
Posso não entender muito de estética feminina mas tenho instinto para saber no que vale a pena apostar.
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A primeira vez que ouvi falar na depilação definitiva soube que era isso que queria para mim. Estavamos em 1986 e li numa revista sobre o método da electrólise. Uma agulha que actuava directamente no pêlo, eliminando-o «para sempre». Causava dor, referida como "sensação de desconforto" para não afastar potênciais interessadas. Mas diziam que era momentânea e passava. De resto, o outro método mais avançado conhecido, a cera quente, também causava dor, pelo que, presumo que qualquer mulher aceitaria esta condicionante, aliás, sua amiga íntima que faz visitas regulares.
.Em 86 era uma miúda que ainda estava para ter pêlos indesejáveis... então pensei cá para mim: bem, isto ainda não deve existir em Portugal ou não está acessível a qualquer um. Sou nova. Quando chegar a altura, decerto que a coisa já evoluiu e inventaram alguma coisa que seja sem dor e, de preferência, sem «electricidade».
.Pois a intuição estava certa. Infelizmente, ainda não experimentei o método, por razões várias. Mas aponto também uma falha em tudo isto: sabe-se que existem "n" coisas, mas a informação não nos chega organizada. Ou seja: sabemos que existem riscos e vários sistemas. Como escolher? É aqui que a coisa vai sendo adiada...
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Neste espaço de tempo também não fiz opções drásticas... a cera quente, viessem elogiá-la quantas vezes quizessem, nunca me convenceu. A gilette - solução avançada pela minha mãe que não podia preocupar-se menos com o meu «drama», estava fora de questão. Até que chegaram as bandas de cera fria, em tiras... práticas, sem grandes dramas ou complexidades e ainda por cima, ajudavam a remover restos de cera com facilidade. Para mim tinham um grande inconveniente: demora imenso tempo!
Nã... aquilo também não era para mim. Mas lá teria de desenrascar. Anos se passaram e consegui chegar há idade adulta sem ter experimentado depilar os pêlos nas pernas com gilette ou pinça. Para depois, aos 20 e tal anos, desenvolver uma neura incontrolável de estragar tudo, não só nas pernas, mas igualmente em outras partes do corpo com pele! E que bonita e saudável era ela - sempre me disseram. Agora aguardo que a tecnologia aliada ao laser possa fazer um «milagrezinho» e passar uma borracha nas ténues mas visíveis cicatrizes que me dei. Não sei bem porquê desenvolvi este súbito hábito de «massacrar» a pele. Existe um nome para isto, algo que termina em «ia», do género «fobia», «mania»... uma ia!
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Mas não deixo de achar engraçado como as coisas evoluem. Sempre me fascinou a evolução aliada à tecnologia e quase como que adivinhava o que o futuro iria trazer. Agora até já se pode «queimar» calorias, literalmente... nenhuma cirurgia ou agressões físicas são necessárias. E o melhor de tudo isto, é que as coisas também estão a evoluir de modo a pesarem mais no prato da balança da saúde.
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Se remover pelos é bonito estéticamente, é um erro em termos de higiene. Dizemos o contrário, porque vivemos presentemente numa sociedade que gosta de ver os outros depilados. Mas a depilação, ainda mais na parte íntima, facilita o aparecimento de infecções, de cheiros, de irritações de pele... embora nada disso nos convença. Queremos ser hair-free!
.A verdade é que estes novos métodos, são preferíveis em termos de higiene e de saúde. Já que vamos remover os pelitos, que o façamos da forma mais indolor e segura possível. A cera quente, por exemplo, quando mal utilizada, é conhecida por causar queimaduras graves. Agora dizem também que pode provocar cancro, além que acarreta riscos de higiene quando feita em centros de estética, pois os materiais se não forem estilizados, podem-se passar infecções de cliente para cliente... assim como as pedicures e as manicures... está tudo a evoluir para a beleza obtida com a ajuda de máquinas, sem dor e com mais saúde! Haja dinheiro que esse, não anda a aumentar e ninguém se lança nestas coisas sem ter um pé de meia. Os que facultam estes serviços, digam o que disserem , são coisas caras. A teia de procedimentos está feita de modo a que a pessoa gaste várias vezes. Por exemplo: tudo precisa de consultas. Antes de chegar ao tratamento em si, já está a gastar para explicar o que quer. Depois existem medicamentos, dietas, e mutias dicas que, sinceramente, acjo que vale a pena experimentar. Mas para isso, não se iludam: é preciso ter bolsa!
.Termino este longo post facultando um link para um texto FANTÁSTICO, que desmitifica de vez o que é uma depilação... Sem truques: é assim mesmo! E ainda vêm dizer que no tempo de Cleópatra eram todos uns bárbaros!




