és fustigado...
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Se não tiveres algo que elas desejam para "troca", também não te acham interessante.
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Provavelmente, as amizades sempre foram assim. Nós é que aprendemos que se passa o contrário. Mas, em tudo isto, uma coisa me chateia: é que exista competição! Ñão entendo porquê algumas pessoas, como esta rapariga Rita, descrimina amizades. O que a faz escolher umas e não todas? Quer dizer: uma pessoa que chegou ali "sedenta" por atenção... que se contentaria com umas parcas amizades... A sua natureze é mesmo essa: algumas porque, muitas mais, não lhe interessam e viram "alvos" de agressão. E é assim por toda a parte, mal me engane.