A notícia pode ser lida aqui: segundo um estudo de apenas 15 anos (acho pouco), um professor de medicina desportiva concluiu que não existe qualquer benefício no uso da peça de indumentária chamada soutien - uma invenção com 100 anos . De facto, o investigador acrescenta que o uso da peça prejudica o peito, tornando-o mais descaído e maior.
Ora, devo dizer que o uso deste foi, para mim, um autêntico "instrumento de tortura" durante alguns anos, e por isso dispensado e sua utilidade e benefícios foi por mim questionada. Independentemente do que me pudessem dizer, eu gostava de andar como me sentia bem. E sentia-me bem SEM ele.
E foi assim que durante anos, até chegar a meio dos 20, raramente usei essa peça de vestuário. Ela era usada quando estritamente necessário, como quando uma blusa pudesse ser um pouco transparente ou quando tivesse de fazer alguma actividade desportiva. Digamos que, se o soutien serve para alguma coisa, é para isso. Correr sem ele a «comprimir» as «meninas» contra o peito é algo que pode ser um tanto doloroso. Julgo que é tenuemente o equivalente de um homem levar uma pancadinha "naquele" sítio. (Digam-me vocês, gajos, porque essa sensação também me intriga e não consigo imaginar mesmo como pode ser).
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| Vestidos da época napoleonica |
Bom, um pouco de investigação sobre a feminilidade indica que a mulher sempre se preocupou com essa parte do corpo. Na grécia antiga, por exemplo, elas usavam aquelas roupas largas, mas segundo parece, a sensualidade estava toda lá. Os peitos femininos eram enrolados em tecido. Uns com a finalidade de os segurar, outras vezes com a finalidade de os sobressair, outras de os ocultar. Confesso que gostaria de saber sobre outras formas de "tratar" das «meninas» ao longo da história da humanidade e esta foi a que achei mais curiosa. Se bem que a minha preferida - descobri agora - é a do periodo napoleónico, pois acho que este estilo de vestuário ainda hoje cairia bem na silhueta feminina, tornando-se, mais que não seja, um estilo bom para vestidos de casamento. Pesquisem sobre a história da lingerie nos links facultados. Porém, voltando ao soutien, cuja «descoberta» aos 12 anos não me trouxe nem contentamento nem descontentamento mas sim umas perpétuas marcas de elástico na pele (um autêntico instrumento de tortura, imaginam-se, homens, a usar constantemente uma peça de roupa interior assim apertada?).
O soutien foi inventado por uma mulher que, não gostando do resultado da aparência do espartilho no seu corpo debaixo dos vestidos, pegou em lenços e fitas para "decorar" aquela parte do espartilho que ficava de fora do decote. Fez sucesso nas festas e alguém enriqueceu muito com a invenção - mas não a própria. (E a Madonna acha-se muito esperta! Mas não foi ela que inventou os soutiens pontiagudos, que aliás, foram um must da década de 50/60)
| Pintura atribuida a Raphael, 1515/20 |
Então se formos a pensar bem, o soutien tem 100 anos! Uhau. Mas os espartilhos ainda se usavam faz pouco tempo... (para mim é pouco se a minha avó podia os ter usado ou privar com quem usasse). Isto quer dizer que muitas mulheres usavam o peito "elevado" ou "apertado" conforme o tipo de espartilho. Foi esta a peça de vestuário interior que durante anos serviu a mulher. E pode ser impressão minha, mas nos retratos e pinturas renacentistas (ok, as gajas eram todas miudas jovens) os nus não mostram seios descaídos... Até os "piquenos" são rijinhos, pelo que fica a dúvida se uma peça como o soutien, nisso, tem algum efeito, que é a questão levantada por este estudo.
Hoje já não vivo sem um. (Ah, pois é! A sensação de desconforto é uma constante ignorada pelo sexo feminino por condição biológica). 15 anos é pouco tempo para se tirarem conclusões e depende muito do estilo de vida e do tipo de sujeito investigado, assim como a quantidade. Que mulheres foram consideradas no estudo? Que peitos? Grandes, pequenos, médios, com que idade de maturação, com que actividade e dieta alimentar? Ah pois! Tudo isto influencia um seio... o organismo inteiro, para dizer a verdade. Os meus, já aqui confessei num post anterior, descairam um pouco. Até esse momento, nunca havia sequer pensado muito neles. Eram algo que vinha no todo, habituada que estava a os ter desde os 12... Mas quando algo no nosso corpo muda, de repente tornamo-nos muito conscientes da sua presença. E só se dá valor ao que está bem quando deixa de estar tão bem... Eles ainda são bem bonitinhos, mas estão diferentes e a diferença é a primeira coisa que me ocorre quando penso no assunto. No meu caso, foi depois de ter sofrido uma alteração química no organismo que notei essa diferença. E comecei a reparar neste tipo de coisas e a perceber também o quanto o factor biológico e hereditariedade influenciam. Ao mesmo tempo, também trouxe vantagens. Acabei por usar uma ou outra peça com um decote, coisa que antes não fazia porque sentia que evidenciava demasiado o peito, recebendo olhares, coisa que dispensava. E após décadas a usar roupa bem discreta, de preferência não justa ao corpo, heis que escolhi «estrear» a roupa com um ligeiro decote no.... Vaticano! Ehheh! Que lugar para usar pela primeira vez uma túnica com decote redondo... Escusado será dizer que um ou outro olhar de funcionários foram reprovadores, como se tivesse sido uma p*** toda a vida. Mas a túnica nada tinha de exagerado e, tal como eu gosto, até tinha meia manga nos ombros. Se não tivesse não me deixariam entrar, porque camisas de alças estão proibidas no local. E elas eram muitas, no pico de Verão e sobre um sol de derreter as pedras da calçada - como podem imaginar. Porém o "protocolo" do decoro deixaria as pessoas ali a morrer de desidratação e a sufocar de calor, antes de deixar uma mulher indisposta atravessar os portões do Vaticano de camisa de alças, eheh!
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| Mila Jovovich em Cannes, 2013 |
E como o tema dá "pano para seios", volto a prestar os meus elogios aos peitos naturais. Continuam a ser aqueles a que acho piada, sejam lá eles como forem. Vejam por exemplo Mila Jovovich na passarele vermelha de Cannes. Notam que lhe falta alguma coisa para ser sensual? Não me parece. Ela e Sharon Stonne, que até acredito por lógica que tem um peitinho trabalhado por um cirurgião para aos 55 anos os ter desta forma. Mas em todo o caso, não optaram por injectar mililitros em excesso no peito, denunciando logo a artificialidade. E por essa razão, por aparentarem um ar saudável e natural, estão de arrasar. Que acham?
A hereditariedade julgo que também tem algo a ver com isso. Tem lógica. Não é só o feitio, o aspecto mas também a biologia que define como um seio se vai comportar ao longo dos anos. Já percebi mulheres mais jovens que eu com um peito pior e também mais velhas com um peito ainda bem formado e empinado, pelo que este estudo carece de mais elementos e maior profundidade - julgo eu, para se poder concluir se afinal, o soutien faz ou não bem ao peito da mulher. Você acha que lhe conserva a juventude?
E porque é de soutiens que decidi falar não resisto em partilhar alguns "novos" modelos... Para apreciarem e avaliarem. A indústria procura sempre surpreender e inovar, trazer algo de novo. Qual destes você usaria?












2 comentários:
Bem,eu não tenho muito peito e ja aceitei isso xD
A beleza vem com todas as formas, Sail.
Eu acho as mulheres com pouco peito lindas!
E se for a reparar a quantidade de atrizes americanas que não têm muito peito e são reverenciadas, olhe que não são poucas. Ex: A mila é super sexy além de ter imenso talento!
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