sexta-feira, 31 de julho de 2009

EXPOSIÇÃO TITANIC - vídeos reais

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Fui à exposição do Titanic na estação dos comboios do Rossio, em Lisboa, mas não trouxe souvenirs. Há alguns anos decidi que se deve trazer sempre uma lembrança dos locais que se visita e dos monumentos e museus visitados. Descobri isto ao passar pela memória os locais onde fui. O museu do Prado e o Reina Sofia em Madrid, as dunas protegidas de Aveiro, um lugarejo em França... e nada, nem uma fotografia, para me situar.
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Está certo que nem todos os locais têm artesanato ou sabem explorar devidamente as razões que trazem os turistas até um local. Mas não esperava tamanha falta na exposição do Titanic. Na verdade, foi preciso chegar a casa para perceber o quanto era «pobre». Uma pesquisa na internet revelou o conteúdo de outras exposições, noutros países, com a presença de uma maquete do barco em escala menor e com a reprodução da escadaria do salão principal - nada disso se pode ver na exposição de Lisboa. Embora não deixe de recomendar que se vá visitar. É carote, mas é um momento único, em que se divide o mesmo espaço com objectos que afundaram com o navio e estiveram décadas a 3000 metros no fundo do mar. É proibido tirar fotografias logo aí, lá se vai a recordação... que a loja de lembranças à saída podia de alguma forma, compensar. Mas os objectos disponibilizados são totalmente desinteressantes. Muitos DVDs do filme do Cameron, alguns livros, chaveiros com o símbolo da White Star Line e T-shirts com o mesmo logo. Nada especial ou criativo.

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Na busca por mais informações sobre o Titanic, descobri até coisas meio «macabras». Como por exemplo, a existência de um museu, com a forma do barco e um icebergue encrustrado no casco, onde é possível efectuar muitas festas, reuniões e até casar junto à fiel réplica da famosa escadaria do salão principal do Titanic. Pessoas "mascaradas" à época, andam pelos corredores a servir os visitantes. Horripilante... mas, se calhar, gostariamos de lá ir espreitar. Mas pior que isto foi, talvez, encontrar um escorrega insuflável na forma da popa do Titanic... macabro!
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Tirando isso, aconselho mesmo que se vá fazer uma visita. Toda a exposição é escura, criando um ambiente de proximidade com o drama do Titanic. Os objectos, muitos como novos, até nos fazem duvidar do percurso e história que carregam. As músicas ambiente, diferentes e m cada uma das muitas salas da exposição, são as que, supostamente, tocaram no Titanic. (Eis um exemplo de lembrança que a loja de souvenirs devia disponibizar! Afinal, dvds do filme do Cameron... quem não tem?). Numa das salas escuta-se o barulho das caldeiras. Pode-se ainda tocar com o dedo no casco do navio (se não temer os virus que outros antes de si podem ter deixado ali) e ainda cheirar os perfumes de Adolphe Saalfeld, perfumista de 47 anos que sobreviveu ao naufrágio. Dispense o audio-tour. O aparelho dá-lhe explicações do que está a ver, mas não precisa dele. Economiza 4 euros.
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Mas mais que isto, a razão para estar a criar este post prende-se com os "achados" da pesquisa na internet. Bela invenção, esta! Onde estava ela para preservar as minhas memórias? Bem, mas está aqui agora e graças a ela consegui compilar uma série de testemunhos de sobreviventes do Titanic (sim, leram bem: os verdadeiros! Pessoas que estavam a bordo do Titanic e há muitos anos atrás, antes mesmo de terem sido descobertos os restos no fundo do oceano, falaram para a rádio e para a televisão). Essas preciosidades estão agora na internet e são elas que partilho aqui, em vídeo-legendado.



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